A primeira etapa do Tour de França de 2026, um contrarrelógio por equipas de 19 quilómetros em Barcelona, foi o tema central de um animado debate no podcast The Move, de Lance Armstrong. O norte-americano, acompanhado por George Hincapie e Bradley Wiggins, analisou a vitória da Visma-Lease a Bike, que colocou Jonas Vingegaard com a camisola amarela e desferiu o primeiro golpe em Tadej Pogacar.

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Lance Armstrong considerou que, embora o resultado não tenha sido o que esperava, a etapa superou as expectativas como espetáculo. “Como espectador, adorei”, afirmou. Para o texano, o percurso técnico evidenciou contrastes estratégicos, destacando a execução perfeita da Visma em comparação com outras equipas que, na sua opinião, tinham “grandes ciclistas, mas não correram da maneira certa”.

George Hincapie foi ainda mais elogioso, descrevendo o arranque da prova como o mais emocionante em anos. “Não se pode ter um início de Tour mais emocionante do que este”, disse, sublinhando a enorme pressão de um contrarrelógio por equipas tão explosivo logo no primeiro dia.

“Para os ciclistas é um verdadeiro exame desde o primeiro minuto. Passa-se de fazer intervalos suaves em equipa para andar absolutamente no limite com a frequência cardíaca no máximo. Para os adeptos foi um espetáculo muito emocionante”, resumiu.

Já Bradley Wiggins, campeão do Tour em 2012, ofereceu uma perspetiva interessante, sugerindo que a situação pode ser vantajosa para o campeão do mundo. “Isto prepara o cenário perfeitamente para Pogacar”, afirmou, explicando que evitar a camisola amarela no primeiro dia pode ser um bónus estratégico. “Vestir a amarela desde o primeiro dia traz um stress e uma pressão enormes”, notou. Contudo, Wiggins também realçou o impulso moral que a camisola amarela representa para Vingegaard: “Isso pode elevar ainda mais a sua confiança”.