A terceira etapa do Tour ligará Granollers a Les Angles e apresenta-se como um novo desafio para os homens da geral e para os ‘puncheurs’. O percurso de 195,9 quilómetros levará o pelotão de Espanha para França – após a entrada neste último país as estradas estarão vedadas ao público devido a uma incêndio de grandes proporções – culminando na primeira chegada em subida, embora curtíssima, nos Pirenéus, já a quase 1800 metros de altitude.
Apesar de não ser um dia de alta montanha, o perfil da etapa promete afastar os sprinters da luta pela vitória. A principal dificuldade será o Col de Toses, uma contagem de montanha com 9,3 quilómetros a 6,5% de inclinação média, cujo topo se situa a 68 quilómetros da meta. Um ritmo elevado nesta subida poderá ser decisivo para eliminar ciclistas como Mathieu van der Poel, Mads Pedersen e Dorian Godon, que em teoria poderiam resistir.

A fase final da etapa será igualmente exigente, com os últimos 1,7 quilómetros a apresentarem uma pendente média de 6%. Este final em subida, após um dia desgastante, deverá favorecer os ciclistas mais resistentes, tornando Tadej Pogacar o principal candidato à vitória. O esloveno, que na véspera ofereceu o triunfo ao colega de equipa Isaac del Toro, surge como o homem a bater.
A estratégia da UAE Emirates é uma das grandes incógnitas. A equipa poderá tanto trabalhar para uma chegada ao sprint num grupo reduzido, como optar por uma tática mais agressiva, com ataques de Pogacar ou Del Toro na rampa final, aproveitando a superioridade demonstrada por ambos neste tipo de terreno.
Para os seus principais rivais na geral, Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel, o objetivo passará por limitar perdas e, sobretudo, evitar ceder mais segundos de bonificação. Ambos mostraram estar em boa forma e procurarão um melhor desempenho no sprint final do que na etapa anterior. Paul Seixas, que gastou muita energia antes das subidas na jornada de domingo, poderá ter um papel importante ao tentar roubar bonificações aos favoritos.
No entanto, a lista de candidatos a um bom resultado é extensa. Ciclistas com uma forte ponta final, como Tobias Johannessen, Tom Pidcock e Romain Grégoire, são considerados perigosos, especialmente se o ritmo na subida final não for levado ao limite. Outros nomes a ter em conta para os lugares da frente incluem Lenny Martínez, Richard Carapaz, Ilan van Wilder, Florian Lipowitz, a dupla da Lidl-Trek composta por Mattias Skjelmose e Juan Ayuso, bem como Lennert van Eetvelt e Alex Aranburu.

