A uma semana do arranque da Volta a França, Remco Evenepoel mostrou-se otimista e confiante para a sua terceira participação na prova, que decorre de 4 a 26 de julho. O ciclista belga da Red Bull-BORA-hansgrohe, de 26 anos, falou à imprensa belga, garantindo que vai “enfrentar o Tour com confiança”.
Esta abordagem contrasta fortemente com a experiência em 2025, quando foi forçado a abandonar na 14.ª etapa, completamente exausto. Para evitar repetir o cenário, Evenepoel alterou radicalmente a sua preparação, optando por não competir desde o terceiro lugar na Liège-Bastogne-Liège, a 26 de abril. Apesar dos dois meses de ausência levantarem questões sobre o seu ritmo, o corredor belga assegurou estar em excelente forma.
“O treino correu bem, posso abordar o Tour com confiança, sabendo que a minha potência está bem equilibrada em relação ao meu peso”, afirmou Evenepoel. “Gerimos a perda de peso de forma inteligente. Perdi peso, mas mantive a potência. As sessões de treino decorreram sem problemas”, acrescentou, mostrando-se tranquilo com a falta de competição: “Também me consigo preparar através do treino; não preciso necessariamente de corridas para estar pronto”.
Ao recordar a preparação falhada do ano passado, o ciclista destacou as diferenças. “Na altura, cheguei ao início do Tour completamente esgotado; desta vez, estarei em plena forma. Naquela época, mal conseguia terminar os blocos de treino no meu último estágio em altitude. Agora, consegui fazer tudo, mesmo com calor extremo. Estou extremamente satisfeito com a minha evolução. Abordo o arranque com um estado de espírito totalmente diferente”.
Quanto aos objetivos, Evenepoel sonha com a camisola amarela, mas mantém os pés na terra. “A camisola amarela é um sonho, mas todos trabalharam para a alcançar”, referiu. O contrarrelógio por equipas inicial é visto como uma oportunidade, mas sem obsessões. “Temos de nos concentrar no trabalho da nossa equipa. Este contrarrelógio não mudará muito na classificação geral; temos de o encarar como uma oportunidade de vencer uma etapa, com, claro, a camisola amarela em jogo”.
Sobre a liderança da equipa na etapa, entre ele e Lipowitz, não deu pistas, sublinhando o esforço coletivo. “É uma oportunidade de ganhar a etapa com a equipa. O último quilómetro é uma subida difícil, por isso vamos atacar o mais rápido possível. No último quilómetro, será cada um por si para todos os líderes de equipa do Tour”.

