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A Volta a Espanha de 2026 começa no Mónaco, em França, e termina em Granada, com mais de 58.000 metros de desnível positivo, dois contrarrelógios e uma terceira semana quase inteiramente andaluza.

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A prova arranca a 22 de agosto no Mónaco e termina a 13 de setembro em Granada, depois de 21 etapas e cerca de 3.275 quilómetros. Será a 81.ª edição e uma das mais montanhosas dos últimos anos.

A corrida parte junto ao Mediterrâneo, atravessa França e Andorra antes de entrar definitivamente em Espanha, e passa os últimos dez dias praticamente concentrada na Andaluzia.

Há dois contrarrelógios individuais, várias jornadas de média montanha e sete dias que podem ser considerados claramente decisivos para os trepadores, incluindo Andorra, Valdelinares, Aitana, Calar Alto, La Pandera, Peñas Blancas e a inédita chegada ao Collado del Alguacil.

A primeira camisola vermelha será entregue depois de apenas 9,4 quilómetros contra o relógio no Mónaco. A última, salvo uma revolução no derradeiro circuito, deverá ficar decidida nas rampas da Sierra Nevada na véspera da chegada à Alhambra.

E há outra razão para acompanhar esta edição em Portugal: João Almeida está previsto no alinhamento da UAE Team Emirates-XRG, juntamente com Ivo Oliveira e Tadej Pogačar. A start list ainda está em atualização, mas os dois portugueses integram neste momento a formação anunciada para a corrida.

Neste artigo tens tudo o que precisas saber sobre a Vuelta deste ano: notícias portugueses, transmissão, equipas, favoritos, percurso e as 21 etapas.

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Notícias recentes

Portugueses em prova

Neste momento, João Almeida e Ivo Oliveira são os dois portugueses previstos para a Vuelta.

Os dois integram a formação da UAE Team Emirates-XRG liderada por Tadej Pogačar, juntamente com Jay Vine, Pavel Sivakov, Pablo Torres, Kevin Vermaerke e Domen Novak.

João Almeida

Para João Almeida, a presença de Pogačar muda naturalmente o enquadramento da corrida.

O português tem qualidade para lutar pelos primeiros lugares de uma Grande Volta, mas deverá também assumir um papel importante no apoio ao esloveno nas etapas de montanha.

Isso não significa que fique automaticamente afastado da classificação geral. Num percurso com tanta montanha e dois contrarrelógios, manter João Almeida bem colocado poderá dar à UAE uma segunda opção estratégica ao longo das três semanas.

Será também interessante perceber até onde consegue chegar depois de uma temporada longa e exigente.

Ivo Oliveira

Ivo Oliveira deverá desempenhar sobretudo funções de apoio.

O português poderá ser particularmente importante nos dias rápidos, nas aproximações às zonas decisivas e na proteção dos líderes da UAE antes das subidas.

A Vuelta oferece poucas jornadas verdadeiramente tranquilas e ter corredores capazes de posicionar a equipa antes dos momentos mais perigosos será especialmente importante.


Onde ver
  • Como já é habitual em Portugal, os canais Eurosport asseguram a transmissão em direto de todas as etapas da Volta a Espanha. Bastará consultar a programação para verificar a que horas começam a acompanhar cada etapa.
  • Na plataforma de streaming (paga) HBO Max também há transmissão em direto diariamente, sendo que aqui é provável que as tiradas comecem a ser acompanhadas logo desde o início.

Equipas / Start List

A Vuelta 2026 terá 23 equipas.

As 18 WorldTeams têm presença assegurada, às quais se juntam Tudor Pro Cycling Team, Pinarello-Q36.5 Pro Cycling Team e Cofidis através da classificação das ProTeams de 2025. Burgos-Burpellet-BH e Equipo Kern Pharma receberam os dois wildcards da organização.

