Brandon McNulty entrou na última volta dos Mundiais de Montreal com mais de um minuto de vantagem sobre os perseguidores, mas nem nessa altura o norte-americano acreditava que estava a caminho de conquistar a camisola arco-íris. McNulty atacou sozinho depois de Simmons ter integrado um grupo na frente com Mathieu van der Poel. Atrás, Jorgenson assumiu a missão de neutralizar os ataques dos adversários, enquanto o corredor do Arizona se preparava para aquele que seria o contrarrelógio mais importante da sua carreira.

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Mesmo depois de completar a última volta do circuito de Mount Royal na liderança, McNulty teve dificuldades em acreditar no que estava a acontecer. “Honestamente, não sei. Mesmo, não sei… Estou realmente sem palavras”, admitiu o novo campeão mundial. “Até aos últimos 100 metros, na verdade, nem acreditava. Estava tão cansado, mas não sei… Realmente, não sei.”

A corrida foi marcada por constantes ataques, com Van der Poel a assumir a iniciativa à distância, Isaac del Toro a lançar sucessivas acelerações e Remco Evenepoel a revelar dificuldades inesperadas. McNulty parecia ter o título controlado quando passou pela última vez na meta, mas a vantagem começou a desaparecer na subida final à Camillien-Houde.

Tom Pidcock foi o primeiro a atacar com determinação e reduziu a diferença para pouco mais de dez segundos. McNulty, porém, conseguiu manter-se à frente. “Na última subida de Mount Royal, estava a andar praticamente em Zona 2, estava a morrer, mas continuei a dar tudo”, explicou.

McNulty destacou o trabalho coletivo da seleção norte-americana, particularmente de Jorgenson e Simmons. “Dissemos durante semanas que tínhamos uma equipa muito forte e que era possível. E acho que corremos, sinceramente, de forma incrível”, afirmou. “Marcámos tudo, tínhamos corredores na frente. Estou mesmo sem palavras.”

“Falámos sobre isso e até fiz algumas piadas com a minha mulher, mas, sinceramente, não sabia», contou. «Sabia que alguma coisa podia acontecer, mas seria preciso um milagre. E acho que hoje aconteceu um milagre.”

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