Novas Bianchi Specialissima RC Team Replica e Oltre RC celebram parceria com a Bahrain Victorious! 12 de Dezembro, 2025
Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] 23 de Dezembro, 2025
Partilha!X Um peso incrível e um desempenho que não deixa ninguém indiferente... As nossas impressões sobre a Specialized S-Works Aethos Dura-Ace Di2. Podemos afirmar que a marca surpreendeu com o lançamento desta Specialized S-Works Aethos Dura-Ace Di2, uma nova bicicleta de estrada posicionada bem no cimo da hierarquia de preços, mas habilmente publicitada como solução alternativa e que não canibaliza o modelo topo de gama Tarmac SL7, a máquina de competição por excelência da marca norte-americana.PUB Por isso, é certo que não veremos a Specialized S-Works Aethos Dura-Ace Di2não a ser usada por João Almeida ou por qualquer outro corredor da Deceuninck-QuickStep ou da Bora-Hansgrohe, equipas do WorldTour patrocinadas pela Specialized. Nem sequer nos treinos. Mas atenção: esta constatação não se deve a um menor desempenho da Aethos, muito pelo contrário, visto que esta dispõe das enormes qualidades que também são reconhecida à SL7. E ainda lhe acrescenta um factor que a favorecia desde logo em competição: a maior leveza. Abaixo do limite? Falamos de uma leveza extra ao ponto de colocar esta fenomenal bike abaixo do peso mínimo regulamentado pela União Ciclista Internacional (UCI), que é de 6,8 kg. Com tão-só 6,2 kg (em tamanho 56 e sem pedais), a nova “coqueluche” da gama S-Works estabelece assim uma nova referência em bicicletas de travão de disco. O peso-pluma e a montagem com componentes de primeira escolha tornam-na uma extraordinária bicicleta para percursos montanhosos, acredita… Contudo, por 13 mil euros, em que pontos se notam outras efetivas mais-valias comparativamente à incrível Tarmac SL7? Vamos ver com mais atenção…PUB ‘A conversa’ da Specialized de que esta nova bicicleta não foi projetada para competir parece-nos… pura ‘conversa’! A resposta não é mais-valia, mas sim diferença. A Aethos propõe a diferença, sabendo quão subjetiva e suscetível ao gosto pessoal esta poderá ser. Por isso, ponto prévio: a “conversa” da Specialized de que a nova bicicleta não foi projetada a competição (mas sim para “a mais pura experiência proporcionada por uma bicicleta de estrada e pelo “prazer das sensações na prática do ciclismo”), parece-nos…. pura “conversa”! A Aethos vale por si própria. O fabricante não quis com ela desenvolver uma bicicleta ainda mais aerodinâmica e rápida do que a SL7, concentrou-se em criar um produto distinto e em claríssimo apelo à exclusividade. Fê-lo com recurso a algumas características específicas que vão além do referido peso forma de norma, mas em que este é indiscutivelmente o principal fator de persuasão.PUB O Aethos é anunciado como o quadro de estrada de disco mais leve de produção em série, pesando 585 gramas no tamanho 56. E 565 gramas na edição Founder’s Edition. Desde logo, atenção à geometria tradicional do quadro, que o demarca do padrão moderno em que a Tarmac SL7 é replicante e replicador. As linhas e os ângulos são conservadores, mas as amplas regulações da Aethos permitem configurá-la na geometria daquela, garante a Specialized. Todavia, por detrás do quadro retro esconde-se uma engenharia sofisticada, cujo responsável é Peter Denk, criador da Scott Addict original e das duas primeiras gerações da Cannondale SuperSix EVO. Com recurso a um supercomputador reduziu-se material (carbono, entenda-se…) sempre que possível, sem sacrificar a rigidez. Em vez de reforçar o quadro em pontos específicos, promove-se a moldura, tornando-a o mais homogénea possível. A Specialized diz que não é o tubo inferior, mas sim o superior que atua como a espinha