A Scott Strike 2027 foi desenhada como uma elétrica de montanha de trail menos preocupada em esconder todos os componentes e mais orientada para conforto, autonomia e facilidade de utilização, explica a marca.

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A nova geração utiliza quadro de alumínio, 150 mm de curso nos dois eixos e rodas de 29 polegadas em todos os tamanhos.

A assistência à pedalada fica entregue ao Bosch Performance Line CX. Com o Performance Upgrade, o sistema pode ser configurado para chegar aos 120 Nm de binário e 600% de assistência.

Há várias decisões interessantes no novo quadro.

O amortecedor está colocado numa posição baixa e parcialmente protegida, mas continua acessível sem recorrer à integração total utilizada noutras plataformas da Scott.

A bateria também pode ser retirada do tubo diagonal.

A marca optou ainda por não esconder completamente toda a cablagem, privilegiando um acesso mais simples quando chega o momento de realizar manutenção.

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O suporte do motor e parte da estrutura central utilizam uma peça de alumínio concebida para reduzir o número de soldaduras nesta zona.

Bosch CX e até 1.050 Wh disponíveis

Strike 10, 20 e 30 recebem baterias PowerTube de 800 Wh. A Strike 40 utiliza 720 Wh.

A plataforma é ainda compatível com o extensor Bosch PowerMore de 250 Wh, pelo que uma montagem com bateria de 800 Wh pode atingir uma capacidade combinada de 1.050 Wh.

É uma escolha coerente com uma bicicleta pensada também para percursos longos, em vez de procurar simplesmente minimizar peso.

150 mm para trail

A nova Strike utiliza 150 mm de suspensão dianteira e traseira.

O ângulo da direção é de 64,8 graus e o tubo do selim fica nos 77 graus.

Existem quatro tamanhos, S a XL, e compatibilidade UDH.

A bicicleta pode receber ainda guarda-lamas, descanso e iluminação ligada ao sistema elétrico, reforçando uma utilização mais abrangente do que uma e-MTB criada exclusivamente para descidas.

Quatro versões da Scott Strike

A Strike 10, por 4.999 euros, recebe FOX 36 Rhythm, FOX Float Rhythm, Shimano XT de 12 velocidades e travões XT de quatro pistões. O peso declarado é de 25,3 kg.

A Strike 20 custa 4.199 euros e mantém a bateria de 800 Wh, passando para FOX AWL HD Sport, transmissão Shimano Deore e travões Deore. Pesa aproximadamente 24,8 kg.

Na Strike 30, por 3.999 euros, aparecem uma RockShox Psylo Silver RC Air, amortecedor X-Fusion O2 e Shimano Deore. O peso indicado é de 25,7 kg.

A Strike 40 abre a gama por 3.299 euros. Utiliza bateria de 720 Wh, suspensões SR Suntour e transmissão Shimano Deore, com um peso declarado de 25,4 kg.

Uma alternativa mais pragmática?

A Strike não procura competir através de uma construção extremamente leve nem de integração máxima.

Quadro em alumínio, bateria removível, amortecedor acessível e compatibilidade com acessórios apontam noutra direção.

A ideia parece ser oferecer uma e-BTT de 150 mm capaz de servir para trilhos, grandes voltas e utilização regular sem transformar cada intervenção mecânica numa operação complexa.

Scott Strike 2027

  • Quadro: alumínio
  • Rodas: 29″
  • Suspensão: 150/150 mm
  • Motor: Bosch Performance Line CX
  • Binário máximo configurável: 120 Nm
  • Assistência máxima: 600%
  • Baterias: 720 ou 800 Wh
  • PowerMore: 250 Wh
  • Capacidade máxima combinada: 1.050 Wh
  • Tamanhos: S a XL
  • Compatibilidade: UDH
  • Gama: Strike 10, 20, 30 e 40
  • Preços: 3.299 a 4.499 euro