Tom Pidcock sagrou-se ontem campeão mundial de XCO, em Val di Sole, Itália, após uma corrida magnífica.

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Depois de um arranque fraco, o britânico protagonizou uma recuperação incrível, deixando para trás todos os concorrentes do grupo da frente, um a um, para finalmente conquistar o segundo título mundial da carreira, depois de o alcançar, pela primeira vez, em 2023.

Pidcock foi acompanhado no pódio pelo compatriota Charlie Aldridge (2º) e pelo canadiano Cole Punchard (3º), enquanto o favorito francês Adrien Boichis foi apenas 5.º.

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Mathieu van der Poel desapontou ao terminou fora do top 20.

Men Elite XCO Highlights | 2026 UCI Mountain Bike World Championships | @TISSOT

No arranque do XCO, todos os olhares estavam naturalmente voltados para a parte de trás do pelotão.

Devido a um ranking UCI desfavorável, Tom Pidcock e Mathieu van der Poel partiram nas linhas intermédias de partida.

Felizmente para os dois corredores de estrada, estava programada uma volta de lançamento, mais curta, antes das oito longas voltas oficiais ao circuito que compuseram a corrida.

Isto permitiu-lhes ganhar algumas posições, embora não conseguissem diminuir rapidamente a diferença para os ciclistas da frente.

A seleção francesa já estava bem representada. Adrien Boichis imprimiu um ritmo forte de imediato, com Mathis Azzaro, Luca Martin e o chileno Martin Vidaurre no seu encalço.

À medida que as voltas avançavam, o grupo da frente foi diminuindo gradualmente.

À quarta volta, Tom Pidcock conseguiu alcançar os ciclistas da dianteira, entre os quais Boichis e o surpreendente Cole Punchard, o jovem canadiano na melhor prestação pessoal da temporada.

Assim que assumiu a liderança, o britânico, bicampeão olímpico, começou a surpreender.

As inúmeras acelerações na sexta das oito voltas deixaram finalmente para trás Boichis e Punchard, permitindo-lhe distanciar-se com Charlie Aldridge e Martin Vidaurre.

Este trio parecia destinado ao pódio.

Mas o final da prova reservou mais uma reviravolta. Martin Vidaurre, que já enfrentava dificuldades, sofreu um furo no pneu traseiro nos quilómetros finais da penúltima volta. O chileno cedeu, assim, o lugar no pódio a Cole Punchard.

Tom Pidcock ampliou ainda mais o seu já impressionante currículo no BTT. O britânico conquistou o segundo título mundial, após a vitória em Glasgow, em 2023. No regresso à modalidade, provou mais uma vez ser o mais forte.

Senhoras em elites

Sina Frei confirmou em Val di Sole o grande momento de forma e conquistou o título mundial de XCO 2026 com uma corrida dominada desde as primeiras voltas.

A suíça atacou repetidamente nas subidas, isolou-se definitivamente durante a terceira volta e terminou em 1h27m50s, com 1m07s de vantagem sobre as primeiras perseguidoras.

Women Elite XCO Highlights | 2026 UCI Mountain Bike World Championships | @TISSOT

A luta pelas restantes medalhas ficou entregue a Martina Berta e Nicole Koller.

As duas chegaram juntas à reta final, mas a italiana conseguiu superar a suíça no sprint e garantiu a prata, deixando Koller com o bronze.

Puck Pieterse, que partiu da quarta fila, recuperou várias posições ao longo da corrida e terminou em quarto, a 1m25s da vencedora.

A corrida ficou também marcada por vários problemas mecânicos entre algumas das principais favoritas.

Jenny Rissveds perdeu contacto com a frente depois de um furo e Alessandra Keller sofreu mais do que uma avaria, ficando cedo afastada da luta pelas medalhas.

Os portugueses em prova

A participação portuguesa no Campeonato do Mundo de BTT terminou com Ana Santos a alcançar o melhor resultado nacional do dia. A portuguesa terminou a prova de elite feminina na 30.ª posição.

Nos sub-23, Beatriz Guerra foi 45.ª entre as mulheres, enquanto Tomás Pais e João Fonseca terminaram em 63.º e 64.º, respetivamente, na corrida masculina. Os títulos ficaram com a italiana Valentina Corvi e o francês Nael Rouffiac.

Na elite masculina, Roberto Ferreira foi o melhor português, em 69.º, seguido por Gonçalo Amado, 74.º, e João Cruz, 75.º.