dorsal do novo quadro, para que o Aethos pudesse girar ao longo do eixo horizontal nas curvas e minimizar a influência das secções dianteira e da traseira no comportamento da bicicleta, proporcionando maior estabilidade. O Aethos é publicitado como o quadro de estrada de disco mais leve de produção em série, pesando 585 gramas no tamanho 56 – 565 gramas na edição Founder’s Edition, limitada a 300 unidade em todo o mundo –, que a deixa a bicicleta completa (sem pedais apenas) com um somente 6,2 kg na versão convencional (5,9 kg na Founder’s Edition, com o contributo de um ou outro componente mais leve). Look retro! À geometria à antiga e ao peso de trepadora acrescenta-se outra peculiaridade: a divergência da Aethos da tendência geral das bicicletas modernas para a integração dos cabos, que no novo modelo S-Works não estão na íntegra.PUB Aqueles são visíveis desde a sua saída no guiador até à entrada no quadro, junto no topo do tubo inferior. Mais vanguardista é a restrição da compatibilidade do quadro Aethos face a grupos eletrónicos e (como mencionado) a travões de discos. A Aethos recebe comprovado grupo Shimano Dura-Ace Di2 com pratos 52-36 e cassete 11-30. Escolha sem contestação. Outro tradicionalismo é o cockpit de dois componentes (guiador e avanço em separado). Nenhuma integração, entenda-se. Mais um elemento que já pode ser considerado retro. A versão Founder’s Edition dispõe, de série, do novo cockpit integrado Roval Alpinist, mais leve também: 247 gramas (medidas de avanço de 110 mm e de guiador de 420 mm). Ambas as versões têm o novo espigão de selim Alpinist da marca de componentes da Specialized (136 gramas em 27,2 mm x 300 mm). Outra vez, grama a grama até leveza máxima. A Aethos recebe o comprovado grupo Shimano Dura-Ace Di2 com pratos 52-36t e cassete 11-30t nas duas versões em comercialização. Uma escolha sem contestação e que se revela fluida e eficaz a todos os níveis. Para completar a apresentação, um último apontamento de apelo à exclusividade: a pintura única no catálogo da Specialized e a quase inexistência de inscrições e emblemas, exceto a denominação do modelo discretamente inscrita nos braços do garfo, outras com referência à gama (S-Works) acompanhada da data de fundação da marca californiana (1974) no tubo superior, à frente, junto à direção. E um outro no fundo do tubo inferior, com identificação da tecnologia de fabrico do quadro (Fact Carbon 12R), e o tradicional logótipo na testa do quadro. Bicicleta de competição… para desfrutar? Venham as serras e as montanhas para que os recordes pessoais comecem a cair e/ou os adversários a sofrer… Uma bicicleta topo de gama de competição ou… para desfrutar, como a Specialized quer “vendê-la”? A S-Works Aethos faz as delícias de todos os indefetíveis do baixo peso e dos trepadores. Em subidas longas e/ou íngremes proporciona indiscutível vantagem sobre a maioria das concorrentes, poupando muitíssimo as pernas ao utilizador. Venham as serras e as montanhas para que os recordes pessoais comecem a cair e/ou os adversários a sofrer… Também se pode passear com esta máquina em relevo plano, ondulado ou empinado, mas não é a mesma coisa. ‘Mestre’ a subir… Nestes dois últimos, principalmente, a Aethos pede que carreguemos nos crenques para aferir a sua mais-valia. A geometria do quadro, “embora” menos moderna, não deixa de proporcionar uma posição ergonomicamente correta, mais agressiva ou mais confortável, e a leveza e a fluidez com que avança são impressionantes. Não há pecha de rigidez no quadro, com as rodas Roval Alpinist CLX de 33 mm, o pedaleiro Shimano Dura-Ace e todos os periféricos a contribuírem para a elevada resistência à torção. Pedalando em crenques ou sentado, homem e máquina funcionam como um