Stephen Williams tornou-se o primeiro britânico a vencer a Flèche Wallonne, ao superiorizar-se a um grupo atípico nos metros finais do Mur de Huy, numa edição marcada por mau tempo e muitos abandonos, incluindo a maioria dos principais favoritos.

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O corredor da Israel-Premier Tech, de 27 anos, bateu o francês Kevin Vauquelin (Arkéa-B&B Hotels) e o belga Maxim Van Gils (Lotto Dstny), que foram segundo e terceiro, respetivamente.

Esta foi a primeira vitória de um britânico em 88 edições da clássica belga, três dias depois de o seu compatriota Tom Pidcock (INEOS) ter triunfado na Amstel Gold Race, a primeira da clássica do tríptico das Ardenas.

O dinamarquês Soren Kragh Andersen (Alpecin-Deceuninck) foi um dos animadores da corrida e voltou a andar em fuga, mas foi apanhado pelo grupo que o perseguia a pouco mais de 14 quilómetros da meta e foi um pelotão reduzido que chegou à subida final ao Mur de Huy.

O corredor da Israel-Premier Tech, já vencedor, no início da temporada, da corrida australiana Tour Down Under, impôs-se após fortíssima aceleração a 300 metros da meta e cruzou-a com dois metros de vantagem sobre francês Kévin Vauquelin (Arkéa-B&B Hotels), cuja boa recuperação nos últimos 100 metros ficou curta. O pódio foi completado pelo belga Maxim Van Gils (Lotto Dstny).

A corrida começou a definir-se a cerca de 60 quilómetros do final. Perante um pelotão de sobreviventes, despojado muito cedo de favoritos à vitória, como Tom Pidcock (INEOS Grenadiers), Dylan Teuns (Israel-Premier Tech), David Gaudu (Groupama-FDJ), Mattias Skjelmose (Lidl-Trek), Aleksandr Vlasov (BORA- (hansgrohe), Marc Hirschi (UAE Emirates) e… João Almeida (UAE Emirates), um corredor importante entra em fuga de longe: Soren Kragh Andersen. O dinamarquês da Alpecin-Deceuninck ganha rapidamente 1 minuto de vantagem e começa a enervar os perseguidores, cada vez mais escassos, cansados e divididos.

Na penúltima passagem pelo Mur de Huy, a pouco mais de 30 km da chegada, Stephen Williams faz uma movimentação premonitória da capacidade vencedora, ao atacar no grupo principal e cruza a linha de chegada no topo da subida a 55 segundos do líder Kragh Andersen e 10 à frente de um quarteto formado por Maxim Van Gils (Lotto Dsnty), Kévin Vauquelin (Arkéa-B&B Hotels), Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) e Santiago Buitrago (Bahrain Victorious).

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Ciente de que seria demasiado cedo para se impor, Stephens Williams aguarda, então, os quatro perseguidores. Atrás, no pelotão, a formação Uno-X, uma das escassas formações ainda com elementos de trabalho, ajudada pela Visma-Lease a Bike, consegue alcançar o quinteto intermédio a 17 km da meta. À frente, Andersen acusa a fadiga e é alcançado antes do final da penúltima subida, a Côte de Ereffe (2,2 km a 5,4%), deixando a luta pela vitória no mítico Mur de Huy a um grupo muito mais do que é tradição na prova.

No final, apenas 44 ciclistas, entre 174 que partiram, que foram classificados, com muitos dos potenciais favoritos, como Tom Pidcock, Mattias Skjelmose, Juan Ayuso ou João Almeida, entre os que não terminaram a corrida.

Segue a Liège-Bastogne-Liège, no domingo

Classificação


Créditos da imagem: Israel-Premier Tech – sprint cycling agency – https://israelpremiertech.com/stevie-williams-tames-the-mur-de-huy-to-win-la-fleche-wallonne/

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