Miguel Ángel López foi suspenso provisoriamente pela União Ciclista Internacional (UCI) devido a alegada violação de regra antidoping. Em 2022, o corredor colombiano, então na Astana Qazaqstan, foi suspenso pela sua equipa em 22 de julho por supostas ligações ao médico Marcos Maynar, envolvido no tráfico de produtos dopantes. Apesar de a suspensão ter sido anulada nove dias depois, a 12 de dezembro Lopez foi demitido da formação cazaque devido a novos elementos que o implicavam.

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Desde o regresso à Colômbia, o ciclista da Team Medellin – EPM, que desde o início da temporada soma vitórias, incluindo na Volta à Colômbia e na Volta a San Juan, volta a ser visado neste caso. A UCI decidiu suspendê-lo provisoriamente por “uso e posse de uma substância proibida nas semanas anteriores à Volta a Itália de 2022”, conforme anunciou a equipa colombiana em comunicado de imprensa.

 

“Com base numa investigação da Agência Internacional de Testes (ITA), incluindo evidências obtidas das autoridades policiais espanholas (Guardia Civil) e da Organização Nacional Antidoping da Espanha (CELAD) como parte da investigação realizada sobre o Dr. Marcos Maynar, a UCI notificou hoje [terça-feira] Miguel Ángel López sobre uma alegada violação da regra antidoping (ADRV), por uso e posse de uma substância proibida nas semanas anteriores à Volta a Itália 2022”.

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“A UCI decidiu suspender provisoriamente o corredor até decisão final. Desde 1 de janeiro de 2021, as operações do programa antidoping da UCI foram delegadas ao ITA. As investigações sobre alegadas ADRV são conduzidas de forma independente pelo ITA e uma vez concluídas os seus resultados serão encaminhados à UCI para apreciação. Nenhum comentário adicional será feito nesta fase do processo”.

Selecionado para o Campeonato do Mundo de Glasgow, Miguel Ángel López terá de cancelar a viagem à Escócia. Além disso, abdicou da Volta ao Panamá em que estava inscrito esta semana e foi suspenso temporariamente pela sua equipa, mesmo que esta assegure que tem “confiança” no seu corredor.

Miguel Ángel López já saiu em sua defesa, também através do seguinte comunicado, publicado nas suas redes sociais:

“Ontem (terça-feira) fui notificado pela UCI da decisão de iniciar um processo de violação da regra antidoping em relação ao meu suposto uso de menotropina durante o Giro d’Italia 2022, supostamente com base em informações que foram enviadas pelos investigadores da Operação ILEX.

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Nesta fase, não tenho conhecimento dos testes e provas levados em consideração pela UCI na adoção desta decisão, mas gostaria de salientar que não há prova objetiva do suposto doping, que todos os os resultados de minhas análises e meu passaporte biológico são negativos, e que nunca recebi, usei ou mesmo solicitei qualquer substância proibida, nem no Giro d’Italia, nem antes na minha carreira”.

“Quero declarar oficialmente que usarei todos os meios legais ao meu alcance para limpar o meu nome e que solicitarei imediatamente o levantamento da suspensão preventiva. É totalmente desproporcional, até porque os factos pelos quais fui suspenso do título cautelar são factos públicos, conhecidos há mais de nove meses e que em nada explicam a necessidade e urgência de tal medida”.

“Dez dias antes do Campeonato Mundial de Ciclismo em Glasgow, esta suspensão preventiva não só fere minha honra e a presunção de inocência, mas também prejudica e causa danos à minha equipa, a Team Medellin-EPM, e à Seleção Nacional de Ciclismo da Colômbia, e à minha carreira sem qualquer evidência ou resultado de teste adverso, e sem que qualquer substância de qualquer tipo tenha sido encontrada em minha posse. Isso também traz danos ao bom nome de toda a comunidade internacional do ciclismo. Estou profundamente grato pelo carinho dos meus fãs, assim como o apoio da minha família, da minha equipa e do meu país”, pode ler-se na referida nota do ciclista colombiano.

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Imagens: Team Medellin Twitter

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