Michal Kwiatkowski é contra a proibição pela União Ciclista Internacional (UCI) da posição aerodinâmica conhecida por ‘super tuck’ nas competições WorldTour a partir de dia 1 de abril.

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“É apenas uma forma de atribuir aos corredores a responsabilidade pelas quedas”, disse o corredor da Ineos-Grenadiers, antes do arranque da terceira etapa do Étoile de Bessèges.

Foto Stephane Mahle/Pool/AFP

“Há muitas outras coisas que [a UCI] poderia fazer primeiro para melhorar a segurança na estrada: as barreiras, por exemplo. Mas proibir-nos de sentar no tubo superior? Desculpe, mas não concordo com isso, porque, ao fim de contas, somos corredores profissionais”, explicou o polaco.

“Se proibirem andar no tubo superior agora, no próximo ano ainda nos proíbem de tirar as mãos do guiador para celebrar a vitória ou impor limites de velocidade e coisas assim. Acho que deveriam concentrar-se no lado organizativo das corridas”, disse o ex-campeão mundial.

Foto Yuzuru Sunada

Kwiatkowski reconheceu que a posição ‘super tuck’ pode ser perigosa em certas situações. “Se fizermos isso no meio do grupo, obviamente”, afirmou. “Mas há muitas coisas que fazemos assim, como beber no meio do pelotão quando estamos a 60 por hora, isso também é perigosa. Mas isso é uma coisa que temos de fazer…”, reforçou.

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Kwiatkowski apoiou, no entanto, as penalizações aos corredores que atirem bidões fora das zonas ‘verdes’ de coleta. “Acho que é uma boa medida de segurança, deixando bem claro que não devemos simplesmente atirá-los fora sem pensar e possivelmente criando um risco para os outros corredores”, declarou o polaco.

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