O espanhol Adrià Pericas (UAE Emirates) venceu a 7.ª etapa da Volta a Portugal com chegada ao Gerês, impondo-se ao camisola amarela, Alexis Guérin, e a Artem Nych, ambos da Anicolor. Com este triunfo, o jovem de 20 anos ascendeu ao terceiro lugar da classificação geral, numa jornada marcada pela inédita e decisiva subida a Germil.
A etapa, que ligou Vieira do Minho à vila do Gerês, ficou definida na primeira ascensão a Germil na história da prova. A subida, com 12,2 quilómetros e uma inclinação média de 6%, incluiu troços em empedrado e foi crucial para o desfecho. Foi aí que o líder da geral, Alexis Guérin (Anicolor-Campicarn), impôs um ritmo forte que selecionou o grupo da frente, deixando para trás vários adversários diretos.
Apenas Nych, Pericas e Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) conseguiram acompanhar o camisola amarela. O quarteto alcançou Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), que seguia isolado na frente e que viria a receber o prémio da combatividade. Pouco depois, Pedro Silva cedeu, deixando um trio na liderança da corrida.
No alto de Germil, em Ponte da Barca, o trio da frente já dispunha de uma vantagem de 1.12 minutos sobre Jokin Murguialday (Euskaltel-Euskadi) e José Neves (GI Group Holding-Simoldes-UDO). Na descida para a meta, a diferença aumentou, com o grupo perseguidor a chegar 2.21 minutos depois dos vencedores.
O grande derrotado do dia foi Tiago Antunes (Efapel), que liderava o segundo grupo perseguidor e terminou a 3.26 minutos, caindo do terceiro para o sexto lugar da geral. Pior sorte teve Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi), que perdeu 23.51 minutos para os da frente.
No sprint final, Pericas foi mais forte, superando Nych e Guérin e garantindo a terceira vitória em etapas para a UAE Emirates nesta edição da Volta. «Foi uma etapa muito, muito dura que passou por Espanha. Estou muito orgulhoso de ganhar aqui em Portugal», afirmou o catalão, que também lidera a classificação da juventude.
Pedro Silva, por sua vez, arriscou na descida para tentar reentrar no grupo da frente, mas cruzou a meta a 28 segundos do vencedor. Ainda assim, o esforço valeu-lhe a subida ao quarto lugar da geral. «Tinha esta etapa marcada para vencer. […] Acabei por ‘morrer na praia’, mas faço um balanço positivo da etapa, porque ganhei tempo aos adversários», comentou o ciclista de Barcelos.
A etapa ficou ainda marcada por particularidades, como a passagem por Espanha pela primeira vez desde 1995 e as restrições na subida à Mata da Albergaria, uma área protegida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Nesse troço, classificado como Reserva da Biosfera pela UNESCO, a corrida decorreu com limitações de público e de veículos de apoio, tornando o ambiente mais silencioso do que o habitual.

