A primeira grande etapa de montanha do Tour de França deixou a Red Bull-BORA-hansgrohe com dois ciclistas no top-7 da geral, mas também com os primeiros sinais de tensão interna. No final da tirada, em Gavarnie-Gèdre, Remco Evenepoel não escondeu a sua frustração com o colega de equipa Florian Lipowitz, acusando-o de falta de apoio na fase decisiva.

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O ciclista belga, que terminou a 6.ª etapa no quarto lugar a 2 minutos e 57 segundos do vencedor Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), foi um dos principais animadores do grupo perseguidor após o ataque do esloveno no Col du Tourmalet. Por sua vez, Florian Lipowitz cortou a meta na sexta posição.

Após a etapa, Evenepoel expressou o seu descontentamento, prometendo uma conversa séria com o seu companheiro. “Pedi-lhe um revezamento, que passasse pela frente, e não o tive. Acho que tinha razão em estar chateado. Na Volta à Catalunha, andei na frente durante 30 quilómetros, aqui peço-lhe apenas para fazer uma substituição de um quilómetro e não acontece. Sim, isso irritou-me. Teremos de discutir isto devidamente esta noite”, afirmou.

A frustração de Evenepoel estendeu-se também à falta de colaboração por parte de outras equipas, nomeadamente da Lidl-Trek. “Compreendo que o Kuss e o Del Toro não puxem, é normal. Mas a Lidl-Trek ainda tinha dois ciclistas presentes e eles não quiseram colaborar. O que é que ainda tínhamos a perder? Infelizmente, a cooperação não foi a ideal”, lamentou.

Apesar da contrariedade, o ciclista fez um balanço positivo do seu desempenho individual. “Foi bastante bom. O ritmo era extremamente elevado no Tourmalet, mas eu não queria entrar no vermelho com aquela longa descida pela frente. Sabia que podia recuperar e foi o que aconteceu. No geral, estou satisfeito”, concluiu.