A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) não desiste da edição de 2020 da Volta a Portugal. Marcou nova data, de 27 de Setembro a 5 de Outubro, e apresentou o projeto ao Presidente da República, na esperança que a sensibilização a Marcelo Rebelo de Sousa possa contribuir para que a corrida se realize.

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Com um adiamento a ser inevitável quando alguns municípios começaram a recusar receber a prova este ano, alegando motivos de segurança sanitária, instalou-se a incerteza no ciclismo nacional. As equipas portuguesas precisam da Volta  para tentar rentabilizar os patrocinadores e sobreviver. Em 2020 só se realizaram quatro corridas, três antes do confinamento, mais a Prova de Reabertura (contra-relógio individual) no passado domingo, 5 de julho.

De salientar que as datas apresentadas revelam uma redução de dias. Em vez das dez etapas, mais o prólogo e um dia de descanso, como tem sido habitual em anos recentes, a FPC aposta numa corrida de nove dias, sem paragens.

“Tendo em conta as circunstâncias especiais vividas no país e no mundo, a Federação Portuguesa de Ciclismo assumiu a responsabilidade de colocar o evento na estrada por considerar a prova fulcral para a defesa do direito ao trabalho de todos aqueles que têm no ciclismo a sua profissão e modo de vida e por ser esse o sentimento geral da comunidade velocipédica nacional, das Associações Regionais aos ciclistas e equipas profissionais”, lê-se no comunicado divulgado pelo organismo.

O apelo a Marcelo Rebelo de Sousa

O presidente da FPC, Delmino Pereira, e o diretor da Volta, Joaquim Gomes, foram recebidos em audiência por Marcelo Rebelo de Sousa e mostraram ao Chefe de Estado “o valor estratégico” e “o interesse nacional da Volta a Portugal”. O organismo salienta como esta prova “é também muito importante para a vivência sócio-cultural dos portugueses e para a dinamização da economia, ao longo dos diferentes territórios locais unidos pela caravana da corrida”.

Acrescenta que num ano tão atípico devido à pandemia covid-19, “as dinâmicas internas de turismo e ocupação hoteleira são essenciais para a economia do país”. “O ciclismo pretende dar o seu contributo”, garante.

A FPC reitera que “a Volta a Portugal tem em conta a situação pandémica e compromete-se a criar um evento seguro, aplicando as normas acordadas com a Direção-Geral da Saúde para que a festa do ciclismo atravesse diferentes concelhos e freguesias do país sem colocar em risco a saúde das populações locais nem dos diferentes membros da caravana desportiva da competição”.

Com os direitos cedidos actualmente à Podium, a FPC toma assim conta da organização da corrida essencial para a sobrevivência das equipas e do ciclismo nacional.

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