Dois temas, ambos relacionados com etapa de quinta-feira, que teve a vitória de Dylan Groenewegen, da Jayco AlUla.

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O primeiro: a desclassificação de Jasper Philipsen por sprint irregular, devido a ter bloqueado e apertado Wout van Aert junto às barreiras. Sanção justa e merecido ao belga, que é um extraordinário velocista, um dos melhores do pelotão internacional, se não o melhor, mas excessivamente impetuoso – para se ser brando – ao ponto de colocar em risco os adversários no que é a sua especialidade, o sprint.

Já tivemos a triste memória da terrível queda de Fabio Jakobsen na Volta à Polónia em 2020, provocada, curiosamente, pelo vencedor desta etapa no Tour, Groenewegen, que colocou o primeiro, então na Quick-Step, em risco de vida.

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Para precaver mais casos como esse – e sabe-se como os sprints são momentos altamente perigosos e delicados para a segurança dos corredores -, impõe-se que estas manobras irregulares sejam analisadas com critério de tolerância zero e que as penalizações possam ser, quiçá, mais gravosas. Tal como em casos de reincidência, como começa a ser o de Philipsen.

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O segundo tema: o isolamento a que foi votado Tadej Pogacar pela sua equipa a determinado momento da tirada (a cerca de 80 km do final), aquando de um corte no pelotão por ação do vento lateral e da aceleração de algumas equipas. O líder da UAE Emirates e camisola amarela, sempre bem colocado, ficou sem qualquer companheiro de equipa no grupo que se formou à dianteira. Repita-se: sem nenhum colega. Nem um! Todos atrás.

Se, por um lado, corredores como Adam Yates, Juan Ayuso, João Almeida ou mesmo Marc Soler estão dispensados, nestas etapas planas, dessa proteção a Pogacar – criticando-se apenas o facto deles próprios não se precaverem dessas situações, uma vez que são elementos importantes da equipa para eventuais estratégias para a geral, posicionando-se devidamente no pelotão – já a falha, por desatenção, de roladores possantes e especialistas na cobertura e controlo do posicionamento do líder em terrenos como este, Nils Politt, Tim Wellens ou mesmo Pavel Sivakov, estranha-se e deve ser criticada.

Felizmente, o esloveno não facilita e lá estava, firme, ainda que isolado, no grupo da frente, com os restantes líderes rivais, e que a distância grande a que se estava da meta desencorajou a esforços longos as equipas que estavam representadas nesse grupo. Porque se a coisa pegasse e não tivesse havido junção alguns quilómetros mais adiante, Pogacar poderia ver-se num sarilho, uma vez as formações adversárias começassem a atacar à vez…

A UAE Emirates está a acumular pequenos ‘casos’ (o primeiro, a atitude de Juan Ayuso no Galibier) nesta primeira semana do Tour, o que não é um bom pronuncio. Apesar de liderar e dominar a corrida.


Créditos da imagem: Lailoot Jaune LCL Twitter –    https://x.com/MaillotjauneLCL/status/1808868806854348970/photo/1         

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