Tadej Pogacar (UAE Emirates) confirmou a sua superioridade no Tour de França com uma vitória autoritária na temida 17.ª etapa, a penúltima da semana dos Pirenéus, com final no duríssimo Col du Portet.

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O esloveno, primeiro selecionou o grupo dos candidatos à classificação geral com um ataque a cerca de metade dessa subida de categoria especial, com 16 quilómetros de extensão, a apenas um trio, na companhia de Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) e de Richard Carapaz (Ineos Grenadiers). Depois, impôs o andamento, distanciando os perseguidores, e ainda testava a resistência dos seus parceiros com repetidas acelerações.

Todavia, Carapaz e Vingegaard foram capazes de suportar Pogacar, e o equatoriano da Ineos ainda guardou forças para um ataque a 1,5 km do final, em que, num primeiro momento, conseguiu distanciar ligeiramente o dinamarquês da Jumbo-Visma. Todavia, este recuperou estoicamente.

E foi só a 200 metros do alto que Pogacar acelerou para a vitória, selando-a à frente de Vingegaard, enquanto Carapaz fechou em terceiro, todos separados por poucos segundos.

“A equipa trabalhou muito todos os dias para defender a camisola amarela”, disse Pogacar no final da etapa. “Ficámos os três, mas só eu e Jonas [Vingegaard] trabalhávamos. Tentei algumas vezes sair, porque quanto mais tempo ganhasse melhor, mas eles estavam realmente bem hoje. Sabia que o Carapaz estava a fazer bluff. No final, a acelação foi suficiente para vencer”, afirmou o esloveno.

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Rigoberto Urán (EF Education Nippo) foi o principal derrotado do dia, caindo do segundo para o quarto lugar na geral, ao cruzar a linha a 1.49 minutos de Pogacar, no nono posto da etapa. O colombiano está agora a 7.17 m do líder e a 1.34 m de Carapaz, terceiro posicionado, com uma última etapa de montanha (Tourmalet e Luz Ardiden), esta quinta-feira, e o contrarrelógio, no sábado, por disputar.

O colombiano tem de se defender de Ben O’Connor (AG2R Citroën), depois do australiano ter-lhe cortado 23 segundos com um ataque tardio na subida. O’Connor está agora 17 segundos atrás de Urán. Mais atrás houve poucas alterações na classificação geral, apenas com Enric Mas (Movistar) a tirar a sétima posição a Alexey Lutsenko (Astana-Premier Tech).

Além de vencer a etapa e adicionar 21 segundos à sua liderança na classificação, Pogacar também fez avanços na luta pela camisola das bolinhas, de rei da montanha, que venceria pelo segundo ano consecutivo. Com sua vitória na etapa, somou 40 pontos e agora está a apenas 11 de Wout Poels (Bahrain Victorious) com um máximo de 62 pontos disponíveis na etapa 18, incluindo 40 na contagem de montanha de categoria especial que coincide com a meta (Luz Ardiden).

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