WorldTeams

  • Alpecin-Premier Tech
  • Bahrain Victorious
  • Decathlon CMA CGM Team
  • EF Education-EasyPost
  • Groupama-FDJ United
  • INEOS Grenadiers
  • Lidl-Trek
  • Lotto Intermarché
  • Movistar Team
  • NSN Cycling Team
  • Red Bull-BORA-hansgrohe
  • Soudal Quick-Step
  • Team Jayco AlUla
  • Team Picnic PostNL
  • Team Visma | Lease a Bike
  • UAE Team Emirates-XRG
  • Uno-X Mobility
  • XDS Astana Team

ProTeams

  • Tudor Pro Cycling Team
  • Pinarello-Q36.5 Pro Cycling Team
  • Cofidis
  • Burgos-Burpellet-BH
  • Equipo Kern Pharma

A composição definitiva das equipas ainda não está fechada.


Favoritos

Tadej Pogačar

Não há como começar por outro nome.

Tadej Pogačar confirmou a participação na Vuelta depois de conquistar o quinto Tour e regressa à prova espanhola sete anos depois da estreia em 2019. É precisamente a única Grande Volta que ainda falta no seu palmarés.

O percurso parece construído para um corredor com as suas características.

Há montanha em quantidade, várias chegadas onde a explosividade pode fazer diferenças e mais de 40 km de contrarrelógio individual.

Depois do domínio demonstrado no Tour, a maior dúvida talvez nem seja a capacidade para vencer. Será perceber como responde o organismo a mais três semanas de competição pouco depois de França.

João Almeida

João Almeida entra inevitavelmente nesta lista.

Com Pogačar presente, dificilmente partirá com liberdade absoluta para construir toda a corrida em torno da sua classificação geral. Mas continua a ser um ciclista capaz de terminar uma Grande Volta entre os melhores.

Os dois contrarrelógios favorecem-no e a quantidade de montanha também não deverá ser um problema.

A questão estará sobretudo na estratégia da UAE. Se Almeida chegar bem colocado à segunda metade da prova, manter duas cartas na geral poderá ser demasiado valioso para abdicar dessa possibilidade.

Primož Roglič

Primož Roglič seria um candidato óbvio a uma quinta vitória na Vuelta, mas o esloveno sofreu um atropelamento no final de julho e não conseguiu realizar a preparação competitiva prevista.

Se estiver fisicamente recuperado, não pode ser ignorado. Poucos corredores conhecem tão bem a Vuelta e o contrarrelógio de 32 km na terceira semana pode ser um argumento importante a seu favor.

Sepp Kuss e Wout van Aert

O norte-americano já venceu a Vuelta, por isso será sempre um nome a entrar no lote de favoritos. Aliás, numa Visma | Lease a Bike sem Vingegaard, quem entra nas contas da geral?

Quanto a van Aert, é gregário de luxo, é sprinter, é fantástico. Mas como estará para lutar pela geral. Ao longo dos dias veremos o que a Visma decidir fazer…

Felix Gall

Felix Gall aparece entre os nomes mais interessantes para a classificação geral.

O austríaco está previsto no bloco da Decathlon CMA CGM e encontra um percurso onde a quantidade de montanha poderá favorecer a sua capacidade de resistência.

O principal desafio serão precisamente os dois contrarrelógios, onde poderá perder tempo para adversários mais completos.

Mattias Skjelmose

Mattias Skjelmose está na start list da Lidl-Trek e pode aproveitar uma corrida com poucos dias destinados exclusivamente aos sprinters.

Tem capacidade para passar a média montanha, defender-se nas subidas e ganhar tempo em jornadas mais explosivas.

A grande questão será a resposta às etapas com mais de 4000 ou 5000 metros de desnível.

Outros nomes a seguir

Há ainda vários corredores que podem entrar na discussão pelo top 10, pódio ou vitórias em etapas:

  • Richard Carapaz
  • Carlos Rodríguez
  • Cian Uijtdebroeks
  • Mikel Landa
  • Max Poole
  • Matthew Riccitello
  • Einer Rubio
  • Jay Vine
  • Pablo Torres
  • Guillaume Martin

Sprinters e candidatos à classificação por pontos

Esta não será uma Vuelta particularmente generosa para os sprinters.

A organização identifica apenas quatro etapas planas, embora existam outras jornadas onde um pelotão reduzido ou mesmo um grande grupo possa chegar à discussão da vitória.

