Assistimos à apresentação oficial da nova Pinarello Dogma X (e também da X Series por completo) e antes de mais, este é um lançamento que confirma o que já comentámos noutras ocasiões: o renascimento das bicicletas de granfondo…

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Prototype

Durante os últimos anos temos visto as marcas a centrarem esforços na criação de bicicletas de geometria leve, aerodinâmicas, mas para 2024 já sabemos que muitos fabricantes estão a resgatar nomes gloriosos e de características mais versáteis, dentro daquilo que são as bicicletas de granfondo ou endurance…

E a Pinarello apresenta agora como novidade absoluta estas duas bicicletas que exploram esse primeiro conceito, e com diferentes nuances: a Dogma X tem um ADN mais competitivo, com o objetivo de atrair utilizadores que, além de desfrutarem de longos passeios também queiram participar em eventos de cariz mais competitivo… Na apresentação até mencionaram a Dogma X como uma bicicleta ideal para eventos do tipo Paris-Roubaix.

Pinarello Dogma X: os destaques

O destaque mais notável da nova Dogma X é o conceito que a marca denomina de X-Stays: podemos ver nas fotos o “frágil” triângulo traseiro, com ênfase especial nos finos tirantes e na sua ligação com o tubo do selim.

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E vais de certeza perceber porquê o nome X-Stays: esta disposição em forma de X faz com que, ao duplicar os pontos de fixação, os tirantes superiores dispersam as forças em dois pontos do tubo do selim para reduzir ainda mais a transmissão das vibrações, explicou a Pinarello.

Essa ligação em forma de X proporciona uma flexão (controlada) ao triângulo traseiro, algo que se traduz em mais conforto a cada pedalada, garantem.

A Pinarello não quis entrar no mundo das micro-suspensões devido ao peso e complexidade; assim, a marca acredita que este “sistema de flexão” é mais do que suficiente. “Isto absorve as vibrações ao mesmo tempo que aumenta a rigidez lateral para compensar o alongamento das escoras”, comenta a marca.

“Os nossos X-STAYS são baseados em padrões de disposição de fibra de carbono cuidadosamente selecionados em diâmetro reduzido na curva superior”, explica a Pinarello.

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A absorção das irregularidades do terreno não implica uma perda de rigidez: obviamente, esta ainda é uma bicicleta muito desportiva, por isso a transmissão de potência para a roda traseira está garantida, afirma o fabricante. Para isso, o quadro foi construído com as fibras de carbono da Torayca que têm a melhor relação peso-rigidez: as T1100 1k.

Aos característicos e finos tirantes do quadro foram adicionados um triângulo principal que lembra as melhores criações da Pinarello, com certas reminiscências aerodinâmicas incorporadas no design. No entanto, o clearence foi aumentado para receber pneus de até 35 mm, o que diz muito sobre a orientação desta nova Dogma X. É possível montar pneus com boas capacidades para off-road…

Aliás, na Pinarello destacam o design assimétrico do quadro: a missão é compensar o peso adicional dos componentes para que, em conjunto, se obtenha uma distribuição ideal (simétrica) do peso total…

Outro aspecto que a marca destaca na nova Dogma X é a sua geometria endurance: um stack (altura do quadro) adaptado às necessidades deste tipo de utilização, ou seja, um pouco mais alto do que em bicicletas de características semelhantes, combinado com um reach (alcance do quadro) também mais curto. A posição ao guiador é bastante descontraída.

Uma gama completa

Para concluir, falta-nos mencionar que o nível de personalização é elevado graças à plataforma MyWay. No entanto, existem quatro cores padrão que se combinam com nada menos do que 11 tamanhos de quadro.

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Os componentes estão à altura do modelo: transmissões (electrónicas) da Shimano, Sram e Campagnolo, mas as melhores opções são o Dura-Ace Di2, o Sram Red eTap AXS e o Super Record Wireless. Rodas em carbon oe periféricos também…

Mais info:

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Imagens: Pinarello

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