Tadej Pogacar testou a concorrência no Tour na parte mais dura da Côte San Luca, na segunda e última passagem por esta subida de 1,9 km a 10% de inclinação. E eis a conclusão: Jonas Vingegaard respondeu-lhe bem e não perdeu tempo.

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Comparando-se, o dinamarquês esteve ao mesmo nível de 2023, quando foi submetido aos ataques do esloveno nas primeiras etapas, quando este procurava ganhar-lhe o mais tempo possível antes da alta montanha, receando que não tivesse a endurance alta suficiente devido à paragem causada pela fratura no pulso sofrida na Liège-Bastogne-Liège.

Então, Pogacar foi amealhando alguns (poucos) segundos em bonificações e outros tantos em chegadas, mas quando chegaram as longas inclinações, na etapa do Col de Marie Blanque, ficou apeado…

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Depois, o esloveno partiu para a contraofensiva, mas pouco conseguiu perante a defesa de Vingegaard – uns segundos no Puy de Dôme, e pouco ou nada mais. Depois veio o contrarrelógio com uma difícil subida final e foi o princípio do fim do líder da UAE Emirates, que sucumbiu, com estrondo, no dia seguinte – o do célebre ‘I’m done, I’m dead’ -, na terrível tirada do Courchevel.

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Este ano, a situação poderá inverter-se, embora esteja a começar igual. Explicando: Pogacar tem motivos mais do que plausíveis para testar Vingegaard. Afinal, o nórdico teve lesões mais graves este ano, no início de abril (na Volta ao País Basco), do que o esloveno teve na queda na La Doyenne em 2023, e as dúvidas sobre a condição física do corredor da Visma eram mais do que muitas antes do Tour. Até agora… e ainda irão perdurar, apesar desta boa resposta em San Luca.

Porquê? Porque apesar de nem um metro ter cedido no ataque de Pogacar, e de antes ter posto a sua equipa meter um andamento elevado na subida – para evitar um ataque ainda mais explosivo de Pogacar -, Vingegaard poderá acusar, tal como o adversário acusou em 2023, a tal falta de endurance alta em montanha. Por isso, o esloveno deverá continuar a tomar a iniciativa, começando desde já pela etapa de terça-feira, do Galibier.

Então, ficará a saber-se se Vingegaard também está pronto para as altas montanhas. Pelo menos, para as primeiras neste Tour. Porque, como se viu na edição transata, não se sabe como reagirá o corpo com o acumular do esforço das semanas da prova, após uma interferência significativa na preparação.

De qualquer modo, uma coisa é certa: Pogacar tirou as primeiras ilações sobre a aptidão de Vingegaard, e não foram as melhores que ele poderia ter previsto – apesar de ter dito, ainda no final desta etapa, que não está surpreendido. Até poderá não estar, mas certamente também não estará muito satisfeito. Já veste a camisola amarela, mas o líder da Visma | Lease a Bike tem precisamente o mesmo tempo na classificação geral.


Crédito da imagem: Le Tour Twitter – https://x.com/TeamEmiratesUAE/status/1807127516768809425/photo/1

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