Tom Dumoulin anunciou, no sábado, a decisão de suspender, com efeitos imediatos e sem termo previsto, a carreira de corredor profissional, abandonando desde logo o estágio da Jumbo-Visma. A equipa já confirmou a notícia, que caiu com estrondo no mundo do ciclismo.

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Numa série de mensagens postadas na sua conta pessoal no Twitter, Dumoulin explicou que a decisão de suspender, por tempo indeterminado, a sua carreira no ciclismo profissional foi como se tivesse tirado de cima dos seus ombros um peso enorme. O holandês de 30 anos disse que recebeu a solidariedade e compreensão da equipa e dos companheiros e amigos mais próximos, e que pretende encontrar as respostas que procura para o seu futuro.

“Eu e a minha equipa decidimos ontem [sexta-feira] que tirarei uma licença sabática do nosso belo desporto com prazo indeterminado”, começou por escrever Tom Dumoulin.

“Há muito tempo que sinto uma grande pressão para tomar uma decisão, mas acabei sempre por deixar-me levar pela responsabilidade de querer dar o melhor pela equipa, por todos os patrocinadores, pelos fans. Mas nesse processo esqueci-me um pouco de mim próprio. Esqueci-me do que realmente quero deste desporto e para o meu futuro. Porque não tenho essa resposta clara, e na verdade, também sinto que não estou a fazer o melhor às pessoas que estão à minha volta”, referiu o vencedor do Giro de Itália de 2017.

Foto: Pool/Belga/Sunada

“Preciso de tempo para clarificar as coisas na minha cabeça, sobre o que quero e como quero. Estou aliviado por ter dado esse passo e sinto-me apoiado pelos meus amigos e família e pela equipa. A decisão tirou imediatamente um grande peso dos meus ombros. Vou pensar muito e conversar com muitas pessoas e estou confiante de que irei encontrar as respostas”, esclareceu o corredor da Jumbo-Visma.

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Dumoulin transferiu-se para a Jumbo-Visma no início de 2020, depois de uma temporada complicada na Sunweb, em que se debateu com uma grave lesão no joelho e alguns diferendos com os responsáveis da equipa.

Dumoulin iniciou a última temporada ainda mal refeito da referida lesão e acabou por adiar o regresso por doença, a que se seguiu, a partir de março, o confinamento devido pandemia de Covid-19. De qualquer modo, o holandês recuperou muito bem e desempenhou um papel fundamental na equipa no Tour, eventualmente sacrificando ambições à classificação geral para apoiar Primoz Roglic. Dumoulin acabou em sétimo em Paris, mas não conseguiu manter a boa forma no objetivo seguinte, a Vuelta, desistindo, devido a fadiga, após a primeira semana de competição.

A sua saída repentina do estágio da Jumbo-Visma foi um grande choque para todos os elementos da equipa, mas estes foram unânimes no apoio incondicional a Dumoulin, proporcionando-se todo o tempo e o apoio de que necessitar.

“Só quero fazer bem às pessoas. Quero que fazer o melhor para a equipa e que esta fique satisfeita. Quero que os patrocinadores estejam satisfeitos. Quero que a minha esposa e a minha família sejam felizes. Quero fazer bem a todos, mas por causa disso esqueci-me um pouco de mim. O que eu quero? Ainda quero ser ciclista profissional. Mas de que forma, ainda não sei?”, conclui Tom Dumoulin.

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