Há hoje um item que nunca pode ficar em casa quando saímos com a bicicleta: o GPS. Ou o ciclocomputador, se assim lhe quisermos chamar. É por ser algo já indispensável que temos neste artigo aqueles que em nosso entender são de momento os melhores GPS para BTT e ciclismo. E também o que deves ter em conta na escolha dum ciclocomputador.

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Polisport T500

Sejas um fanático pela monitorização dos números dos treinos e das voltas, um verdadeiro “explorador” que precisa de mapas para ficar a conhecer novos percursos, ou alguém que precisa de ter informações do smartphone a todo o momento nnum ecrã, há nas lojas o modelo certo para as tuas necessidades.

Os melhores GPS para BTT e ciclismo

Nota: todos os modelos que apresentamos neste artigo não foram testados por nós. Ao referirmos que são os melhores GPS para BTT e ciclismo, estamos a afirmar que são os mais recentes e os melhores entre todos os modelos que a respetiva marca inclui no seu portfólio de produtos atual.

Ou seja, são os que se apresentam de momento mais capazes em termos de características e funcionalidades.

Garmin Edge 1030 Plus

Dimensões: 58 x 114 x 19 mm
Peso: 124 gramas
Ecrã: 3,5 polegadas, a cores, 282 x 470 px, tátil
Autonomia anunciada pela marca: 24 horas
Memória interna: 32 GB
Conectividade: Bluetooth, ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
599 euros
Site oficial: www.garmin.pt

Por ser a marca com mais modelos disponíveis e com maior historial neste segmento, a Garmin tem neste artigo dois modelos. O primeiro deles é este novo Edge 1030 Plus, que, basicamente, é o topo de gama do portfólio da marca. Mas o que distingue este modelo dos demais? Muita coisa, já que está repleto de funcionalidades a todos os níveis.

Antes disso, destacamos o ecrã a cores com 3,5 polegadas cuja resposta tátil com luvas é bastante boa, pelo que já tivemos oportunidade de experimentar ao vivo. Depois, entre muitas funcionalidades e elementos, as métricas saltam à vista. Tantas… A monitorização da performance com o VO2 máximo, o tempo de recuperação, a distribuição e gestão da carga de treino. E ainda a sugestão de exercícios diários, planos de treino, ClimbPro, alertas para os momentos certos para comer e beber, etc. Ah, e também tem mapas 🙂

Garmin Edge 530

Dimensões: ND
Peso: 75,8 gramas
Ecrã: 2,6 polegadas, a cores, 246 x 322 px
Autonomia anunciada pela marca: Até 20 horas
Memória interna: ND
Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth, ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
299 euros
Site oficial: www.garmin.pt

Excelente relação qualidade/desempenho/funcionalidades/preço, diga-se. O Edge 530 tem um bom ecrã a cores com apenas 2,6 polegadas, apesar de não ser tátil e serem botões físicos a controlar todas as ações, como aliás é preferido por vários utilizadores.

São muitas as funcionalidades que encontramos neste modelo e que estão também no modelo referido acima, o topo de gama 1030 Plus, e por um valor que é praticamente metade. Falamos do ClimbPro, da aclimatização de altitude e calor, da monitorização dinâmica de desempenhp, etc.

Dois pontos especialmente interessantes: o ecrã próprio para e-bikes com Shimano Steps e as eficazes indicações de mudança de direção.

Hammerhead Karoo 2

Dimensões: 100,6 x 60,8 x 19,3 mm
Peso: 130 gramas
Ecrã: 3,2 polegadas, a cores, 480 x 800 px, tátil
Autonomia anunciada pela marca: 12 a 15 horas
Memória interna: 32 GB
Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth, 4G e ANT+
Certificação: IP67
Preço:
343 euros
Site oficial: www.hammerhead.io

Está em pré-reserva no momento em que escrevemos estas linhas e estas estão já esgotadas. Mas há a promessa de abrirem vagas para reserva muito em breve, de novo. O Karoo 2 é, assim, um dos GPS mais esperados de segmento, até porque a relação funcionalidades/preço aparente ser muito boa.

Os pontos mais fortes? Mesmo sem o termos experimentado, naturalmente, acreditamos ser o ecrã de 3,2 polegadas a cores e com resolução de 480 x 800 px. É tátil com luvas, mas o dispositivo também pode ser controlado na totalidade através dos botões físicos nas laterais, garante a marca.

