Chris Froome, um dos maiores nomes do ciclismo mundial e vencedor de quatro edições da Volta a França, confirmou o fim da carreira profissional. A decisão surge depois de terminar contrato com a Israel-Premier Tech no final de 2025 e de não competir desde a grave queda sofrida durante um treino, em agosto do ano passado.
A confirmação foi feita esta quinta-feira, durante um evento da Skoda, marca da qual é embaixador, realizado na véspera do arranque da Volta a França, em Barcelona. Questionado sobre se a carreira tinha chegado ao fim, o britânico respondeu apenas: “Sim”, revelou o portal belga Sporza.
“Infelizmente, aconteceu aquela queda no verão passado. Não era assim que queria terminar a minha carreira. Mas, naquela altura, percebi que tinha chegado ao fim”, afirmou Froome.
Em dezembro, durante a apresentação do percurso da Vuelta a Espanha, no Mónaco, o ciclista de 40 anos tinha evitado abordar o futuro. “Ainda não estou preparado para falar sobre os meus planos, mas quando chegar o momento farei questão de o anunciar”, disse então.
O anúncio oficial acabou por ser adiado devido às várias cirurgias e ao longo processo de recuperação das lesões sofridas na queda, que colocou um ponto final prematuro na última temporada ao serviço da Israel-Premier Tech.
Natural do Quénia, Froome iniciou a carreira profissional em 2008, na Barloworld, competindo inicialmente com licença queniana antes de representar oficialmente a Grã-Bretanha. Em 2010 transferiu-se para a Team Sky, equipa onde construiu grande parte do seu legado.
A afirmação ao mais alto nível aconteceu na Vuelta a Espanha de 2011, quando terminou no segundo lugar. Mais tarde, viria a ser declarado vencedor da prova após a desclassificação de Juan José Cobo por irregularidades no passaporte biológico.
Em 2012 foi segundo classificado na Volta a França, atrás do colega de equipa Bradley Wiggins, mas no ano seguinte assumiu a liderança da Team Sky e conquistou o primeiro dos quatro triunfos na prova francesa. Repetiu o feito em 2015, 2016 e 2017.
Ao longo da carreira venceu ainda a Vuelta a Espanha de 2017 e o Giro de Itália de 2018, tornando-se um dos poucos ciclistas da história a conquistar as três Grandes Voltas. O triunfo no Giro ficou marcado por um memorável ataque de longa distância no Colle delle Finestre, considerado um dos momentos mais marcantes do ciclismo moderno.
Essa vitória acabaria por ser a última da carreira. Na altura, Froome aguardava ainda a resolução do processo relacionado com um controlo positivo por salbutamol na Vuelta de 2017, que viria a ser arquivado poucos dias antes do início da Volta a França de 2018, edição em que terminou na terceira posição.
A carreira sofreu um duro revés em 2019, quando uma violenta queda durante o reconhecimento de um contrarrelógio do Critério do Dauphiné lhe provocou múltiplas fraturas. Apesar de regressar à competição em 2020, nunca mais conseguiu recuperar o nível que o levou ao topo da modalidade.
No final desse ano deixou a Team Sky para representar a Israel Start-Up Nation, mais tarde Israel-Premier Tech, onde viveu os últimos anos da carreira. O melhor resultado nesse período foi um terceiro lugar numa etapa da Volta a França de 2022, com chegada ao Alpe d’Huez, antes de assumir um papel cada vez mais discreto no pelotão internacional.

