“Criar mais com menos”. Podemos resumir assim a essência da Forge+Bond, uma marca norte-americana bastante recente que se dedica à produção de rodas de carbono. E isto porque o fabricante clama a sua intenção de “mudar paradigmas em relação ao desperdício e a ideias de produção mais sustentável”, referem.

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Com sede no Utah, nos EUA, a Forge+Bond aborda os processos de produção e de fim de vida dos materiais sob um ponto de vista diferente. Querem mitigar ao máximo a pegada ecológica da sua atividade no fabrico de rodas de carbono e acessórios para bicicletas.

E para tal apostam na tecnologia a que chamam de FusionFiber, um composto termoplástico de fibra de carbono, bem como apresentam processos minimalistas que geram menos resíduos e também menos dispêndio energético, garante a Forge+Bond.

Na prática, para já, a marca norte-americana tem no seu catálogo apenas rodas para enduro (o modelo F+B 30 EM 29”) e para gravel (o modelo F+B 25 GR 700c), mas já está previsto o lançamento de rodas de carbono também para bicicletas de XC e all mountain.

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“Na Forge+Bond não estamos somente a criar as melhores rodas do mercado em termos de performance, estamos a reinventar a forma do mundo andar de bicicleta”, garante Joe Wheadon.

O diretor de vendas e de marketing da marca refere ainda que “incluindo os processos automatizados de corte e sobreposição de camadas que levam ao produto final, o processo de produção foi pensado para poupar energia e eliminar desperdícios em cada fase. A tecnologia FusionFiber permite-nos criar e produzir componentes que podem ser reciclados, dando depois origem a novos produtos, isto de forma contínua e para sempre”.

Produção com desperdício ‘zero’

Um dos pilares da marca é exatamente o combate ao desperdício… Mas como? Umas das formas é o eliminar do processo o carbono com epoxy “tóxico” na sua concepção, seja na produção própria ou nos fornecedores com quem trabalham.

Depois concentram-se na reciclagem dos materiais vezes e vezes sem conta. “O planeta tem recursos limitados e ainda assim continuamos a produzir e a abandonar resíduos sem qualquer peso na consciência. Temos de fazer melhor nas nossas decisões coletivas”, explica a marca.

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Dizem que querem criar um ciclo de vida para os componentes em que a produção de desperdício é zero (praticamente…). E querem focar-se também nos processos energéticos necessários e no poupar de recursos.

Aqui entra o Zero Carbon Dust, um processo que tem como objetivo eliminar micro-resíduos, como é exemplo a eliminação do “pó de carbono”, uma substância bastante prejudicial ao ambiente e à saúde. E pretende reduzir emissões, já que o FusionFiber, ao contrário do carbono-epoxy, não precisa de refrigeração e não tem prazo de validade.

Isto culmina na reciclagem própriamente dita, sobre a qual a marca afirma que a tecnologia permite que os materiais sejam 100% recicláveis através de processos de corte e pressão. “Pormenores” que servem de exemplo: o material não é cortado a partir de um rolo de carbono, é moldado à mão e dispensa ser lixado ou pintado. Isto permite poupar energia nos processos e poluir menos, garantem.

Como são feitas as rodas?

Segundo a marca, o processo é simples: “combinar alguns ‘ingredientes’, de forma particular, no momento certo”. O termoplástico de fibra de carbono é um material que pode ser usado por qualquer marca, a diferença está nos métodos de produção, afirma a marca.

“Tudo começa com um composto de nylon, flexível e seco, com fibra de carbono na sua génese. Num processo totalmente automatizado, cortamos, sobrepomos as camadas, passamo-las por vários ciclos de temperatura, forjamos, e no fim moldamos com a forma do aro através de calor e pressão”, é explicado em comunicado.

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Tecnologia FusionFiber

A diferença pode estar então na tecnologia FusionFiber, propriedade da Forge+Bond, composta por uma cadeia longa de polímeros de nylon em vez de usar epoxy e resinas que se vêem tipicamente na fibra de carbono. “Este material permite uma boa absorção de impactos, derivado à flexão microscópica das fibras, que dissipam a energia de forma radial na roda”.

A reduz ainda o peso da roda ao mesmo tempo que aumenta a sua rigidez, e aumenta até 50% o amortecimento, revela a marca. “Não é preciso comprometer rigidez para melhorar o feeling de condução”, diz o diretor de marketing Travis Tomczak.

Depois, outra tecnologia, o Radial Cross-ply, “confere durabilidade e performance”. Os raios têm design NXS, tecnologia que reduz o peso, com a premissa de “empregar mais material onde é necessário e menos onde não é preciso tanto”.

Return to fun

Um processo de garantia e devolução com foco no cliente e no planeta, comenta a Forge+Bond. De forma simples, além da garantia vitalícia dos componentes, a garantia cobre todos os incidentes que sejam derivados do uso normal.

Com já referimos, a marca promete retomar o material e pôr em prática o processo de “reciclagem” e respetiva criação de novos produtos. Mas reciclar implica perder propriedades? Os testes feitos pela Forge+Bond dizem que não e baseiam-se em experiências de impacto e resistência que são ampliadas até 275% face ao exigido pela UCI.

Para colocar tudo isto à prova, a marca conta com a ajuda dos riders Jill Kintner (Red Bull Gravity), Mitch Ropelato (Monster Gravity) e Iago Garay (Cannondale Gravity), entre outros.

 

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Imagens: Forge+Bond

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