A oitava etapa do Tour de França, uma ligação de 180,4 quilómetros entre Périgeux e Bergerac, promete ser mais uma oportunidade para os sprinters brilharem. Após um início de prova bastante acidentado, os homens mais rápidos encontram um perfil favorável pelo segundo dia consecutivo, tornando um final em pelotão compacto o cenário mais provável.

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Apesar de ser uma etapa ideal para os sprinters, equipas com menos hipóteses de vitória neste tipo de chegada poderão tentar a sua sorte numa fuga. A combinação de alguns ciclistas fortes na frente da corrida, aliada a uma boa tática, poderá resultar numa surpresa, embora seja uma tarefa difícil de concretizar.

Tim Merlier e Olav Kooij, que já alcançaram o seu objetivo de vencer uma etapa, partem para este sprint com menos pressão, o que pode ser uma vantagem. As suas vitórias dominantes colocam-nos como os principais favoritos para o triunfo em Bergerac. Por sua vez, Jasper Philipsen, apesar de um lançamento perfeito de Mathieu van der Poel na etapa anterior, cedeu nos metros finais, um sinal preocupante que pode indicar fadiga. No entanto, se tiver pernas, a sua equipa tem capacidade para o colocar na posição ideal.

Outros nomes a ter em conta são Mads Pedersen e Biniam Girmay, que lutarão por pontos importantes para a camisola verde, e Soren Waerenskjold, que esteve perto da vitória e demonstrou estar em boa forma. Huub Artz, com mais um sprint de qualidade, confirma-se como um candidato a um bom resultado. A lista de outsiders inclui ainda Max Kanter, Dorian Godon, Pascal Ackermann, Fernando Gaviria, Pavel Bittner e Milan Fretin.

O percurso da oitava etapa inclui um sprint intermédio a 58 quilómetros da meta, ladeado por duas pequenas contagens de montanha. A parte final não é excessivamente técnica, mas o posicionamento será, como sempre, crucial para a discussão da vitória.

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