Tadej Pogacar tem contas a ajustar em dois grandes palcos em 2023. O corredor esloveno já destacou como grandes objetivos para a próxima temporada duas corridas em que sofreu as maiores deceções na sua ainda curta carreira, mas já extraordinária.
As provas são a Volta a Flandres, onde o líder da UAE Team Emirates esteve muito perto de ganhar na temporada passada – terminou no quarto lugar na sua primeira participação – e a Volta a França, onde pretenderá recuperar o cetro perdido, admite-se inesperadamente por Pogacar, para Jonas Vingegaard, da Jumbo -Visma.
“Acredito, sinceramente, que em 2023 posso melhorar o que fiz em 2022”, afirmou o natural de Komenda, em declarações ao jornal Marca. Pogarcar venceu o monumento da Lombardia no final de uma temporada em que amealhou mais 15 triunfos em etapas, classificações gerais e provas de um dia.
Great feeling to get the hands up today, thanks to some amazing teamwork 🤩
Super job by all @TeamEmiratesUAE 🙏
Now we focus for Saturday @Il_Lombardia 🙌🏼📸: @AlenMilavec pic.twitter.com/0Ov7v0QzMt
— Tadej Pogačar (@TamauPogi) October 4, 2022
“Estou satisfeito com a forma como as coisas correram, nem sempre se ganha”, continuou Tadej Pogacar. “O mais importante é estar de consciência tranquila com o que se fez, porque é sinal que se deu tudo. Cometi erros, eu sei, mas acho que tirando alguns detalhes, com a ajuda da equipa, uma grande motivação e mantendo-me fiel à minha maneira de correr, os resultados vão aparecer”, referiu o esloveno, de 24 anos.
Entre seus os objetivos para 2023 está um dos monumentos do pavé, a Volta a Flandres: “É uma corrida de que gosto muito e que quero vencê-la, mas sei não será nada fácil. O percurso é muito interessante, são mais de seis horas na bicicleta e há todo aquele fervor dos adeptos belgas. É um espetáculo. Adoraria ganhar essa corrida um dia.”
E o Tour não foge à regra. É a grande ambição do corredor da UAE Team Emirates para 2023. “Claro que sim! Quero regressar para reconquistar a camisola amarela em Paris. Em 2022, como reconheci, cometi alguns erros que custaram caro. E obviamente que Vingegaard e a Jumbo-Visma estiveram muito fortes. Merecem vencer. Mas cada Tour é um Tour e tem uma história diferente, caso queiramos escrevê-la, fazendo e assumindo a corrida. É isso que geralmente faço, é o meu estilo de competir”, frisou Pogacar.
Tal como na temporada transata, Pogacar não descarta a participação na Volta à Espanha no próximo ano: “Não posso confirmar 100% a minha presença, mas ficaria satisfeito se isso acontecesse. Nos últimos anos tem estado nos meus planos, mas por várias razões acabou não acontecer.”
No entanto, a confirmar-se o regresso de “Pogi” à Vuelta seria quase certo a parceria com o seu jovem companheiro de equipa, o espanhol Juan Ayuso, que assumiu querer ser o líder da UAE Team Emirates nessa prova.
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Fotografias: Twitter UAE Team Emirates e Twitter Tadej Pogacar



