Podia ou não ser este o plano, mas a verdade é que Pogacar não esperou para começar a “destruir” toda a gente na Volta a Suíça 2026. Faltavam perto de 70 km para terminar esta 1ª etapa da prova helvética e já o campeão do mundo arrancava, ao seu estilo, sem que ninguém o seguisse.
Resultado: vitória de Pogacar, vitória da fuga, e vantagem de 02m14s sobre Carapaz, segundo classicado tanto na tirada de hoje como na geral, até ver.
Terá ficado já sentenciada esta Volta à Suíça? Quase que deixa de ter graça, assim…
Exato: basicamente, Pogacar começou logo a arrasar a Volta à Suíça e deixou os rivais a mais de dois minutos logo na primeira etapa.
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a forma de Pogacar a poucas semanas da Volta a França, elas desapareceram. O campeão do mundo protagonizou uma exibição demolidora em Sondrio, atacando quando ainda faltavam mais de 70 quilómetros para a meta e construindo uma vitória que deixou o restante pelotão sem resposta.
A corrida parecia encaminhar-se para uma seleção natural nas dificuldades montanhosas do dia, mas a UAE Team Emirates-XRG decidiu aumentar o ritmo muito antes do esperado.
Depois de uma aceleração de Brandon McNulty numa zona intermédia da etapa, o pelotão fragmentou-se e Pogacar aproveitou o momento para lançar uma ofensiva que acabaria por ser decisiva.
Primeiro alcançou um dos elementos da fuga do dia. Poucos quilómetros depois seguiu sozinho para uma autêntica demonstração de força. No topo da principal subida da jornada já tinha cerca de um minuto de vantagem sobre os perseguidores e, a partir daí, a diferença não parou de crescer.
Atrás, Richard Carapaz foi o único corredor capaz de reagir de forma convincente.
O equatoriano destacou-se dos restantes favoritos e iniciou uma perseguição solitária, mas nunca conseguiu reduzir significativamente a distância para o líder da corrida.
Andrea Bagioli aproveitou uma movimentação tardia para garantir o terceiro lugar da etapa.
O grupo dos restantes candidatos à geral, onde seguia Primoz Roglic, perdeu mais de quatro minutos.
A superioridade foi de tal ordem que os dados divulgados pela Velon mostram Pogacar a produzir uma média próxima dos 330 watts durante quase duas horas de esforço, números impressionantes mesmo para os padrões do ciclismo profissional.