Graças à presença de uma porta USB-C, há carga rápida no restauro da energia da bateria: numa hora recarregamos metade da bateria (totalmente em três horas). E outro grande atrativo: há uma slot para instalação de um cartão SIM; ou seja, ligação de dados móveis em permanência sem ser necessário o emparelhamento com o smartphone. E muito mais…

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Wahoo Elemnt Roam

Dimensões: 89 x 54,4 x 17,8 mm
Peso: 93 gramas
Ecrã: 2,7 polegadas, 240 x 400 px, a cores
Autonomia anunciada pela marca: Até 17 horas
Memória interna: ND
Conectividade: Bluetooth, Wi-Fi, ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
349 euros
Site oficial: eu.wahoofitness.com

Com suporte para guiador integrado e presente no pack, este Wahoo prima por, entre muitas funcionalidades e compatibilidade a todos os níveis, incluir muitos elementos de navegação (além de mapas gratuitos de todo o mundo, disponíveis via download quando ligado por Wi-Fi).

O Get Me Started, por exemplo, dá-nos indicações curva a curva até determinado ponto no mapa que selecionemos, sendo este o ponto de partida ou não. Outro exemplo é o modo Back to Track, que nos leva de volta para o percurso do track caso nos percamos sem querer. Mas há muito mais.

A nível de controlo, o ecrã não é tátil, mas três botões sensíveis ao toque garantem todo o manuseamento deste GPS.

iGPSport IGS 520

Dimensões: 84 x 54 x 21 mm
Peso: 65 gramas
Ecrã: 2,3 polegadas, escala cinza tipo dot matrix
Autonomia anunciada pela marca: Até 45 horas
Memória interna: ND
Conectividade: Bluetooth, ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
Desde 86 euros
Site oficial: www.igpsport.com

Já está disponível o iGS620, mas, pelo preço a que é vendido, preferimos destacar nesta seleção o iGS520, que conta com compatibilidade com segmentos e tracks Strava (como todos os outros no grupo), comcertificação IPX7 e com ligações Bluetooth e ANT+, algo que é hoje imprescíndível.

Por ter um ecrã que não é tátil e não é a cores, acreditamos sim senhores que a bateria possa chegar aos números indicados pela marca, tal como é possível ter no ecrã várias informações e métricas ao mesmo tempo, apesar de tudo.

Acima de tudo, apresenta um preço “canhão”! É preciso é ter sorte e encontrá-lo em promoção. Se quisermos optar pelo já referido novo modelo iGS620, então podemos espreitar desde já a loja online em Espanha, que apresenta este GPS em pré-reserva por 199 euros.

Polar M460

Dimensões: 14 a 19,4 mm de espessura
Peso: 50 gramas
Ecrã: 128 x 128 px, escala cinza
Autonomia anunciada pela marca: Até 16 horas
Memória interna: ND
Conectividade: Bluetooth, Polar FlowSync
Certificação: IPX7
Preço:
179 euros
Site oficial: www.polar.com

Outro modelo bastante barato e que cumpre os requisitos mínimos na navegação/mapas, na compatibilidade com o Strav (e outras plataformas) e na relação com medidores de potência, por exemplo, algo que praticamente todos os outros modelos nesta seleção também integram.

Este modelo da Polar apresenta um ecrã a preto e branco que não é tátil e que, assim, permitem ir buscar um pouco mais de autonomia: até 16 horas de funcionamento efetivo, garante a marca.

Podemos ligar o GPS a um sensor de monitorização do batimento cardíaco da mesma marca para seguirmos todos os parâmetros durante os treinos e está ainda em destaque o portal Polar Coach e a respetiva app móvel para o smartphone, que podem dar uma ajuda interessante. Com notificações vindas do terminal móvel (como todos os outros que contam com ligação Bluetooth neste artigo) e com uma luz LED frontal que pode dar jeito em dias de menos visibilidade matinal…

Mio Cyclo 210

Dimensões: 114 x 68 x 18,6 mm
Peso: 146 gramas
Ecrã: 3,5 polegadas, a cores, 320 x 480 px, tátil
Autonomia anunciada pela marca: Até 10 horas de funcionamento efetivo
Memória interna: 8 GB
Conectividade: Bluetooth,
Certificação: IPX5
Preço:
Desde 174 euros
Site oficial: www.mio.com

Com mapas de toda a Europa precarregadas e indicações de mudança de direção, entre muitas outras funcionalidades, este Mio apresenta um modo muito engraçado: o Surprise Me. Trata-se de algo que nos dá três hipóteses de percursos diferentes após inserirmos o tempo e os kms máximos que queremos “gastar” no treino/volta.

Com ecrã tátil a cores de 3,5 polegadas e compatibilidade Strava através da interface da marca e do emparelhamento com o smartphone.

