Estamos a escassos dias do Natal, haverá melhor altura para decidirmos qual o primeiro upgrade de 2023 à nossa BTT? Se estás a pensar melhorar a transmissão, então este artigo é para ti: é a explanação das características principais dos conjuntos Shimano Deore XT e Sram GX Eagle, que são de certa forma os “reis” da relação desempenho/preço neste segmento.

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A Shimano e a Sram são os principais fornecedores de conjuntos de mudanças para bicicletas, disponibilizando gamas variadas e com diferentes patamares de preço.  É um facto que todos desejam os grupos topo de gama, mas será que todos lá conseguem chegar em termos de orçamento?

É por isso que nos focamos neste artigo nas opções que estão a “meio” das gamas de cada marca: o grupo Deore XT da Shimano (acima tem apenas o exclusivo XTR) e o grupo GX Eagle da Sram (acima tem o X01 e o XX1).

A acompanhar, travões: neste último caso, os Sram Level TLM, que estão praticamente ao nível dos Shimano XT, sendo suficiente em termos de desempenho as opções de dois pistões, pelo que temos visto em várias bicicletas, o que permite poupar uns euros adicionais.

Mais um “pormenor”: para equiparar desempenho, falamos aqui de conjuntos de transmissão mecânicos, visto que, como se sabe, o conjunto GX Eagle da Sram está disponível na versão wireless AXS. O conjunto Shimano XT também já tem uma versão eletrónica Di2, mas por enquanto é dirigida apenas a e-bikes, aparentemente.

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Shimano Deore XT M8100 12x Hyperglide+

Comecemos pela Shimano, e apenas por questões de ordem alfabética. O grupo Shimano Deore XT é a icónica transmissão (talvez seja até mais popular que o XTR) que se destaca pela boa relação entre qualidade, durabilidade, performance e preço. E por um funcionamento fiável e suave.

Talvez a versão de 11 velocidades se tenha mostrado um pouco mais “rija” no funcionamento, mas a verdade é que a versão de 12 velocidades que conhecemos de momento, a atual M8100, recuperou a fluidez total.

Atualmente, as combinações possíveis (falando sempre de sistemas monoprato) são bastante alargadas. Aqui estão todas as opções, para que possamos compará-las com a oferta do sistema Sram GX Eagle:

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  • Pratos disponíveis: 28, 30, 32, 34 e 36t.
  • Cassetes disponíveis: 10-45t e 10-51t. Compatibilidade com cepos de roda Microspline.

Os cranques também existem em várias opções e medidas: além do comprimento, também estão disponíveis em diferentes materiais e formatos, em função da largura dos eixos das rodas.

Neste caso, a tecnologia HollowTech II continua a dar que falar, com uma construção em alumínio. Existem três opções diferentes ao nível do fator Q (e linha de corrente): os cranques M8100 com fator Q de 172 mm (52 mm), os 8120 com 178 mm (55 mm) e os 8130 com 181 mm (56,5 mm). Os comprimentos são de 165, 170, 175 ou 180 mm.

O desviador traseiro existe também em várias versões, mas para sistemas monoprato temos apenas duas opções: o Shadow RD+ GS (para a cassete 45t) e o Shadow RD+ SGS (para a cassete 51t).

Quanto ao manípulo, as diferenças estão apenas na forma como é fixado ao guiador. Pode ser com o clássico sistema de abraçadeira ou com a fixação I-Spec EV à manete de travão da marca. Aqui a Shimano tem a tecnologia Rapid Fire para “saltar” mais do que uma mudança de cada vez.

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Os travões para fazer equipa com este grupo de transmissão são os Shimano BR-M8100 de dois pistões, que existem com pinça dianteira ou em duas versões com pinça traseira.

Já as manetes BL-M8100 existem apenas numa versão, ao passo que os discos de travão no pack XT são os RT-MT 800 em quatro diâmetros distintos: 140, 160, 180 ou 203 mm. Todos com a tecnologia Ice Freeza, compatibilidade Centerlock e divididos em duas peças.

Sram GX Eagle

Esta série é das mais equilibradas na oferta da Sram, com excelente relação qualidade/preço. Pouco “deve” em termos de funcionamento às gamas XX1 e X01 (os pesos é que diferem bastantes destas, por exemplo…) e o preço nem é assim tão elevado face às séries NX ou SX, mais limitadas. E o grupo GX existe com cranques em carbono, se assim o desejarmos.

Se nos focarmos nos elementos que a Sram incorpora na gama GX Eagle, as combinações podem ser:

  • Pratos disponíveis: 30, 32 e 34t.
  • Cassetes disponíveis: a XG1275 de 10-52t. A compatibilidade é o cepo XD da Sram.

Nos cranques, além do comprimento, a gama GX tem várias opções disponíveis. No material diferem entre o alumínio forjado e o carbono), e na forma variam na linha da corrente:

  • Aí há seis variações: 49,0, 52,0, 55,0, 56,5, 66,5 e 76,5 mm. Os pedaleiros disponíveis para estes cranques são vários: DUB BSA MTB 100, DUB PF MTB 121, DUB BSA73 SB+, DUB PF92 SB+, DUB:BSA73, PF89.5, PF92, PF30 MTB73, BB30 MTB73 e BSA MTB68SP.
  • Há vários comprimentos: 165, 170 e 175 mm.
  • No caso dos cranques em carbono, as opções são menos: apenas uma opção na linha de corrente (52 mm), dois comprimentos (170 e 175 mm) e os pedaleiros compatíveis são: DUB:BSA73, PF89.5, PF92, PF30 MTB73, BB30 MTB73 e BSA MTB68SP.

A gama GX também não complica muito no que toca ao desviador traseiro. Está disponível apenas um modelo, o RD GX 1, que combina com a cassete 10-52t (e com as cassetes 10-50t de outras séries da Sram).

O manípulo evolui bastante nesta linha GX Eagle, contudo. Podemos escolher entre três opções distintas, sendo que um deles é claramente vocacionado para as e-BTTs, o modelo Single Click (apenas uma mudança de cada vez). Por outro lado há o manípulo standard Trigger e também o Grip Shift de punho giratório, uma tecnologia que ainda vai tendo alguns fãs…

No que diz respeito aos travões, a escolha mais adequado para acompanhar este conjunto de transmissão passa pelos Sram Level TLM. Têm o alumínio como principal matéria prima e têm dois pistões, tal como acontece com a série XT da Shimano. As manetes são do tipo flip-flop, pelo que podem ser substituídas. As pinças, pelo contrário, só estão disponíveis com fixação standard.

Discos? O melhor para aqui é pode ser a gama Centerline X (140, 160 ou 180 mm), muito similares aos de Shimano. A compatibilidade de montagem é cmo sistemas de seis parafusos ou Centerlock.

Tal como na série Shimano XT, os preços deste conjunto completo pode andar entre os 1.150 e os 1.300 euros, sendo que adicionando cranques em carbono teremos de pagar cerca de 150 euros extra, à partida. Nota: os preços estão constantemente a variar e os que aqui indicamos foram retirados de várias lojas online da especialidade.

Mais info: 

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Imagens: Santa Cruz (principal) // Arquivo GoRide // Shimano // Sram

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