O francês Paul Magnier, da Soudal Quick-Step, venceu NO domingo a 29.ª edição da ADAC Cyclassics, a tradicional clássica de Hamburgo, garantindo a sua primeira vitória numa clássica do circuito WorldTour. Apesar de uma corrida bastante animada, a decisão aconteceu ao sprint, com Magnier a superiorizar-se de forma clara na reta final.
O pódio ficou completo com o neerlandês Mike Teunissen (XDS Astana) em segundo lugar e o neozelandês Laurence Pithie (Red Bull-BORA-hansgrohe) na terceira posição. O também francês Paul Penhoët (Groupama-FDJ United) terminou no quarto posto.
A corrida foi marcada por uma fuga inicial de seis ciclistas: Jonas Rutsch (Lotto-Intermarché), Benjamin Thomas (Cofidis), Dries De Pooter (Jayco AlUla), Niklas Behrens e Loe van Belle (Visma | Lease a Bike), e Filip Maciejuk (Movistar). O pelotão, no entanto, controlou sempre a distância, não permitindo que a vantagem ultrapassasse os quatro minutos.
A prova ficou também pautada por algumas quedas. Michael Matthews (Jayco AlUla) foi forçado a abandonar, enquanto Isaac Del Toro (UAE Team Emirates-XRG), terceiro classificado no último Tour de France, também caiu, mas conseguiu regressar à corrida.
A 76 quilómetros da meta, na segunda subida ao Waseberg, Benoît Cosnefroy (UAE Team Emirates-XRG) lançou um ataque, formando um quarteto com Tim Rex (Team Visma | Lease a Bike), Brandon Rivera (Netcompany INEOS) e Brent Van Moer (Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team). O grupo foi, contudo, alcançado dez quilómetros depois. Mais tarde, Benjamin Thomas destacou-se como o mais forte da fuga original numa nova tentativa de ataque, mas sem sucesso.
O momento decisivo para a seleção do pelotão ocorreu já perto do final, quando uma aceleração liderada por Isaac Del Toro deixou para trás dois dos principais sprinters, Jonathan Milan (Lidl-Trek) e Olav Kooij (Decathlon-CMA CGM). Com estes favoritos fora da disputa, a Soudal Quick-Step assumiu o controlo da fase final da corrida.
A estratégia da equipa belga revelou-se acertada, posicionando Paul Magnier para o sprint. Na última linha reta, o francês não deu hipóteses à concorrência, vencendo com mais de uma bicicleta de avanço sobre os seus adversários mais diretos.