De resto não há muito mais a assinalar, além do preço, que pode começar nos 174 euros se o encontrarmos em promoção em alguma loja online estrangeira. Atenção apenas aos portes de envio, como sempre…

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Lezyne Mega C

Dimensões: 50,5 x 77,2 x 26,9 mm
Peso: 73 gramas
Ecrã: 2,2 polegadas, a cores, 320 x 280 px
Autonomia anunciada pela marca: Até 32 horas
Memória interna: ND
Conectividade: Bluetooth, ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
Desde 180 euros
Site oficial: ride.lezyne.com

Este modelo Lezyne tem vários “irmãos” interessantes no catálogo da marca, mas acabámos por selecionar o Mega C por duas razões: porque, estando em promoção e ao preço que indicamos acima, é um belo negócio do ponto de vista das funcionalidades/preço; e porque tem ecrã a cores, neste caso de 2,2 polegadas sem ser tátil.

Como acontece com várias outras opções neste patamar de valores, o emparelhamento com smartphones iOS ou Android é garantido pela ligação Bluetooth (que também serve para a relação com medidores de potência, etc…). Neste caso é a ligação ao terminal móvel que nos dá a base para termos indicações curva a curva, Strava Live Segments e notificações de chamadas e mensagens, por exemplo.

O manuseamento é garantido por quatro botões físicos e há muito para explorar ao nível das funcionalidades.

Stages Dash M50

Dimensões: 51 x 78 x 24 mm
Peso: 94 gramas
Ecrã: 2,25 polegadas, a cores
Autonomia anunciada pela marca: Até 12,5 horas de funcionamento efetivo
Memória interna: ND
Conectividade: Bluetooth. ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
Desde 246 euros
Site oficial: store.stagescycling.com

Uma opção que deveria ser mais barata tendo em conta o que oferece, não? O ecrã de 2,25 polegadas é a cores, com controlo sem ser tátil e garantido por vários botões na secção inferior do dispositivo, abaixo do ecrã. Face ao ecrã maior do modelo L50, este M50 permite ainda assim incluir até 12 espaços para informações em simultâneo no painel.

Pelo que diz a marca, conseguimos ter acesso a funcionalidades como transferência de tracks, historial de treinos e respetiva análise, e notificações no ecrã vindas do smartphone caso exista emparelhamento entre este e o GPS via Bluetooth e através da app móvel gratuita Stages Link.

Bryton 420 Rider

Dimensões: 49,9 x 83,9 x 16,9 mm
Peso: 67 gramas
Ecrã: 2,3 polegadas, escala cinza, 128 x 160 px
Autonomia anunciada pela marca: Até 35 horas
Memória interna: ND
Conectividade: Bluetooth, ANT+
Certificação: IPX7
Preço:
115 euros
Site oficial: www.brytonsport.com

Por fim, um dos modelos mais vendido da Bryton, o 420 Rider. Mas estar em último lugar nesta seleção não significa ausência de funcionalidades.

Principalmente ao nível dos mapas e percursos, apesar do ecrã ser a preto e branco: a função Follow Track permite planear e criar viagens através da Bryton Active App, que assim também nos deixa importar trilhos de plataformas de terceiros e acompanhar informações de e para sistemas como o Strava e o Ride with GPS, por exemplo.

Com navegação curva a curva, notificações vindas do smartphone quando emparelhado por Bluetooth, compatibilidade com medidores de potência e outros “trunfos” que dão jeito no terreno. O preço é uma mais-valia, sem dúvida. Aliás, é a razão mais forte para constar aqui este modelo e não qualquer outro da mesma marca.

Dicas para escolher os melhores GPS para BTT e ciclismo

O que ter então em conta na escolha de um novo GPS ou ciclocomputador? Alertamos para os pontos que consideramos mais importantes num dispositivo do género.

Preço vs. necessidades

É quase sempre o critério que mais ordena, pelo que aparece em primeiro lugar nesta lista de pontos a ter em conta. Normalmente, quando mais caro o dispositivo, mais funcionalidades e qualidade conseguimos ir buscar.

Mas dá atenção ao que realmente precisas: se procuras uma solução básica que grave tracks, mostre mapas e pouco mais, não precisas de gastar uma fortuna, pois há soluções baratas que servem perfeitamente. Mais funcionalidades podem mesmo confundir durante a volta.

Por outro lado, se gostas de ter o máximo de informações, ligação ao smartphone, mapas e indicações muito completos, ligação a tudo e mais alguma coisa e ainda um equipamento leve e compacto com um excelente ecrã, então aí o que procuras é um topo de gama. Vais ter de gastar bastante, mas ficarás muito bem servido, pois as soluções dispendiosas estão num nível fantástico, como percebeste pelos modelos acima.

