Enric Mas (Movistar) afirmou estar a atravessar o “melhor momento” da  carreira e mostrou-se tranquilo em relação à defesa da liderança da Volta a Espanha nas etapas decisivas da última semana de prova, incluindo o contrarrelógio de quinta-feira.

PUB

Durante uma conferência de imprensa em Sevilha, no segundo dia de descanso da prova, o camisola vermelha da Vuelta confessou sentir-se “bem e motivado”. “Depois de duas semanas e de ter vivido momentos tão difíceis nos últimos meses, estar assim é algo para se agradecer. Há muito trabalho por detrás de tudo isto. É talvez o melhor momento da minha vida [como ciclista]”, declarou o corredor de 31 anos.

Recorde-se que Mas assumiu a liderança a 29 de agosto, após o abandono do grande favorito, o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), devido a uma queda na oitava etapa. O espanhol consolidou a sua posição ao vencer no alto de Aitana no dia seguinte.

Com uma vantagem de 2.06 minutos sobre o austríaco Félix Gall (Decathlon) e de 2.10 sobre o esloveno Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe), o ciclista de Maiorca desvalorizou a pressão do contrarrelógio de 32,1 quilómetros, teoricamente favorável a Roglic. “Fala-se muito do contrarrelógio, mas antes há duas etapas que também são muito importantes. A Vuelta dura 21 dias, não apenas um de contrarrelógio”, sublinhou.

Apesar de reconhecer que Roglic continua “num nível altíssimo” e que Gall está em “excelente forma”, Mas confia na equipa, à qual atribuiu “nota 10”, e na própria performance nas etapas de montanha. “O contrarrelógio não me favorece, mas consegui ganhar tempo em todos os dias de montanha. Não preciso de o temer”, reforçou.

O líder da Movistar antecipa uma última semana dura, com as equipas adversárias a tentarem colocar a sua liderança em xeque. “As equipas vão correr de forma caótica e tentar colocar-nos ‘contra a parede’, mas temos tido a melhor gestão possível vinda do carro de apoio. Estamos confiantes e tranquilos”, garantiu.

A ambição de Mas é clara: quebrar um jejum de 12 anos sem vitórias espanholas na Vuelta, desde o triunfo de Alberto Contador em 2014. “Fico feliz que as pessoas voltem a gostar do ciclismo espanhol, de nós, da Movistar. Há alguns anos que não liderávamos uma das grandes voltas”, comentou.

PUB

O ciclista foi ainda convocado para representar Espanha nos Campeonatos do Mundo de estrada, em Montreal, uma estreia que o deixou entusiasmado. A Vuelta regressa na terça-feira com a 16.ª etapa, uma ligação de 181,1 quilómetros entre Cortegana e La Rábida.