Uma fuga massiva, um infiltrado de nomeada. Richard Carapaz teve liberdade para escapar ao pelotão e integrar a aventura do dia com mais 31 corredores e no final não enjeitou esse privilégio averbar o triunfo na 12ª etapa da Vuelta a Espanha esta quinta-feira, com meta no alto de Peñas Brancas, contagem de montanha de 1.ª categoria.

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O grupo em fuga, onde estava o equatoriano da Ineos Grenadiers, chegou ao sopé da subida final com 11 minutos de vantagem sobre o pelotão que integrava os principais favoritos da corrida. Carapaz, uma das maiores desilusões desta Vuelta, afundado na classificação geral, beneficiou do atraso de mais de 15 minutos para o líder Remco Evenepoel à partida para esta jornada e em parte redimiu-se, ao conquistar a sua primeira vitória em etapas na grande volta espanhola.

Entre os fugitivos, o campeão olímpico de fundo nos Jogos de Tóquio não era o único notável. Também lá se encontravam Jay Vine (Alpecin-Deceuninck), já vencedor de duas etapas nesta edição da prova, Wilco Kelderman (BORA-hangsrohe) ou Marc Soler (UAE Emirates). Contudo, Richard Carapaz revelou-se mais forte, atacando de forma irresistíveis para os adversários a dois quilómetros do cume, batendo Kelderman por 9 segundos e o duo da Emirates, Marc Soler e Jan Polanc, por 25″.

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“Para ser honesto, sinto alegria, porque viemos aqui com um objetivo e as circunstâncias não estavam a nosso favor”, começou por admitir o vencedor do Giro 2019 após o final da etapa. “Agora tínhamos o objetivo de vencer uma etapa, e estou muito feliz. Sabia que a 2 km do final a subida era muito difícil. Tinha um cartucho e dei o máximo. Estou satisfeito, especialmente porque as sensações que esperava ter desde o início da Vuelta estão de regresso. Tenho que aproveitar!”, afirmou Carapaz.

Na batalha pela classificação geral, Remco Evenepoel, apesar de uma queda a meio da etapa, sem consequências, defendeu, sem mais problemas, a sua camisola vermelha.

 

O belga da Quick-Step Alpha Vinyl nunca esteve em dificuldades na principal subida do dia, Penas Blancas, e ainda teve ensejo de acelerar no último quilómetro para ser primeiro dos favoritos a cruzar a meta, a 7.39 minutos de Carapaz. Enric Mas (Movistar), Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Juan Ayuso (UAE Emirates) foram os únicos que conseguiram não perder mais tempo para o líder da Vuelta.

“Fiquei com mazelas na perna devido à queda, mas tudo bem, creio. A minha bicicleta ficou muito pior do que eu… Sabia, de antemão, que era uma subida rolante… e no final, no sprint, dei tudo. Senti-me bem na subida, tive boas sensações, isso é o que importa. Agora vou recuperar para a etapa de velocistas de amanhã [sexta-feira]”, disse Remco Evenepoel após a etapa.

Logo atrás do grupo do líder da Vuelta, chegaram outros corredores importantes: Miguel Angel Lopez (Astana Qazqstan) perdeu cinco segundos; Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers), 11 segundos; Tao Geoghegan Hart (Ineos), 28 segundos; e João Almeida (UAE Emirates) 33 segundos. Com este atraso, o português desceu duas posições na classificação geral, ocupando agora a oitava, a 7.18 minutos de Remco Evenepoel.

Nas contas da geral, Evenepoel manteve 2.41 minutos de vantagem para o esloveno Primoz Roglic, segundo, e 3.03 minutos para o espanhol Enric Mas, terceiro.

Na sexta-feira, o pelotão enfrenta 168,4 quilómetros entre Ronda e Montilla, num dia sem qualquer montanha categorizada.

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