A recém-lançada Aurum Magma foi mostrada pela primeira vez recentemente em Madrid e, a convite da marca fundada por Alberto Contador e Ivan Basso, o GoRide esteve presente na apresentação oficial, que incluiu um pequeno momento de test-drive na companhia do “El Pistolero”!

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A Aurum Magma é a “jóia da coroa” da marca: foi a primeira bicicleta criada pela Aurum e é a que tem o “pedegree” mais competitivo, diga-se assim. Desde o lançamento que se destaca por oferecer um design que foge à norma de uma bicicleta com tanta versatilidade: a estética totalmente “trepadora” esconde uma série de virtudes que neste novo modelo são ainda mais potenciadas.

A nova Aurum é, essencialmente, uma bicicleta de conceção semelhante à anterior, ou seja, um modelo que serve tanto para ser usado em subidas como para rolar a alta velocidade em planícies. E tudo isso sem comprometer o conforto que se pode esperar de uma bicicleta “endurance”.

aurum magma

O quadro da nova Magma é ligeiramente diferente: sim, é verdade que, à primeira vista, parece quase o mesmo, e isso acontece porque o triângulo dianteiro pouco muda, mas, se olharmos para o tubo do selim ou para o próprio triângulo traseiro, conseguimos ver que os perfis deixam de ser arredondados e passam a ser do tipo NACA. Mas com a “cauda” recortada…

aurum magma

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Procurou-se aqui um desempenho “aero” e… eis que a nova Magma “voa” rente ao chão… Confirmamos! Mais detalhes aero? A integração dos cabos é mais notória do que na Magma anterior, graças ao novo guiador que “esconde” totalmente os cabos (no guiador anterior, ainda sobressaíam um pouco).

O guiador integra também o avanço (o cockpit é totalmente integrado), sendo possível escolher diferentes tamanhos (tanto de largura do guiador como de comprimento do avanço).

Por outro lado, não há grandes alterações no peso. Mas os engenheiros da marca comentaram que, evidentemente, o peso também é importante. O quadro pesa 780 gramas (no tamanho 54), a forqueta 375 gramas, o espigão de selim 170 gramas e o guiador integrado 320 gramas.

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A marca procurou ainda, por um lado, uma grande consistência no fabrico: a Aurum garante que os seus quadros são para toda a vida. Por outro lado, procuraram manter elevados níveis de rigidez sem desconsiderar o conforto…

E outro detalhe que chama a atenção é o design do triângulo traseiro, fino e longo, que se insere numa zona muito alta do tubo do selim, o que, segundo a Aurum, aumenta a capacidade de “filtragem” nesta mesma parte da bicicleta.

aurum magma

“As fibras de carbono ECT-10 proporcionam uma grande rigidez torsional no pedaleiro, tubo diagonal e forqueta, ao mesmo tempo que permitem uma ótima flexibilidade dos tubos para maior conforto em saídas mais longas”, lemos na nota de imprensa da Aurum.

Por falar em pedaleiro, a nova Magma recorre ao sistema T47, algo que parece estar a tornar-se uma tendência e confirma o regresso aos pedaleiros roscados (a manutenção é mais fácil, garantem).

Encontras todas as informações da nova Aurum Magma na notícia de lançamento da bicicleta que acabámos de publicar juntamente com este hands-on. Fica agora com o que sentimos a experimentar esta nova “bomba”!

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Aos comandos da Aurum Magma Dura-Ace Di2

A nossa “anfitriã” foi a Aurum Magma Dura-Ace Di2 com rodas Lightweight Obermayer (14.999 euros), nada mais nada menos que a versão topo de gama! E com quadro em preto, algo que, na nossa humilde opinião, é o mais bonito entre os dois disponíveis (o dourado das letras é impactante); o branco é muito elegante, mas menos “chamativo”.

aurum magma

Talvez nem valha a pena pena falar muito sobre como trava a bicicleta ou sobre como funciona a transmissão, pois isso é falar do material Shimano Dura-Ace e já sabemos que aqui funciona tudo bem… Ou de como andam as rodas Lightweight Obermayer Evo! O que interessa é mesmo transmitir as sensações aos comandos da nova Magma e verificar o desempenho do quadro.

Após os ajustes habituais da altura do selim e a instalação dos pedais, saímos a rodar num grupo de nove pessoas, entre as quais o próprio Alberto Contador! Começámos a subir uma ligeira inclinação, o que nos permitiu perceber o quão reativa é a bicicleta.

Ao nos levantarmos do selim, a bicicleta mostrava-se muito rígida, sem qualquer tipo de flexão. Isto é algo que se esperava numa bicicleta como esta… Não se mostrou rígida a passar por irregularidades da estrada, contudo…

Rapidamente começámos a descer uma pequena serra de curvas relativamente abertas, “a meias” depois com algumas bem fechadas. A estabilidade da Magma surpreendeu-nos, mais ainda tendo em conta que ainda nos estávamos a habituar às suas sensações. No entanto, travava maravilhosamente, sem qualquer “nervosismo”.

Testámos um tamanho 54 (o mesmo que utiliza Alberto Contador), cuja distância entre eixos é de 980 mm, medida curta e que poderia prever um comportamento instável… Nada mais longe da verdade. Rodar neste grupo exclusivo, com os guiadores quase a tocar uns nos outros a toda velocidade e com Contador entre nós, foi uma experiência alucinante!

Por momentos chegámos mesmo a andar ao lado de Alberto e a primeira coisa que nos ocorreu dizer-lhe foi que a Magma parecia ser nossa própria bicicleta, que não nos tinha custado nada habituar-nos a ela… Ele acenou com a cabeça e sorriu. Notava-se o orgulho nesta nova criação.

Quando o terreno ficava mais plano, podíamos verificar como a Magma ganhava velocidade facilmente… Esta bicicleta é um “foguete”! E isto tanto a andar em pé e a pedalar com força como sentados e com pouco esforço. A bicicleta “dispara” em todas as situações. Não conseguimos dizer o quanto mais rápida é em comparação com bicicletas “concorrentes”, mas é muito rápida, isso é certo.

Agora, no que não nos equivocamos é em dizer que esta Magma é muito confortável (muito mesmo): é verdade que o percurso que fizemos, que não chegou aos 30 km, não nos permitiu explorá-la ao máximo, mas percebemos que passava pelas irregularidades sem qualquer problema.

Em suma, a nova Magma reúne uma série de características que a tornam bastante única: combina na perfeição três pilares que até há bem pouco tempo pareciam impossível de encontrar numa bicicleta “competitiva”: o elevado desempenho aerodinâmico, uma reatividade própria de uma “trepadora” e um soberbo conforto, talvez apenas encontrado em bicicletas de granfondo.

Neste ponto em particular, Alberto insistiu tanto no momento da apresentação como no momento dos testes… “Um utilizador não pode permitir-se ter diferentes bicicletas para cada tipo de terreno. Além disso, quando saímos para treinar tanto encontramos zonas de subida como zonas rápidas…”.

Além disso, esta nova Aurum Magma exala “exclusividade” por todos os poros graças ao design minimalista e aos detalhes de construção que estão verdadeiramente muito cuidados. Por fim, dizer que foi afinada por ciclistas do calibre de Alberto Contador e Ivan Basso… O que se pode pedir mais…?

Mais info:


Créditos das imagens: GoRide / Aurum

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