A terceira etapa da Volta a Itália 2026 liga Plovdiv a Sófia em 175 quilómetros e tem tudo para terminar ao sprint.

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O percurso é simples: uma subida de nove quilómetros a 5% a meio da etapa, sem grande exigência, e depois disso é planície total até à capital búlgara. Os últimos quilómetros são praticamente em linha reta – um corredor desenhado para os homens rápidos.

Com partida às 11h15 e chegada prevista para as 15h30, é dia de se instalar no sofá.

A aproximação a Sófia não tem curvas difíceis, não tem ventos previstos, não tem complicações técnicas.

O que isso significa na prática: velocidades altíssimas no sprint final e uma corrida onde a posição nos últimos quilómetros e a frescura das pernas valerão tanto como a velocidade pura.

Nas primeiras etapas ficou claro que estes sprints de pelotão muito fresco são imprevisíveis. Jonathan Milan chegou ao sprint da primeira etapa completamente sem pernas após o trabalho de leadout. O caos da queda na segunda etapa eliminou grande parte do pelotão da discussão.

Amanhã, o guião pode ser diferente – mas a imprevisibilidade mantém-se.

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Etapa 3
Data: 10 maio
Partida: Plovdiv
Chegada: Sofia
Distância: 175 km
Acumulado: 1.577 m

Giro d'Italia 2026 | The Route

Magnier favorito, mas não é o único

Paul Magnier entra na etapa como o nome mais quente do pelotão.

O francês da Soudal Quick-Step venceu a abertura com autoridade, o seu comboio funcionou na perfeição e tem confiança para repetir. Tobias Lund Andresen, segundo na primeira etapa, será novamente um dos principais adversários.

Ethan Vernon é outro nome a não perder de vista. O sprinter da NSN terminou em terceiro na abertura e já somou quatro vitórias esta temporada, incluindo triunfos no WorldTour na Austrália e na Catalunha. Se o sprint ficar seletivo ou confuso, tem velocidade e instinto para aproveitar.

As incógnitas da queda

A grande queda da segunda etapa deixa algumas dúvidas sobre o estado de vários velocistas.

Dylan Groenewegen e Kaden Groves estiveram entre os afetados. Ambos têm velocidade para lutar pela vitória num sprint limpo, mas a questão é saber em que condições físicas chegam a Sófia.

Erlend Blikra é outro nome na mesma situação – candidato se estiver a 100%, incógnita se as sequelas da queda se fizerem sentir.

Os wildcards

Arnaud De Lie chegou ao Giro já com alguma incerteza em torno do seu nível após um período de doença.

A subida a meio da etapa pode fazer a diferença a seu favor se o sprint se tornar mais seletivo – é um corredor que combina velocidade com capacidade de resistência. Mas neste momento é ainda uma dúvida.

Matteo Malucelli passou pela primeira etapa relativamente bem e pode subir na hierarquia dos sprints, aproveitando as baixas entre os rivais.

Ben Turner tem menos velocidade pura do que os sprinters de referência, mas sobe melhor do que todos eles. Se a etapa se tornar mais dura do que o previsto, pode beneficiar disso.

Para completar a lista de nomes a seguir: Casper van Uden, Giovanni Lonardi, Madis Mihkels, Pascal Ackermann, Luca Mozzato, Paul Penhoët e Orluis Aular são todos candidatos a entrar na discussão se o sprint se fragmentar.

Os portugueses

Afonso Eulálio, António Morgado e Nelson Oliveira continuam em prova.

Numa etapa de sprint puro, o objetivo passa por chegar bem, sem incidentes, e poupar energias para os dias mais decisivos que se aproximam.