Mads Pedersen (Lidl-Trek) deverá voltar a ser um dos corredores mais interessantes para a classificação por pontos.

O dinamarquês não depende apenas das chegadas completamente planas e consegue somar resultados em etapas onduladas onde muitos velocistas ficam para trás.

Wout van Aert aparece igualmente na start list da Visma | Lease a Bike, acompanhado pelo jovem Matthew Brennan. Muitas das etapas intermédias podem ganhar um interesse adicional.


Etapas e percurso

A organização apresenta oficialmente 3.275 km distribuídos por 21 etapas, dois dias de descanso e dois contrarrelógios individuais.

O desenho da corrida é particularmente interessante porque não concentra toda a dificuldade na última semana.

Andorra aparece logo no quarto dia e, antes do primeiro descanso, os candidatos à geral já terão enfrentado Valdelinares e uma jornada com mais de 5.000 metros de desnível até ao Alto de Aitana.

Depois, a corrida desloca-se progressivamente para sul.

As últimas dez etapas disputam-se na Andaluzia, terminando com um bloco particularmente duro formado pelo contrarrelógio de Jerez, Peñas Blancas, Collado del Alguacil e Granada.

1.ª etapa – 22 de agosto

Mónaco – Mónaco
Contrarrelógio individual, 9,4 km

A Vuelta começa contra o relógio junto a um dos cenários mais reconhecidos do Mónaco.

São apenas 9,4 km, demasiado poucos para criar diferenças decisivas, mas suficientes para estabelecer imediatamente uma primeira hierarquia entre os candidatos.

Pogačar, Almeida e os restantes especialistas terão uma oportunidade para ganhar segundos logo no primeiro dia.

La Vuelta 2026 - Stage 1: Route & Elevation Profile

2.ª etapa – 23 de agosto

Mónaco – Manosque
Etapa acidentada, 214,3 km

A etapa mais longa da primeira parte da corrida leva o pelotão do Mónaco para França.

Apesar do perfil ondulado, poderá oferecer uma das primeiras oportunidades aos corredores rápidos capazes de sobreviver às dificuldades intermédias.

La Vuelta 2026 - Stage 2: Route & Elevation Profile

3.ª etapa – 24 de agosto

Gruissan – Font-Romeu
Média montanha, 174 km

A classificação geral começa verdadeiramente a entrar em terreno perigoso.

A chegada a Font-Romeu leva a corrida para os Pirenéus e poderá provocar as primeiras diferenças entre corredores que tenham chegado ao Mónaco com preparação menos avançada.

4.ª etapa – 25 de agosto

Andorra la Vella – Andorra la Vella
Montanha, 104,8 km

Pouco mais de 100 km e praticamente nenhum espaço para recuperar.

A etapa percorre integralmente Andorra e inclui Port d’Envalira, Beixalis, Coll d’Ordino e Alto de la Comella.

É curta, concentrada e potencialmente explosiva. Uma jornada típica da Vuelta em que o reduzido número de km não significa menor dificuldade.

Pode ser o primeiro grande teste entre os candidatos à camisola vermelha.

5.ª etapa – 26 de agosto

Falset – Roquetes
Etapa acidentada, 173,4 km

Depois de Andorra, surge um terreno menos extremo.

Poderá ser uma boa oportunidade para fugas ou para corredores capazes de passar dificuldades intermédias e ainda discutir uma chegada rápida.

6.ª etapa – 27 de agosto

Alcossebre – Castelló
Média montanha, 177,4 km

Uma das jornadas mais invulgares da primeira semana.

O percurso inclui cerca de 3,5 km em gravel na aproximação ao Puerto El Bartolo, localizado aproximadamente 16 km antes da meta.

Não será necessariamente um dia para ganhar a Vuelta, mas pode tornar-se um dia muito fácil para a perder.

Posicionamento, furos e diferenças provocadas pelo terreno poderão ser tão relevantes como as próprias subidas.

7.ª etapa – 28 de agosto

Vall d’Alba – Aramón Valdelinares
Montanha, 149,8 km

A Vuelta regressa a Valdelinares. A subida não recebe uma chegada da prova desde 2014, quando Winner Anacona venceu e Nairo Quintana terminou o dia com a liderança.

