Rui Costa (EF Education-EasyPost) é o novo campeão nacional de fundo, ao impor-se na subida final, 700 metros de empedrado com final no Castelo da Feira, a Rui Oliveira (UAE Emirates), segundo a dois segundos, e Luís Gomes (Gi Group Holding-Simoldes-UDO), terceiro, a 11 segundos.

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É o terceiro título nacional de fundo na categoria de elite para Rui Costa, vencedor das três últimas edições em que participou, 2015, 2020 e 2024.

A corrida teve 164,1 quilómetros, mas começou a definir-se bem cedo. Foi ao quilómetro 17, quando o campeão em título, Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) saltou para a frente de corrida que os alarmes soaram. Os mais astutos perceberam que não se tratava de um ataque para animar a corrida, mas de uma movimentação com potencial decisivo.

Daí que a Ivo Oliveira tenham acabado por juntar-se mais oito ciclistas, formando uma frente de corrida com nove homens, que, cedo se percebeu, iria decidir o campeão nacional: Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Rui Costa (EF Education-EasyPost), Joaquim Silva e Tiago Antunes (Efapel Cycling), Afonso Silva e Diogo Barbosa (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Luís Gomes (Gi Group Holding-Simoldes-UDO) e João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua).

No pelotão, António Morgado (UAE Team Emirates), atrasado por duas trocas de bicicleta, e as equipas ABTF Betão-Feirense, Rádio Popular-Paredes-Boavista e Sabgal-Anicolor, sem representantes na fuga, ainda tentaram fazer a “ponte” para a frente da corrida. Apesar de a diferença ter sido inferior a um minuto durante dezenas de quilómetros, não havia força de trabalho atrás capaz de fechar o espaço sem hipotecar de imediato a hipótese de, chegando adiante, discutir a corrida.

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Na entrada para a última das seis voltas, Ivo ficou para trás, deixando o palco para os restantes quatro corredores. O quarteto, cauteloso, poupou-se para a subida final, 700 metros de empedrado com final no Castelo da Feira.

A leitura de corrida foi essencial para o resultado. “Já vim com uma ideia da tática a seguir hoje. Sei quão complicado é correr em Portugal. No WorldTour estamos habituados a corridas muito controladas e isso aqui não acontece. A UAE vinha com três elementos e eu tinha de fechar o espaço para eles, porque não queria perder o campeonato nos primeiros quilómetros. Desgastei-me, mas foi fundamental, pois permitiu-me disputar o título no fim”, conta Rui Costa.

Os ataques de Ivo e Rui Oliveira na entrada dos 50 quilómetros finais tiveram resposta. “Tive muito desgaste para fechar espaços, mas as pernas responderam da melhor maneira na parte final. Sabia que o Rui estava bem e sentia-me um bocadinho reticente, mas também sabia que tinha de dar o meu melhor para conquistar este título que tanto orgulho me dará levar além fronteiras”, frisou o vencedor.

Após um início de época marcado por uma queda, na Volta ao Algarve, que ditou uma paragem de alguns meses, Rui Costa espera que a corrida de hoje seja um momento de viragem. “Como se costuma dizer, há situações que às vezes vêm por bem. Claro que ninguém quer cair e foi um momento complicado. Não foi fácil sair da situação, mas o foco foi recuperar e hoje aqui estou eu, com mais um título nacional. Se olho para trás, vejo o lado positivo desta história. Talvez tenha acontecido por algum motivo”, reflete o campeão mundial de 2013, que agora aguarda por um telefonema que pode trazer uma boa notícia: “Estou à espera que a equipa indique os oito para o Tour, queria estrear lá a camisola de campeão”.

Classificação

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Crédito da imagens: Federação Portuguesa de Ciclismo

 

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