Na primeira parte deste especial sobre a direção da bicicleta falámos dos tubos que têm sido utilizados e da respetiva evolução ao longo do tempo. Agora, nesta 2ª parte falamos dos rolamentos, um elemento essencial na direção e que acaba por ter menos variações que os sistemas dos tubos.

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Vamos tentar explicar o que é uma direção Ahead, por exemplo, para fique a saber um pouco mais dessa parte da bike, e até porque este sistema é praticamente o único que é utilizado na maior partes das bicicletas, especialmente no BTT.

Contudo, em várias bicicletas mais baratas ou em modelos de cidade/passeio menos “avançados” podemos também encontrar direções de rosca, com uma performance e complexidade totalmente inferiores em relação às do tipo Ahead. Nunca esquecendo que o nosso foco neste artigo está nos rolamentos.

A direção Ahead 

Este tipo de direção veio solucionar os problemas normalmente registados nas direções de rosca: o “rosqueamento”, a falta de rigidez e a elevada necessidade de manutenção…

As direções Ahead baseiam-se em rolamentos que estão exclusivamente no interior do tubo de direção, num tubo de suspensão frontal sem rosca algum e num avanço que cobre esse tubo, sendo que este que serve também para “agarrar”, dar robustez/estabilidade e apertar a direção.

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Vantagens da direção Ahead:

  • Maior facilidade de ajuste e instalação. Menor manutenção.
  • Melhores prestações devido à maior rigidez, já que se sobredimensionam os tubos de suspensão frontal e de direção. 

Tipos de direção (pelo seu design) 

Direções standard ou externas:

Os rolamentos (selados ou não) são inseridos em elementos com uma sobreposição que é incorporada no tubo de direção, mantendo sempre esses próprios elementos no exterior.

  • Vantagem: Mais opções no mercado.
  • Desvantagens: Rigidez mais comprometida, mais manutenção e mais peso.

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Direções semi-integradas:

A diferença face ao sistema anterior está no facto de os elementos que envolvem os rolamentos estarem inseridos no quadro, deixando à vista apenas uma pequena borda ou rebordo. Neste caso os rolamentos é normal que os rolamentos sejam selados.

  • Vantagens: Mais rigidez, manutenção mais reduzida.
  • Desvantagem: Peso.

Direções integradas:

Estas dispensam os referidos elementos, fazendo do quadro o próprio alojamento dos rolamentos, sendo que estes últimos são sempre selados.

  • Vantagens: Menos peso, facilidade de instalação, mais rigidez.
  • Desvantagens: Rolamentos em contacto direto com o quadro, manutenção mais “delicada”.

Em relação às dimensões, no entanto, parece-nos que não existe propriamente um padrão a seguir. Tudo depende do design e engenharia do tubo de direção no próprio quadro ou na própria suspensão frontal.

Nestes casos, e caso haja necessidade de substituição, é sempre preciso verificar as dimensões dos rolamentos ou levar a bicicleta diretamente a uma loja ou oficina para que possas receber a ajuda e o aconselhamento especializado necessário para resolver a situação.

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Aliás, as intervenções de mecânica e manutenção de componentes como a direção estão dentro do lote de ações que recomendamos que sejam sempre efetuadas por profissionais qualificados. Como se costuma dizer, não tentem isto em casa!

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Fotos: Arquivo GoRide // BH // FSA // Hope Tech // Sigma

Artigo redigido por José Escotto e editado por Jorge Lopes. Caso detetes algum erro ou tenhas informação adicional que enriqueça este conteúdo, por favor entra em contacto connosco através deste formulário próprio.

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