Doze anos depois, deverá voltar a funcionar como teste direto aos homens da geral.

8.ª etapa – 29 de agosto

Puçol – Xeraco
Etapa plana, 171 km

Finalmente, um dos dias mais claros para os sprinters.

Depois de uma primeira semana muito exigente, as equipas dos homens rápidos dificilmente deixarão passar uma das poucas oportunidades verdadeiramente favoráveis.

9.ª etapa – 30 de agosto

La Vila Joiosa – Alto de Aitana
Montanha, 187,4 km

Uma das grandes etapas da primeira semana.

A jornada acumula mais de 5.000 metros de desnível e termina no Alto de Aitana, uma subida que não recebe a Vuelta desde 2016.

Depois de Andorra e Valdelinares, já não haverá espaço para esconder uma má condição física.

A classificação geral deverá chegar ao primeiro descanso com diferenças importantes.

Dia de descanso – 31 de agosto

Primeira pausa da corrida.

Nesta altura, os candidatos já terão passado por três jornadas de montanha relevantes e será possível perceber melhor quem está realmente em condições de lutar pela Vuelta.

10.ª etapa – 1 de setembro

Alcaraz – Elche de la Sierra
Etapa acidentada, 184,7 km

O regresso à competição não é feito com alta montanha.

Será um dia particularmente interessante para fugas e corredores de clássicas, sobretudo se as equipas da geral preferirem conservar energia.

11.ª etapa – 2 de setembro

Cartagena – Lorca
Etapa plana, 151,3 km

Uma das etapas mais acessíveis da Vuelta.

Tudo aponta para uma oportunidade para os sprinters, embora o vento possa sempre complicar uma jornada nesta região.

12.ª etapa – 3 de setembro

Vera – Calar Alto
Montanha, 166,6 km

A montanha regressa com força.

Antes da subida final ao observatório de Calar Alto, o pelotão terá de enfrentar o Alto de Velefique.

Será uma das jornadas onde as equipas com vários trepadores poderão tentar endurecer a corrida muito antes da chegada.

13.ª etapa – 4 de setembro

Almuñécar – Loja
Média montanha, 192,8 km

Quase 200 km num terreno onde controlar uma fuga poderá ser complicado.

Não deverá provocar as maiores diferenças da geral, mas aparece colocada entre duas jornadas de montanha e pode aumentar significativamente o desgaste.

14.ª etapa – 5 de setembro

Jaén – Sierra de La Pandera
Montanha, 154,5 km

La Pandera regressa quatro anos depois.

Richard Carapaz venceu aqui em 2022 e a subida volta a aparecer como uma das chegadas mais importantes da segunda semana.

Nesta fase da corrida, já não deverá haver muitos candidatos capazes de esconder fraquezas.

15.ª etapa – 6 de setembro

Palma del Río – Córdoba
Média montanha, 189,7 km

Última jornada antes do segundo descanso.

Córdoba pode oferecer uma corrida muito diferente das grandes chegadas em alto, com espaço para fugas e ataques de corredores afastados da classificação geral.

Dia de descanso – 7 de setembro

A última pausa antes de uma terceira semana que pode alterar completamente a classificação.

Ainda faltará o contrarrelógio mais longo da prova e três jornadas com potencial para decidir tudo.

16.ª etapa – 8 de setembro

Cortegana – La Rábida, Palos de la Frontera
Etapa acidentada, 181,1 km

Regresso relativamente controlado depois do descanso.

Será uma das últimas oportunidades para uma fuga numerosa antes de a corrida entrar no bloco decisivo.

17.ª etapa – 9 de setembro

Dos Hermanas – Sevilla
Etapa plana, 185 km

Sevilla oferece provavelmente a última oportunidade clara aos sprinters.

Quem ainda estiver na corrida terá poucas razões para desperdiçar este dia.

18.ª etapa – 10 de setembro

El Puerto de Santa María – Jerez de la Frontera
Contrarrelógio individual, 32 km

Um dos dias decisivos da Vuelta 2026.

São 32 quilómetros relativamente planos, uma distância bastante superior àquilo que a corrida espanhola tem oferecido em vários contrarrelógios recentes.