Mapas

Sim, há ciclocomputadores que nem maps mostram, apenas dados e informações. Não são bem GPS, já que não permitem navegar. Mas podem resolver o problema. Pensa no que precisas em cada volta e treino… Se gostas de explorar novos percursos tanto na estrada como nos trilhos, poder contar com mapas funcionais, atualizados e eficazes é determinante. Procura mesmo um modelo com indicações curva a curva, é algo muito útil.

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Se não estás a contar de navegar nos caminhos e queres apenas monitorizar os dados dos teus treinos, pode poupar dinheiro e escolher um modelo sem mapas e navegação.

Ligações

O que quer isto dizer? Que os GPS e ciclocomputadores mais recentes podem ser ligados a tudo e mais alguma coisa (além da tradicional ligação ao computador, em casa, para recarregar a bateria e descarregar tracks).

Ou seja, são váriso os modelos que podem ser emparelhados sem recurso a fios com sensores de cadência, smartphones, medidores de potência, sistemas de seguimento do ritmo cardíaco, etc. E falamos de dispositivos que podem não ser da mesma marca do GPS, claro.

Achamos que poder ter ligação direta ao smartphone via Bluetooth é quase imprescindível nos dias que correm, pois assim podemos ver no ecrã do GPS as notificações e as informações que vão chegando ao nosso telemóvel ao longo do caminho. Muito útil. O nosso conselho é que optes por um modelo que tenha esta funcionalidade.

Depois, tudo depende dos teus objetivos. Podes escolher um modelo com Ant+ para conseguires ligá-lo aos rolos ou a um monitor de cadência, por exemplo. E com Wi-Fi, pois assim conseguirás fazer upload dos treinos e dos tracks para o Strava e outras plataformas assim que te ligas à tua rede doméstica sem fios. Mais: se queres controlar o bater do coração, podes ligar-lhe uma banda de peito, por exemplo.

Ecrã

Aqui é simples: se for a cores, o GPS é mais caro. Mas tem mais detalhe, certamente, enquanto um modelo a preto e branco tende a fazer um bom trabalho ao nível do contraste, especialmente quando o sol incide no ecrã. Preferimos a cores.

Quanto às dimensões, as opiniões dividem-se sempre. Deste lado gostamos de ecrãs grandes, mas talvez prefiras um modelo mais compacto e que não ocupe tanto espaço no guiador. Quando mais área, mais elementos podem aparecer em simultâneo no ecrã. Para navegar e interpretar mapas no momento, um ecrã “generoso” em termos de dimensões irá favorecer o utilizador.

Depois há a questão do touchscreen. Somos adeptos confessos dos ecrãs táteis nos GPS e ciclocomputadores, mas com uma condição: têm de funcionar perfeitamente ao usarmos luvas e quando há água sobre o GPS, normalmente porque está a chover. Claro está que esta funcionalidade e o respetivo sucesso no manuseamento tátil está disponível apenas nos modelos mais caros…

Se assim não for, preferimos os bons dos comandos físicos e botões que encontramos em boa parte dos modelos de média gama e com relações qualidade/preços mais ajustadas.

Apps externas

É bastante importante para alguns ciclistas a possibilidade de utilizar apps várias no GPS. Para tal é preciso que este seja compatível com elas. Exemplo? O Strava. Quase todos utilizamos esta plataformas de registo de treinos e voltas, pelo que optar por um GPS/ciclocomputador que faça “ponte” direta com o Strava será sempre bom.

E este é apenas um exemplo de como uma app externa pode ser integrada no normal funcionamento/utilização de um GPS na bike.

Autonomia

Sem dúvida um dos pontos mais importantes num GPS e um dos fatores de decisão entre este ou aquele modelo, certo?

Podes e deves escolher um GPS também em função do tempo médio que te demoras de cada vez que sais com a bike. Claro que quando mais tempo durar a bateria, melhor. Mas as extensas autonomias estão, geralmente, nos modelos mais caros (e partindo do princípio de que queremos ter o máximo de funcionalidades ativas e um ecrã rico em detalhe).

As horas de autonomia anunciadas por cada marca raramente são fieis ao que depois acontece no terreno. E isso porque a energia consumida pelo dispositivo depende de muita coisa: o brilho do ecrã, as ligações a sensores e ao smartphone, a frequência de atualização dos mapas e/ou dos registos GPS e até a temperatura ambiente.

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