Nos últimos metros da 6ª etapa da Volta a Itália, foi uma queda (mais uma vez!) que ditou quem poderia lutar pela vitória em sprint. Piso empedrado, molhado, viragens pronunciadas antes da reta da meta…
O azar de uns é a sorte de outros e, com nomes como Magnier e Milan retidos na queda, a vitória foi para Davide Ballerini, oferecendo à XDS Astana o segundo triunfo na prova italiana.
🔻 A late crash taking out most of the favourites, leading to a 1v1 between cobble specialists
🔻Una caduta taglia fuori i velocisti più attesi, sfida palpitante a due per il successo.
⏪ The @continentaltire Ultimo Kilometro#GirodItalia pic.twitter.com/gVSKBECkRb
— Giro d’Italia (@giroditalia) May 14, 2026
Antes de contarmos e mostrarmos como tudo se passou, fica a questão: até quando as organizações das grandes voltas continuarão a teimar em montar chegadas com estes níveis de perigo para os atletas mais rápidos?
Davide Ballerini (XDS Astana) venceu a sexta etapa da Volta a Itália, em Nápoles, depois de uma queda coletiva na última curva eliminar a esmagadora maioria dos velocistas da discussão da vitória.
Jasper Stuyven (Soudal Quick-Step) foi segundo, numa chegada a dois em ligeiro contrapendente até à linha de meta.
A Unibet Rose Rockets construiu um “comboio” de leadout próximo da perfeição nos últimos cinco km, e consegui manter-se na frente com Decathlon, Quick-Step e Lidl-Trek na esteira.
Na curva final, com os paralelos molhados, a parte da frente do pelotão desintegrou-se.
A queda eliminou a maioria dos candidatos à vitória. Ballerini e Stuyven conseguiram passar à frente do caos e travaram uma luta a dois na reta de subida até à Piazza del Plebiscito.
Ballerini seguiu na frente e não largou a posição apesar da pressão de Stuyven nos metros finais.
É a primeira vitória de etapa do italiano no Giro.
Uma etapa sem grandes surpresas até ao final
A corrida teve um arranque lento, com nenhum corredor a mostrar vontade de atacar.
A fuga do dia acabou por ser protagonizada por Luca Vergallito e Edward Planckaert (Alpecin-Premier Tech) – com a nota curiosa de que, segundo informação da rádio da equipa, os dois partiram simplesmente por estarem aborrecidos com a espera.
Ao duo juntaram-se Mattia Bais, Martin Marcellusi e Manuele Tarozzi (Bardiani CSF 7 Saber), antes de Planckaert regressar ao pelotão.
A 100 km da meta houve uma queda no seio do pelotão, com Nico Denz (Red Bull-Bora-Hansgrohe) a cair de forma aparatosa, com impacto na cabeça. Após avaliação médica na estrada, o alemão foi considerado apto a continuar.
Nelson Oliveira esteve também envolvido no incidente.
A 24 km da meta, a Red Bull KM animou brevemente a corrida, com Filippo Magli (Bardiani CSF 7 Saber) a vencer o sprint de bonificação. Alec Segaert (Bahrain Victorious) aproveitou para tentar uma fuga, mas foi rapidamente neutralizado.
Amanhã, Blockhaus!
A diversão dos velocistas termina aqui. Amanhã, a sétima etapa da Volta a Itália sobe ao Blockhaus: uma das chegadas de montanha mais duras de todo o Giro e o primeiro grande teste para os candidatos à geral.
Afonso Eulálio defende a maglia rosa mais a sério, pela primeira vez, num dia de verdadeira montanha… Hoje passou a meta na posição 41, bem protegido pelos seus colegas da Bahrain Victorious.
Nelson Oliveira (Movistar) no lugar 115 e António Morgado (UAE Emirates-XRG), que parecia estar a preparar-se para sprintar quando a queda o “travou”, foi 24º hoje.