todo. Haja pernas e é ver a Aethos disparar! Referindo-nos ao pedaleiro, é obrigatório o elogio à integração de medidor de potência (duplo) Shimano Dura-Ace, preciso e durável, e um instrumento cada vez menos negligenciável nas bicicletas de alta performance – e uma forma de os fabricantes encarecer-lhes o preço. Em terreno plano, a nova bicicleta da Specialized para apreciadores não é tão exuberante na performace, todavia não degenera das suas superiores qualidades em montanha. Apenas tem o incontornável constrangimento de não ser sequer uma “all rounder” moderna, harmonizando aerodinâmica, a leveza e manobrabilidade destas. Conservadorismo do design ‘oblige’. Não é assim em descida, revelando surpreendente precisão e estabilidade, virtudes amparadas na eficácia dos travões de disco. Por outro lado, a Specialized esbarra na pretensão de apregoar a Aethos como uma bicicleta para desfrutar se considerar se a isso é inerente o conforto. Porque está longe de ser confortável, principalmente em piso irregular. No entanto, também neste ponto não há lugar a demasiado incómodo ou deslustrando o quadro de excelência desta máquina de 13 mil euros. Alguns destaques: Rodas Roval Alpinist CLX Um “mimo”. E um misto de leveza e robusta que é “meio caminho pedalado” para termos sensações fantásticas a rolar, a descer, a subir… Medidor de potência Integrado no sistema do pedaleiro, pronto para medir como está o nível de watts gerados por essas pernas! Geometria tradicional Além de uma geometria muito tradicional no quadro, nota-se uma quase ausência de inscrições, logotipos e emblemas. Esta inscriçãoAethos é praticamente a única, a somar ao logotipo da marca na parte da frente. Componentes de topo, claro… O selim Body Geometry S-Works Power, por exemplo, é um dos mais leves e caros no catálogo da Specialized. Uma bike a este nível não poderia deixar de apresentar componentes também ao mais alto nível. A nossa avaliação… A Specialized S-Works Aethos Dura-Ace Di2 é a prova do avanço da tecnologia afeta à construção dos quadros, neste ilustrando como um design datado proporciona uma geometria “moderna”, correta e eficiente. Infelizmente, também é exemplo cabal do inflacionamento despudorado que os fabricantes conferem atualmente aos preços. Neste caso com a justificação da exclusividade, da diferença que a Aethos (realmente) oferece ao seu utilizador/proprietário. Por 13 mil euros, o elitismo está nos píncaros. É preciso querer muito ter uma das bicicletas de disco mais leves, gostar muito da imagem retro, simples e discreta, com pormenores requintados. Únicos, lá está! Porque se a Specialized quisesse vender esta bicicleta para cicloturistas amantes das sensações puras do ciclismo, a Aethos deveria custar menos de um quarto do seu preço. Perante isto, esta bicicleta certamente tem de ser especial – e é! De qualquer forma, cremos que a marca poderia ter feito a Aethos com ‘apeal high-tech’ em vez de retro, conferindo-lhe uma imagem conceptual e não tradicional. Porque a tecnologia de conceção do quadro efetivamente é state of the art de alta tecnologia. Pontos mais positivos O peso. Ou melhor, a ausência dele, a extrema leveza da Aethos, que promove ainda a manobrabilidade e o dinamismo ótimos da bicicleta, senhora de um comportamento extremamente eficaz, quer a subir, quer a descer. As rodas Roval Alpinist CLX de 33 mm são ultraleves, rígidas, confortáveis q.b., e são escolha ideal para apurar o desempenho da Aethos. A disponibilidade de série do potenciómetro Shimano Dura-Ace, instrumento de treino/competição cada vez menos dispensável, e que confirma que a Aethos é uma bicicleta de corrida em potencial, ainda que o peso seja inferior ao limite mínimo regulamentado pela UCI. Pontos a melhorar