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Partilha!X Foi preciso photo finish para definir a nova campeã da Europa. Lorena Wiebes dá continuidade a uma época espetacular, mas a única representante portuguesa também esteve em destaque. Saber “atirar” a bicicleta num sprint é quase uma arte. Tantas vezes exige perfeição, pois é a diferença entre uma vitória e um amargo segundo lugar. Nestes Europeus, Lorena Wiebes comprovou (mais uma vez) porque é das melhores no sprint e bateu a campeã do mundo, Elisa Balsamo.PUB E foi o “atirar” da bicicleta que deu o primeiro título europeu à neerlandesa de 23 anos, numa temporada avassaladora, com mais de 15 vitórias. Num espaço de um mês alcança algumas das mais importantes, pois além dos Europeus, havia ganho duas etapas da Volta a França. O domínio dos Países Baixos nesta prova continua a ganhar expressão, com seis triunfos em sete edições. Este ano ainda foi mais evidente, porque também do lado masculino o vencedor foi neerlandês: Fabio Jakobsen. Wiebes sucedeu a Ellen van Dijk, que, desta feita, trabalhou para a companheira de equipa. Controlo da corrida, sprint inteligente Apesar das tentativas de surpreender, a verdade é que a fortíssima seleção dos Países Baixos manteve a concentração e não faltou capacidade para controlar a corrida. O objetivo era claro: levar Lorena Wiebes ao sprint. PUB No momento da verdade, o “comboio” italiano ganhou vantagem. Quem tem a campeã do mundo tem a obrigação de se mostrar. Aos 24 anos, Balsamo bem quis juntar o título europeu ao mundial, mas uma diferença mínima acabou por deixar em festa as rivais neerlandesas. Ao contrário de Wiebes, Balsamo teve quem a colocasse perfeitamente para o sprint, mas na disputa direta, acabou por perder. A sua lançadora até acabou em terceiro, Rachele Barbieri. Sozinha, Wiebes optou por lançar o sprint aos 200 metros e conseguiu aguentar na frente. Teve de esperar um pouco depois de cortar a meta, pois foi preciso recorrer ao photo finish, para saber quem havia ganho no percurso entre Landsberg am Lech e Munique (128,3 quilómetros). PUB “Como era esperado, o ‘comboio’ italiano chegou tarde aos quilómetros finais. Nós estávamos à esquerda, elas à direita e eu saltei para elas após de um bom trabalho da equipa. Depois dei tudo. Trabalhámos como equipa e tínhamos um plano claro. É especial ganhar com a camisola da seleção”, afirmou Wiebes. A neerlandesa demonstra assim porque vai passar a ser das ciclistas mais bem pagas do pelotão, talvez mesmo a mais bem paga. Para o ano vai mudar-se da equipa DSM para a SD Worx. Maria Martins em destaque A ciclista portuguesa não corria na estrada desde 16 de abril, quando fez o Paris-Roubaix. Competiu recentemente nos Europeus de Pista, mas uma queda deixou-a algo receosa para a prova de estrada. No entanto, Maria Martins não só conseguiu disputar o sprint, como terminou num excelente sexto lugar. Fazer sexto é especial para mim e para todos nós [seleção nacional]. Venho de um período muito longo sem competir, mas hoje mostrei que estou ativa “Para dizer a verdade, sinto-me aliviada. Depois da queda de segunda-feira, na pista, tinha receio de que pudesse estar envolvida em alguma queda. Por isso não arrisquei quase nada para me posicionar, embora não deixasse de tentar estar bem colocada”, disse. “Fazer sexto é especial para mim e para todos nós [seleção nacional]. Venho de um período muito longo sem competir, mas hoje mostrei que estou ativa, estou cá e que podem contar comigo”, acrescentou.PUB O selecionador José Luís Algarra não podia estar mais satisfeito com a performance da única representante de Portugal na corrida na Alemanha. “A Maria esteve espectacular. Nestes dias trabalhámos muito a questão tática. A Maria, com toda a sua experiência, sabia o que tinha de fazer. E cumpriu exemplarmente tudo o que estava previsto. Foi excecional sob o ponto de vista tático e também demonstrou muita força, claro”, salientou. A despedida O dia ficou ainda marcado pelo adeus da alemã Lisa Brennauer. Aos 34 anos, a ciclista coloca um ponto final na carreira e ficou à porta do pódio. Por pouco não conseguiu uma medalha para sair em grande, ela que foi uma das referências do seu país nos últimos anos. Entre as várias vitórias que alcançou destaca-se um título mundial de contrarrelógio e as duas no Madrid Challenge by La Vuelta. Classificação completa: https://www.procyclingstats.com/race/uec-road-european-championships-we/2022/result Fotografias: UEC-Union Européenne de Cyclisme Também vais querer ler… ‘Sentia que não era o meu dia.’ E ainda assim Marlen Reusser sagrou-se bicampeã da Europa de contrarrelógio
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