Frederico Figueiredo e a sua equipa, Efapel, aproveitaram o trabalho da rival W52-FC Porto e de Amaro Antunes para vencer(em) a quarta etapa da Volta a Portugal, uma ligação de 181,6 quilómetros, entre Belmonte e a Guarda, que permitiu às duas formações mais fortes da corrida corrigirem o dia menos conseguido, na chegada à Torre.

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Nessa etapa, em que Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) aproveitou a marcação mútua entre W52-FC Porto e Efapel para vencer e ascender à liderança da Volta com quase 1.30 minutos de vantagem sobre os principais adversários.

Atacado desde o início da etapa deste domingo, o espanhol conseguiu segurar a camisola amarela por escassos cinco segundos, mas ficando evidentes as limitações da equipa do Tavira, e do próprio Alejandro Marque, para continuar a defendê-la durante muito mais tempo na competição.

A etapa foi rápida e intensa desde o início. Instalaram-se seis homens em cabeça de corrida, Daniel Mestre, Ricardo Mestre e Ricardo Vilela (W52-FC Porto), Rafael Reis e Javier Moreno (Efapel) e Roniel Campos (Louletano-Loulé Concelho), deixando o grupo dos favoritos entregue ao Atum General-Tavira.

Nem todos os corredores aguentaram a média de 44,3 km/h registada nas primeiras duas horas da tirada. Por isso, o pelotão fracionou-se, embora os mais fortes da geral tenham conseguido manter-se no grupo principal, em perseguição ao sexteto de fugitivos, enquanto a maioria dos participantes ficava para trás.

A 37 quilómetros da meta, na subida de segunda categoria para Videmonte, Amaro Antunes (W52-FC Porto) saltou para a cabeça de corrida, levando na roda Frederico Figueiredo (Efapel). Estas movimentações tiveram o condão de reduzir o efetivo tavirense no grupo do camisola amarela, com Alejandro Marque a ficar apenas com a companhia de Gustavo Veloso, cabendo a este, exclusivamente, o trabalho de perseguição.

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Na frente também só resistiram Amaro Antunes e Frederico Figueiredo. Apenas o algarvio dos portistas puxou, numa estratégia da Efapel de não colaborar com a W52-FC Porto, sobrecarregando os azuis e brancos com o trabalho.

Com a situação complicada para os galegos de Tavira, tudo piorou quando, já dentro dos 30 quilómetros finais, Alejandro Marque teve uma avaria e precisou da ajuda de Gustavo Veloso. Foi o momento em que a vantagem de Amaro Antunes e Frederico Figueiredo galgou para perto dos dois minutos. A dez quilómetros da meta, quando era evidente que Amaro Antunes e Frederico Figueiredo chegariam isolados à Guarda, Gustavo César Veloso cedeu ao esforço e não pôde continuar a labuta.

Frederico Figueiredo chegou com mais reservas às duras rampas da Guarda e cruzou a meta na frente. Amaro Antunes chegou no segundo posto, com o mesmo tempo. O terceiro, a 59 segundos, foi Mauricio Moreira (Efapel), que começa a prefigurar-se com um dos sérios candidatos à vitória na Volta.

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