A União Ciclista Internacional (UCI) emitiu um sério aviso ao pelotão do Giro de Itália após detetar comportamentos considerados impróprios por parte de alguns ciclistas. O organismo que rege o ciclismo mundial manifestou preocupação com a possibilidade de atletas estarem a urinar em bidões vazios e a descartá-los posteriormente na berma da estrada.
Embora, para já, não tenha sido confirmada qualquer sanção específica, tanto a organização do Giro como o Painel de Comissários deixaram clara a sua posição. No relatório oficial da nona etapa, os responsáveis da prova recordaram aos ciclistas que, “para respeitar a imagem do ciclismo e do Giro d’Itália, informamos os ciclistas que é estritamente proibido urinar para uma garrafa e depois descartá-la”.
Este alerta ganha particular relevância devido ao valor simbólico que os bidões têm no ciclismo profissional. Estes objetos são uma das recordações mais cobiçadas pelos adeptos que se aglomeram ao longo do percurso, na esperança de apanhar um dos que são atirados pelos atletas. É comum ver ciclistas a entregar as suas garrafas vazias a crianças e apoiantes, um gesto que aproxima o público das estrelas da modalidade.
Por essa razão, a UCI considera fundamental evitar qualquer conduta que possa manchar a imagem da corrida e do desporto em geral.
Recorde-se que os regulamentos da própria UCI já preveem sanções para este tipo de comportamento. O artigo 8.6 do código disciplinar estipula multas que podem variar entre 200 e 500 francos suíços para quem tiver uma “conduta indecente ou inadequada, como despir-se ou urinar em público no início, no final ou durante uma corrida, e prejudicar a imagem do desporto”.
Com este aviso, a UCI e os responsáveis do Giro pretendem prevenir a repetição de incidentes semelhantes e proteger a reputação da prova italiana e do ciclismo profissional junto dos adeptos e do público em geral.



