Durante o confinamento, a Movistar e a Alé lançaram um desafio: criar uma camisola para a formação do World Tour. Entre as especificidades exigidas estava dar “alguma cor à vida das pessoas nestes tempos cinzentos, muitas vezes escuros, sombrios”, como explicou o vencedor do concurso.

Movistar e Alé, marca que fornece os equipamentos à equipa espanhola, receberam mais de 400 desenhos, mas na votação final, foi o italiano Loris Gobbi que viu a sua camisola ser a eleita, com 587 votos entre três mil, segundo a Alé. No sábado, quando finalmente o calendário World Tour for retomado na Strade Bianche, os ciclistas da equipa vão vestir a camisola especial.

Após a clássica, “dez peças únicas”, como destaca a Alé, vão ser assinadas por corredores da Movistar e serão leiloadas. Os valores angariados serão doados à Cruz Vermelha espanhola, por parte da equipa, e à Proteção Civil italiana, por parte da Alé.

Além da camisola, também o capacete recebeu um makeover, com as mesmas cores que se vão ver nas camisolas.

Entre o ciclismo e a moda

Loris Gobbi é um italiano de 37 anos, que tentou apostar no ciclismo, mas acabou por se dedicar à moda. Numa entrevista publicada no site da Movistar Team, Gobbi explica como pertenceu à seleção italiana de pista durante os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, participando também em várias Taças do Mundo desta vertente.

No entanto, ao perceber que não iria conseguir chegar a profissional, virou-se para a sua outra paixão, a moda. Começou por desenhar t-shirts e hoje dedica-se por completo ao design de roupa.

Na mesma entrevista recorda que quando era júnior esteve na estrutura de formação da Saeco, equipa que então contava com Mario Cipollini, um dos melhores sprinters da história e também famoso por alguns equipamentos… diferentes, digamos assim!

Para o desafio da Movistar e da Alé, Gobbi criou 40 camisolas e foi a mulher que o ajudou a escolher aquela que enviou e que acabou por ser a mais votada.