O gravel cresce, por isso todas as marcas de equipamento e acessórios apressam-se a lançar produtos que agradem aos praticantes desta vertente do ciclismo. E sabendo que, à partida, algo que é bom para gravel também será bom para BTT. É o caso dos sapatos de gravel que aqui trazemos, os DMT GK1 (na cor bordô, mas há noutra duas), que têm cumprido perfeitamente a missão a que se propõe nas nossas voltas e treinos mais recentes.

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Há uma característica ultimamente que faz com que se perceba que uns sapatos de encaixe são para gravel: atacadores! E, sim, estes leves GK1 têm atacadores, é esse o sistema de aperto e ajuste do sapato, sem fitas de velcro ou qualquer roda BOA. Assim, tal como numas sapatilhas convencionais, o aperto é personalizável: podemos apertar na medida que mais nos agradar, sendo que o sistema funciona.

A vantagem é essa, o ajuste personalizável do ajuste do sapato ao pé, principalmente na parte de cima do mesmo. Até porque toda esta secção supeirior é feita de uma espécie de malha (resulta da tecnologia 3D KNIT da marca) que faz duas coisas bastante bem: permite ajuste do sapato ao pé (e vice-versa) e eleva um pouco a sensação de conforto. Autênticas “luvas” nos pés, além de que são muito transpiráveis, ou seja, com boa ventilação.

Por outro lado, há uma desvantagem maior, tanto dos atacadores como da malha que reveste praticamente todo o sapato, que é o contacto com a água. Explicamos: nos trilhos, perante poças com água e lama, cursos de água e até chuva, esta malha tende a ficar molhada e suja-se com facilidade.

Ao contrário de sapatos com parte de cima sem ser em tecido, mais impermeáveis, que basta passar uma tolha húmida e já está. Estes DMT GK1, se bastante molhados e sujos com lama, podem ter de ser lavados mais vezes e esta tarefa pode ser mais complicada do que acontece com outros modelos (desta e de outras marcas).

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Por outro lado, devido a este sistema de ajuste ao pé com malha “apertada”, e perante a ausência da habitual “língua”, o sapato pode ser difícil de calçar. Não os podemos alargar para calçar, mesmo com a presença de atacadores. Um conceito de sapato muito característico e que acaba por nem funcionar para todos os tipos de utilizador.

Muito leves

Sendo um modelo essencialmente para gravel, mas também para BTT, os DMT GK1 são leves, bastante leves. No tamanho 42, cada sapato pesa apenas 300 gramas. E isto é sempre bom, correto?

Neste sentido, normalmente temos a tendência para pensar que um sapato leve é um sapato com pouca proteção. Mas, até agora, não sentimos isso ao usarmos os GK1. Como se vê pelas imagens (e no vídeo), na união da sola com a malha da parte de cima existe uma secção reforçada que tem dois objetivos: proteger perante os normais embates em obstáculos e em detritos que saltam do chão contra os sapatos, e impedir que estes “abram” naquela zona ao fim de algum tempo de uso, acreditamos.

Mais abaixo, a sola com fabrico de material Michelin, algo que é mais garantia de qualidade do que marketing. Rigidez na dose certa, mas com conforto mesmo ao fim de bastante tempo a fazer força nos pedais, e tração q.b. quando é necessário caminhar subida acima naqueles momentos em que desmontamos. Acontece…

As pequenas inserções refletoras nestes sapatos de gravel também são úteis, pois nas tiradas de bikepacking pode ser necessário pedalar já depois de escurecer.

Sensações transmitidas

Em nossa opinião, os DMT GK1 são uns sapatos esteticamente apelativos, com um design moderno e construção apurada. Como referimos, nas primeiras vezes custam um bocado a calçar, mas o material tem tendência a adaptar-se cada vez mais ao pé, a cada utilização. Um pouco estreitos a meio do pé e um pouco largos junto aos dedos. Fit perfeito na zona do calcanhar.

A zona frontal reforçada em borracha rija, tal como acontece no calcanhar, é um bom reforço contra impactos. Rigidez qb, o que permite uma pedalada vigorosa e eficiente, sem comprometer o conforto.

E há muito grip nesta sola Michelin: performance perfeita em zonas mais escorregadias, em que é necessário apear. Não é demasiado rija pelo que se comporta bem em todos os tipos de terreno – asfalto incluído –, transmitindo sempre segurança.

Todas as fotos (clica/toca para aumentar):

Mais info:

Importador para Portugal:


Neste teste:

  • Texto e teste: Jorge D. Lopes e Nuno Granadas
  • Fotos e vídeo: Jorge D. Lopes

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Jorge Lopes
Com mais de quinze anos de experiência na criação e edição de conteúdos em diversas áreas, é viciado em desporto e, naturalmente, em bikes. Mas raramente está em forma! Um dos mentores do projeto GoRide.

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