Thomas Silva é o primeiro ciclista uruguaio a ganhar uma etapa na Volta a Itália e a vestir a maglia rosa.

PUB

Aconteceu hoje, no segundo dia da corrida italiana, numa tirada que fica marcada por uma queda grave a 23 km do final, que retirou da prova nomes importantes para a geral.

PUB

Uma queda que também “desfez” a UAE Emirates-XRG. Lê tudo mais abaixo.

Sim, o corredor sul-americano da XDS Astana é assim o novo camisola rosa do Giro, apesar das movimentações intensas no final da etapa, que envolveram Jonas Vingegaard, Giulio Pellizari e Jan Christen, entre outros.

Com chegada em Veliko Tarnovo, a 2ª etapa do Giro 2026 mostrou o uruguaio a festejar o maior triunfo da carreira, num final caótico que deixou rasto de baixas na classificação geral.

Florian Stork (Tudor) e Giulio Ciccone (Lidl-Trek) completaram o pódio.

Trinta corredores no chão, geral de cabeça para baixo

Na verdade, a chuva intensa transformou as estradas búlgaras numa armadilha. A 23 km da meta, numa secção de descida com piso escorregadio, cerca de 30 corredores caíram.

Os primeiros a irem ao chão foram elementos da UAE Team Emirates-XRG, posicionados na frente do pelotão. O líder Adam Yates foi um dos mais afetados – perdeu mais de dez minutos e viu as ambições na geral ficarem gravemente comprometidas.

Jay Vine, companheiro de equipa, abandonou. Ådne Holter (Uno-X Mobility) também deixou a corrida após avaliação por suspeita de traumatismo craniano.

Santiago Buitrago (Bahrain Victorious) e Derek Gee-West (Lidl-Trek) estiveram igualmente entre os acidentados e perderam tempo precioso para os rivais.

A organização neutralizou a prova enquanto as ambulâncias assistiam os corredores no chão. A corrida recomeçou com 18 km por disputar.

Vingegaard não esperou convite

Mal o pelotão foi relançado, Vingegaard atacou. A aceleração do dinamarquês na subida de Lyaskovets deixou quase todos para trás.

Apenas Giulio Pellizzari (Red Bull-Bora-Hansgrohe) e Lennert van Eetvelt (Lotto-Intermarché) conseguiram seguir.

O trio liderou a corrida até à descida final, com 15 segundos de vantagem a 5 km da meta.

A 400 metros do fim, o grupo de perseguidores fez contacto, com especial destaque para Jan Christen, que nos metros finais conseguiu mesmo anular a vantagem de Vingegaard para uma UAE Emirates-XRG agora muito desfalcada…

Será agora Christen o líder da equipa dos Emirates para lutar pela geral?

Depois, a XDS Astana lançou o sprint – e Silva foi o mais rápido.

Bernal a pensar na geral

Antes do sprint final, Egan Bernal fez questão de aparecer. O colombiano da Netcompany-Ineos venceu o Red Bull KM e conquistou seis segundos de bonificação, à frente dos companheiros Thymen Arensman e Connor Swift.

Uma afirmação clara de intenções logo na segunda etapa.

221 km de desgaste antes da tempestade

Os 221 km entre Nessebar e Veliko Tarnovo foram dos mais longos de toda a edição – e a chuva não facilitou.

Diego Pablo Sevilla (Polti-VisitMalta) voltou a integrar a fuga do dia, desta vez com o companheiro Marco Maestri. O espanhol reforçou a liderança na classificação da montanha ao vencer nos dois prémios do dia, garantindo mais um dia com a camisola azul.

Ryan Mullen (NSN) foi uma das figuras da etapa, com horas de trabalho abnegado na frente do pelotão.

A fuga foi neutralizada a 26 km do fim. Pouco depois, a tempestade chegou.

Portugueses no Giro

Dos três portugueses em prova, Afonso Eulálio foi o melhor classificado na etapa, terminando no 57.º lugar a 1.01 minutos de Silva.

Nelson Oliveira chegou em 77.º, a 2.05 minutos, enquanto António Morgado teve um dia mais difícil, cruzando a linha no 136.º posto a 7.04 minutos do vencedor.

Na geral, Eulálio ocupa o 52.º lugar. Nelson Oliveira é 73.º e Morgado desceu ao 106.º posto.