Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) é o principal favorito a vencer a edição deste ano da Volta a Itália, disso não haja dúvidas. E não pelas melhores razões…

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Dizemos isto porque até temos receio de que o Giro tenha menos interesse este ano, dadas as ausências de tantos ciclistas que normalmente tornam a corrida italiana (e qualquer outra…) bem mais emocionante.

Olhemos para quem não está e a seguir para quem pode ter hipóteses caso o líder da Visma tenha um bom conjunto de dias mais ao longo das 21 etapas da Volta a Itália 2026. Vê tudo mais abaixo.

Ora, Tadej Pogačar e a “estrela” do momento Paul Seixas? Não estão, estão a treinar para o Tour. João Almeida? Não está, está a recuperar de problemas de saúde… Simon Yates, vencedor do ano passado? Terminou a carreira…

Evenepoel, Roglic, van der Poel, van Aert também não estão, claro. Da mesma forma, nomes como Carapaz, Isaac del Toro e Juan Ayuso também estão fora da corrida italiana este ano…

Quem pode vencer Jonas Vingegaard?

Jai Hindley | Red Bull-BORA-hansgrohe

Vencedor do Giro em 2022, o australiano conhece bem a corrida e sabe como gerir três semanas. A equipa deverá jogar com duas “cartas”, pois Giulio Pellizzari é outro candidato, mas isso até pode ser uma vantagem tática.

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Vejamos como se porta quando as subidas “apertarem”, mas é sem dúvida uma ameaça a Vingegaard, se tudo correr de feição à BORA.

Giulio Pellizzari | Red Bull – BORA – hansgrohe

Agora que atentamos nestas hipóteses é que vemos que a Red Bull – BORA – hansgrohe está bem posicionada para fazer um grande Giro, e isto mesmo com Evenepoel fora.

Pellizzari, neste caso, é um dos ciclistas em destaque. O italiano chega ao Giro com estatuto reforçado, depois de mostrar evolução clara nas provas por etapas, e e já foi sexto na prova (e na Vuelta) em 2025.

Adam Yates | UAE Team Emirates-XRG

Na ausência de João Almeida, eis que o britânico surge como líder da equipa dos Emirados, à partida, e consoante o que acontecer com o também poderoso Jay Vine.

Adam Yates tem experiência, qualidade em montanha e já mostrou capacidade para terminar bem colocado em Grandes Voltas. Vejamos como se porta no contrarrelógio, área em que Vingegaard é mestre.

Egan Bernal | INEOS Grenadiers

Será um eterno candidato? Sim, mas neste momento apenas porque já venceu o Giro em 2021. O colombiano parece estar a aproximar-se novamente de um nível competitivo elevado, e a sua experiência e capacidade em alta montanha fazem dele alguém a observar com atenção este ano. Se a equipa ajudar…

Derek Gee | Lidl-Trek

Por fim, alguém que achamos que merece atenção neste Giro e que poderá ser surpresa! Com a ausência de Ayuso, o canadiano, que já foi quarto na corrida italiana, parece estar num momento em que, caso Vingegaard vacile, poderá haver hipótese de pensar no lugar mais alto do pódio.