A Taça do Mundo de ciclocrosse arranca este domingo em Waterloo, nos Estados Unidos, um palco distante para as equipas sediadas na Europa, a maioria das que competem ao mais alto nível na disciplina, o que envolve custos de deslocação avultados, que têm gerado crescente discussão sobre a rentabilidade da viagem. Eli Iserbyt, que venceu as últimas três edições desta ronda norte-americana afirma que ainda compensa a participação.

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“Vale a pena vir correr aos Estados Unidos, e é uma pena que não haja mais corridas no país”, disse o corredor belga da Pauwels Sauzen-Bingoal ao  HLN.

Na semana transata, a referida controvérsia sobre a despesa para as equipas europeias que implica a presença em Waterloo, no estado do Wisconsin – esta temporada a única etapa da Taça do Mundo nos EUA, quando em 2022-23 também Lafayetteville (Carolina do Norte) foi anfitriã de uma ronda – voltou à ordem do dia, com o diretor da equipa 777, Bart Wellens, a decidir não fazer deslocar a formação belga ao lado de lá do Atlântico.

Isto, apesar dos organizadores da prova de Waterloo – cidade-sede do fabricante Trek – terem garantido contribuir com forte apoio financeiro às equipas do velho Continente.

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Eli Iserbyt só pensa em competir nos ‘states’ e, de preferência, ganhar. “Ainda creio que vale a pena fazer a viagem. A nossa equipa, a Pauwels Sauzen-Bingoal, quer conquistar a Taça do Mundo, por isso estaremos em Waterloo com um ‘staff’ razoavelmente numeroso e muitos meios”, contou o belga, de 25 anos, que apesar da ambição não desvaloriza os custos.

“É um exercício difícil. Ganhar é bom, ficar em segundo o balanço é neutro, mas terminar em terceiro e mais abaixo já é um prejuízo financeiro. De qualquer modo, também há prémios monetários pela classificação e ganham-se pontos UCI importantes. Só espero que haja mais Taças do Mundo nos EUA nos próximos anos”.


Imagem Pauwels Sauzen-Bingoal Twitter

 

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