Wilco Kelderman falou pela primeira vez do acidente que sofreu no início de janeiro, durante um treino no estágio de pré-temporada da sua equipa Bora-Hansgrohe, em Itália. O holandês, terceiro classificado na última edição do Giro de Itália, admite que “teve muita sorte” de escapar sem lesões muito graves da colisão com um automóvel que, alegadamente, se atravessou à frente do grupo de sete corredores da equipa alemã que integrava.

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Kelderman ainda regressou, de carro, ao hotel onde a comitiva da Bora estava hospedada, mas mais tarde foi transportado ao hospital, onde lhe foi diagnosticada uma concussão e fratura de uma vértebra no pescoço. Dois companheiros de equipa também tiveram de receber assistência hospitalar. Rüdiger Selig sofreu uma concussão e Andreas Schillinger teve várias vértebras fraturadas.

A recuperar em sua casa, Kelderman contou em detalhe o incidente e aponta a recuperação total para breve, para não perder mais tempo na preparação para a nova temporada que terá ponto alto dos objetivos pessoais no Tour de França.

“Tínhamos cerca de cinco horas de treino e decidimos fazer seis. Então, numa grande reta atravessou-se à nossa frente um grande SUV da Mercedes, sem ceder a prioridade. Simplesmente, não parou, entrou pelo nosso grupo adentro”, disse o corredor que se transferiu da Sunweb ao site Cyclingnews.

“Eu vi-o, mas nem consegui travar. Foi assustador, muito rápido. De repente, estava no chão e à minha volta uma grande confusão. Voltei para o hotel e tomei um banho porque não sentia grandes dores, mas depois decidimos fazer um exame no hospital por precaução e então verificaram que tinha uma concussão. Fizemos depois uma tomografia computadorizada e viu-se que também fraturara o pescoço”, contou o holandês.

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“Há dois anos aconteceu-me o mesmo, e pensei, ‘ah, porra, não de novo’, mais seis semanas com um colar cervical não! Aquele momento foi frustrante, mas o pescoço ficou muito melhor agora do que na anterior situação. Digo que tivemos muita sorte, que poderia ter sido muito pior. Por isso estou aliviado por ninguém ter tido lesões realmente graves”, concluiu o novo corredor da Bora.

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