Pogačar e Almeida (e outros nomes fortes no esforço individual) podem ganhar tempo importante aqui.

Para os trepadores menos eficientes contra o relógio, será provavelmente uma jornada de defesa.

19.ª etapa – 11 de setembro

Vélez-Málaga – Peñas Blancas, Estepona
Etapa acidentada com chegada em alto, 210 km

Mais de 200 km e uma chegada a Peñas Blancas.

Richard Carapaz venceu nesta subida em 2022, mas agora a dificuldade ganha outro significado por aparecer imediatamente depois do contrarrelógio e antes da etapa rainha.

Quem tiver perdido tempo em Jerez será praticamente obrigado a atacar.

20.ª etapa – 12 de setembro

La Calahorra – Collado del Alguacil
Montanha, 187 km

É aqui que a Vuelta pode ficar definitivamente decidida. A Sierra Nevada oferece uma dupla passagem pelo Alto de Hazallanas antes da inédita subida ao Collado del Alguacil.

A ascensão final tem cerca de oito km e inclui zonas onde a inclinação chega aos 20%.

Depois de quase três semanas de corrida, será a última possibilidade para alterar verdadeiramente a classificação geral.

Se houver diferenças pequenas entre os primeiros, pode ser uma etapa memorável.

21.ª etapa – 13 de setembro

Carrefour Granada – Granada
Etapa plana, 99,4 km

A Vuelta não termina este ano em Madrid.

Granada torna-se apenas a oitava cidade a receber a consagração final do vencedor, num circuito que terá como grande cenário a Alhambra.

Mas não será uma simples procissão.

O final inclui uma subida de aproximadamente 1 km junto à Alhambra e o circuito será percorrido quatro vezes.

Pode proporcionar uma última batalha por uma vitória de etapa antes da entrega da camisola vermelha.

As etapas mais importantes da Vuelta 2026

Nem todas as etapas terão o mesmo impacto na classificação geral.

Estas são, à partida, as jornadas que mais podem mexer na corrida:

1.ª etapa – contrarrelógio do Mónaco
4.ª etapa – grande jornada de montanha em Andorra
6.ª etapa – gravel antes de Castelló
7.ª etapa – chegada a Valdelinares
9.ª etapa – mais de 5.000 metros de desnível e Alto de Aitana
12.ª etapa – Velefique e Calar Alto
14.ª etapa – Sierra de La Pandera
18.ª etapa – contrarrelógio de 32 km
19.ª etapa – Peñas Blancas
20.ª etapa – dupla passagem por Hazallanas e Collado del Alguacil

Aliás, esta 20.ª etapa é claramente o ponto mais importante do percurso.

A organização deixou a montanha mais extrema para o último sábado e estreou uma chegada onde existem rampas próximas dos 20%.

Mas há outro detalhe importante: a corrida pode chegar a essa jornada já profundamente condicionada pelo contrarrelógio disputado apenas dois dias antes.

É essa combinação entre relógio e montanha que torna a última semana particularmente interessante.

De Mónaco à Alhambra

A Vuelta de 2026 terá uma identidade pouco habitual.

Começa num dos territórios mais pequenos e exclusivos da Europa, passa pelos Pirenéus e por Andorra, acompanha durante vários dias o Mediterrâneo e acaba por mergulhar praticamente toda a segunda metade da prova na Andaluzia.

O início junto ao Casino de Monte Carlo e o final na Alhambra foram claramente escolhidos para dar duas imagens fortes à 81.ª edição.

Entre uma e outra haverá mais de 3.000 km e montanha suficiente para transformar completamente a classificação várias vezes.

E, se Tadej Pogačar confirmar em Espanha aquilo que mostrou no Tour, haverá ainda uma história maior em jogo: completar a coleção das três Grandes Voltas.

Para Portugal, João Almeida (a prometer muito!) dá-nos mais uma razão para acompanhar diariamente a corrida.


Disclaimers

A start list da Vuelta 2026 ainda é preliminar e poderá sofrer alterações até à partida no Mónaco. Este artigo será atualizado à medida que forem confirmadas as formações definitivas.

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