Ivo Oliveira e Maria Martins conquistaram medalhas de bronze no Campeonato do Mundo de Pista, em Saint-Quentin-en-Yvelines, França. Tata Martins no concurso de omnium e Ivo Oliveira na perseguição individual, batendo ainda o melhor registo nacional na disciplina.

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Maria Martins começou o concurso de omnium, terminando a prova de scratch na oitava posição. Na corrida tempo, a ciclista portuguesa conseguiu subir na geral até ao quinto lugar, que resultou da conquista de uma volta bónus, em que somou 20 pontos, e ainda de dois sprints ganhos.

Tata partiu para a terceira prova do concurso de omnium entre as melhores da geral, mas logo após a primeira eliminação acabaria por sofrer uma queda, que não impediu a corredora portuguesa de continuar em prova, colocando-se rapidamente numa posição segura na frente do pelotão. Esta colocação perfeita permitiu-lhe continuar em prova até às últimas quatro eliminações, tendo concluído, precisamente, no quarto lugar.

Foi da quarta posição na geral que Maria Martins partiu para a corrida por pontos, empatada com a terceira classificada, Anita Stenberg (Noruega). Na segunda metade da prova, quando começaram os ataques, a corredora de Santarém manteve-se bem posicionada e a conseguir pontuar em dois dos sprints. Os pontos somados valeram-lhe a medalha de bronze.

“É inacreditável ter conseguido esta medalha, ainda para mais numa disciplina olímpica e num campeonato do mundo de elite. Fiz uma corrida muito consistente e isso também foi o que levou a que conseguisse chegar à medalha. A queda não deixou mazelas que me pudessem prejudicar nas corridas seguintes e senti-me sempre bem até ao final da prova”, afirmou Maria Martins.

“Nunca coloquei as medalhas como objetivo, mas quando percebi que estava com o pódio na mira foi tentar agarrar o terceiro lugar com todas as minhas forças. Esta medalha é muito especial para mim, pois é a recompensa de todo o trabalho que tenho feito nestes últimos meses. Estou muito grata por toda a ajuda que tenho tido e pelo apoio de todos aqueles que têm estado ao meu lado. Estou mesmo nas nuvens com este dia e não podia pedir uma melhor forma de terminar esta época”, acrescentou.

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Bronze soube a ouro a Ivo Oliveira

Ivo Oliveira partiu para eliminatória da prova de perseguição individual a um ritmo muito forte ao longo dos quatro quilómetros de esforço individual, o que resultou num tempo de 4’06’’704, oito décimas de segundo mais rápido do que o tempo que trazia como sendo o seu melhor até ao momento.

Esse tempo permitiu a Ivo Oliveira ser um dos quatro apurados para a final, no caso, para discutir a medalha de bronze com o britânico Daniel Bigham.

O corredor britânico, até há poucos dias recordista da horaentretanto superado por Filippo Ganna, que conquistou a medalha de ouro nesta prova de perseguição, acrescentando-lhe o recorde mundial absoluto – que levou vantagem durante a primeira metade da prova, mas o português seguiu-o sempre de muito perto.

Quando atingiram os dois quilómetros de prova, Ivo Oliveira passou para a frente no cronómetro e foi aumentando o ritmo com os olhos postos na medalha de bronze. No final dos quatro quilómetros o português foi mais forte, batendo o corredor britânico por mais de um segundo.

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“Quando aqui cheguei não sabia exatamente qual seria o meu estado de forma, pois estive doente na semana passada. Quando percebi que o corpo estava a responder bem só queria conseguir bater o meu recorde pessoal”, realçou Ivo Oliveira.

“Na final, sabia que o corredor britânico já tinha competido ontem e que isso poderia jogar a meu favor, por estar mais desgastado. Nas voltas finais ouvia o selecionador a motivar-me e também o meu irmão que estava nas bancadas. Esse apoio deu-me muita força. Esta medalha é o resultado de muito esforço e sacrifício depois de no ano passado quase não ter competido. Para mim foi como ser campeão do mundo”, revelou.

O selecionador nacional, Gabriel Mendes, estava bastante satisfeito com as conquistas das medalhas pelos seus pupilos: “Vê-los conquistar as duas medalhas é um orgulho muito grande. Foram ambas fruto de muito trabalho e de um desempenho de excelência por parte deles.”

E continuou: “Sabíamos que o tempo do Ivo era muito bom e que se ele o conseguisse bater poderíamos ter a oportunidade de lutar pelas medalhas. Ele fez uma excelente prova, sempre muito equilibrada e nunca quebrou. Foi um espetáculo.”

Sobre a prova de Maria Martins, o selecionador considera que “fez um concurso de omnium muito bom”. “A capacidade que ela mostrou de ultrapassar as adversidades, após a queda que sofreu na corrida de eliminação, diz muito da grande atleta que ela é. Na última corrida esteve sempre no sítio certo nos momentos-chave e tem muito mérito naquilo que fez. Foi um dia fabuloso”, salientou.

João Matias ao ataque na corrida por pontos e compete este sábado no omnium

Em prova no dia de ontem esteve também João Matias, que competiu na corrida por pontos. A concorrência era forte, mas o português esteve ao ataque para tentar dar uma volta de avanço.

Não conseguiu, mas o esforço do ciclista não foi em vão. Trabalhou para pontuar, somando no final dez pontos, que lhe deram o 15º lugar na classificação.

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A prova foi ganha pelo neerlandês Yoeri Havik, com o alemão Roger Kluge e o belga Fabio van de Bosche a completarem o pódio.

João Matias volta hoje à ação para disputar o concurso de omnium. A prova de scratch terá início pelas 12h20, seguindo-se a corrida tempo às 14h50, a eliminação às 17h50 e a corrida por pontos às 19h00.

Fotos António Borga/Federação Portuguesa de Ciclismo

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