Tadej Pogacar (UAE Emirates) trocou os seus calções roxos ou por pretos da sua equipa para a etapa 4 do Giro depois de os comissários da UCI terem-no ameaçado de desqualificação da corrida devido a interpretações ambíguas de regras em relação às cores do equipamento do líder da prova.

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Pogacar venceu a etapa 2 no domingo e vestiu a camisola rosa de líder da corrida. Na segunda-feira, o esloveno correu com uma parte superior rosa e calções roxos como parte de um equipamento fornecido pelos organizadores da corrida RCS Sport e o seu patrocinador de vestuário Castelli.

A RCS Sport optou por combinar os calções roxos ou ‘granata’ com a camisola rosa em homenagem à equipa de futebol Torino, que joga com uma camisola grená. Sábado assinalou-se o 75º aniversário do desastre aéreo de Superga, quando um avião que transportava a lendária equipa de futebol do Torino na época despenhou-se perto da cidade, matando todas as 31 pessoas a bordo.

O equipamento combinado rosa e roxo de Pogacar gerou debate nas redes sociais na segunda-feira e deverá ter desagradado aos comissários da UCI na corrida, que avisaram a UAE Emirates na noite de segunda-feira que Pogacar seria desclassificado se corresse com o equipamento rosa e roxo durante a etapa de terça-feira, para Andora.

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A RCS Sport e o staff de Castelli tentaram explicar aos comissários da UCI que as regras parecem permitir o equipamento de dois tons, mas os oficiais da corrida preferiram esperar que o alto comissariado da UCI e talvez até o presidente David Lappartient tivesse a decisão final.

“Não sei o que dizer. Os organizadores deram-nos a camisola, por isso vesti-a, mas depois recebemos uma chamada da UCI a dizer: ‘não é permitido’”, revelou Pogacar ao Eurosport antes do início da etapa. O esloveno correu com calções pretos da equipa para evitar qualquer punição.

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Créditos da imagem: UAE Emirates Twitter – https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1787513131826085939/photo/3

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