O conforto de rolamento é, sem dúvida, a principal lacuna do desempenho da Aethos. Sobre pisos mais irregulares transmite bastantes vibrações, embora sem atingir um nível excessivo. O preço é “hardcore”, indiscutivelmente mais apropriado a uma edição especial de autor do que um modelo, ainda que revestido de fortíssimo apelo à exclusividade. Haverá muito poucas Aethos na estrada, certamente. A Aethos distancia-se do conceito atual de integração. Nesta versão de base, cockpit com guiador e avanço separados e alguns cabos expostos, embora pouco e discretamente. Todas as fotos: Galeria de pormenores: Especificações da Specialized S-Works Aethos Dura-Ace Di2: Quadro: S-Works Aethos FACT 12r Carbon, pedaleiro BB, sistema de cabos eletrónico apenas, eixo passante de 12x142mm e montagem para travões de discos Forqueta: S-Works FACT Carbon, eixo passante de 12×100 mm, montagem para travões de disco Guiador: S-Works Short & Shallow Avanço: S-Works SL, alumínio, parafusos em titânio bolts, 6 graus de inclinação Fita de guiador: Supacaz Super Sticky Kush Selim: Body Geometry S-Works Power, estrutura e carris em carbono Espigão de selim: Roval Alpinist Carbon Apoio de selim: Alumínio, 30.0 mm, parafusos em titânio Travão dianteiro: Shimano Dura-Ace R9170, disco hidráulico Travão traseiro: Shimano Dura-Ace R9170, discos hidráulico Manetes: Shimano Dura-Ace Di2 Disco R9170 Desviador dianteiro: Shimano Dura-Ace Di2 R9150 Desviador traseiro: Shimano Dura-Ace Di2 R9150, 11 velocidades Cassete: SunRace, 11 velocidades, 11-32 Pedaleiro: Shimano Dura-Ace R9100, HollowTech 2, 11 velocidades, c/ potenciómetro de dupla medição, pratos 52/36T Eixo pedaleiro: Shimano Dura-Ace, BB-R9100 Corrente: Shimano Dura-Ace, 11 velocidades Roda dianteira: Roval Alpinist CLX, aro em carbono de 21 mm e 33 mm de altura, eixo Roval AFD, 21h, raios DT Swiss Aerolite Roda traseira: Roval Alpinist CLX, aro em carbono de 21 mm e 33 mm de altura, eixo Roval AFD hub, 24h, raios DT Swiss Aerolite Pneus: Turbo Cotton, 320 TPI, 700x26mm Câmaras de ar: Turbo Ultralight, 48 mm Peso: 6,2 kg (no tamanho 56) Preço: 12.999 euros Site oficial: www.specialized.com/pt Neste teste: Fotografia e vídeo: Jorge Lopes Rider: Nuno Margaça Outros testes GoRide.pt que vais querer ler: Specialized S-Works Ares KTM Revelator Alto Master Team 2021 Specialized Tarmac Expert Ultegra Di2 Look 795 Blade RS Disc
Notícias Specialized fecha 2025 com uma das épocas mais fortes da sua história As equipas e os ciclistas apoiados pela Specialized somaram mais de 200 vitórias em 2025 em todas as disciplinas, terminando o ano com ... Há 18 horas
Bikes Specialized e AliExpress colaboram em operação de contrafação na China Foi apreendido um total de 944 mil euros em produtos falsificados, incluindo quadros Tarmac SL8 e componentes Roval. 11 de Dezembro, 2025
Bikes Red Bull adianta-se e entra no mundo da tecnologia de Fórmula 1 A Red Bull e a Specialized realizaram testes aerodinâmicos com recurso à tecnologia de Velocimetria por Imagem de Partículas (PIV), desenvolvida para a ... 14 de Novembro, 2025
Testes Teste GoRide: e-bike Beeq M850 Full Suspension [com vídeoreview] Esta e-bike Beeq é a suspensão total mais acessível do portfólio da marca portuguesa e quisemos levá-la ao limite. Vê neste artigo e ... 13 de Novembro, 2025
Testes Teste GoRide: Specialized Diverge 4 Expert AXS [com vídeoreview] Houve uma 'revolução' completa na nova geração da Specialized Diverge? Ou estamos perante a evolução natural do melhor modelo de gravel da marca? ... 7 de Novembro, 2025
Novas Bianchi Specialissima RC Team Replica e Oltre RC celebram parceria com a Bahrain Victorious! 12 de Dezembro, 2025
Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] 23 de Dezembro, 2025