Quando se está mais de 40 anos à espera de ver um ciclista seu ganhar uma grande volta, não é de admirar que na Bélgica se viva uma loucura “roja”. É de vermelho que se vestiu o país, depois de Remco Evenepoel conquistar a Volta a Espanha. E claro, logo no domingo, não faltou o toque que não pode faltar: a Specialized pintou de vermelho a bicicleta do campeão.

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Remco Evenepoel não escondeu aquela sensação de bicicleta nova. Mas, claro com o bónus de ser uma que marca um momento histórico. É a primeira vitória do jovem ciclista numa grande volta, aos 22 anos.

Haverá 100 unidades disponíveis da Tarmac SL7, num autêntico modelo de colecionador. Custará 5700 euros e estão todas assinadas por Remco Evenepoel.

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Esta bicicleta representa a confirmação em provas de três semanas, depois de uma ascensão muito rápida, mas cuja afirmação foi adiada devido a uma queda grave na Lombardia em 2020.

Representa ainda o elevar ao estatuto de… herói na Bélgica. É um país que vive intensamente o ciclismo, dos poucos em que esta modalidade até consegue ultrapassar o futebol em termos de popularidade.

Tomara, afinal são décadas de história, recentemente mais ligada às clássicas. Já eram muitas sem uma grande volta. A última vez foi em 1978, quando Johan De Muynck conquistou o Giro d’Italia.

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Vê os pormenores da Specialized S-Works Tarmac “roja” de Remco Evenepoel.

 

Os equipamentos da Quick-Step Alpha Vinyl também foram personalizados para a última etapa da Vuelta.

Loucura na Bélgica

Enquanto o jovem belga não escondia a emoção pelo feito alcançado ao cortar a meta em Madrid, no domingo, na Bélgica começou uma autêntica loucura pela vitória de Evenepoel.

Ele que já tinha uma pizza em sua homenagem, agora também há uns bolos a simbolizar a sua conquista na sua terra natal de Schepdaal, onde querem torná-lo cidadão honorário.

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Evenepoel recebeu um telefonema dos reis da Bélgica e em Madrid, o guarda-redes do Real Madrid, o belga Thibaut Courtois, ofereceu-lhe uma camisola autografada do clube.

Não houve site e, na segunda-feira, jornal que não tivesse Remco Evenepoel em destaque. O frenesim dos media é intenso e quando o ciclista regressar ao seu país, já se espera uma loucura ainda maior, com uma receção em grande dos adeptos.

Porém, para já, Remco Evenepoel segue direto para a Austrália. E talvez até seja melhor assim. O ciclista não terá de lidar com toda a distração de ser um vencedor de uma grande volta que regressa a casa.

Jonas Vingegaard viveu momentos únicos na Dinamarca depois de vencer o Tour, mas também percebeu o peso que uma vitória como a que alcançou tem.

A Vuelta não está ao nível histórico de uma Volta a França, mas sendo um belga a ganhar, não se espera outra coisa que não dias de festa quando Remco Evenepoel chegar a casa.

Mas primeiro há um título mundial para disputar.

Fotografias: Tim de Waele/Getty Images/Quick-Step Alpha Vinyl

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