O dia de descanso acabou. E a Volta a Itália entra agora na fase que decide tudo.
A 16.ª etapa é curta – apenas 113 km –, mas tem 2.824 metros de desnível e uma chegada em altitude que pode ficar na memória, assim o queira o homem da geral.
Partida às 14h00 de Bellinzona, chegada prevista para as 17h15 em Càri. É a primeira etapa da terceira semana. E a fadiga acumulada vai começar a cobrar a fatura exactamente aqui.
O que torna esta etapa diferente? Não é o Càri em si, é o que vem antes.
A meio da etapa, o pelotão enfrenta duas passagens pelo mesmo circuito, com Torre e Leontica. Esta última tem 2,9 km a 8,8% e será feita duas vezes, com pouco tempo de recuperação entre repetições. Quem chegar gasto ao Càri vai pagar caro.
A subida final tem 11,7 km a quase 8% de média, mas com uma secção plana no meio que torna as duas metades ainda mais duras do que os números sugerem. Os últimos 1,7 km chegam aos 9,3%.
É o tipo de chegada que não perdoa hesitações.
Até onde vai Eulálio?
Afonso Eulálio chega à terceira semana em segundo lugar na geral, um resultado que já é histórico para o ciclismo português.
Mas a terceira semana é onde as grandes voltas se ganham e se perdem. A fadiga acumulada, o calor esperado para o dia e a dureza do Càri vão ser o teste mais exigente que o português enfrenta neste Giro.
Damiano Caruso será fundamental nesse processo. Poucos corredores conhecem tão bem como gerir estes momentos ao lado de um líder… E a experiência do italiano pode valer tanto quanto as pernas de Eulálio nos metros finais.
Vingegaard: defender ou atacar?
A Visma está numa posição confortável e não precisa de arriscar.
Com uma vantagem sólida na geral, Vingegaard pode deixar que a etapa se desenvolva e só entrar verdadeiramente em ação no Càri, onde tem mostrado ser o melhor de todos. A questão é se as outras equipas vão forçar uma situação que obrigue a Visma a trabalhar mais cedo.
Gall precisa de tempo. Pellizzari e Hindley também. Nenhum deles pode continuar a esperar. E uma etapa assim, logo depois do descanso, é exatamente o momento para tentar algo.
Se alguém atacar com convicção antes do Càri, a corrida pode tornar-se imprevisível. Se ninguém se atrever, Vingegaard decide sozinho no último quilómetro.
Etapa 16
Data: 26 maio
Partida: Bellinzona
Chegada: Carì
Distância: 113 km
Acumulado: 2.961 m
A terceira semana começa forte, com a 16.ª etapa entre Bellinzona e Carì. É curta, tem pouco mais de 110 quilómetros, mas quase 3.000 metros de desnível e chegada em alto. A subida final a Carì, com cerca de 12 quilómetros a 8%, pode ser decisiva, sobretudo depois do dia de descanso.




