Numa entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, Remco Evenepoel fez um balanço do início de temporada, abordou a mudança para a Red Bull-BORA-hansgrohe e revelou os seus objetivos futuros. O ciclista belga, que recentemente alcançou o terceiro lugar na Volta a Flandres, já soma sete vitórias em 2026 e pretende aproveitar o bom momento de forma para as clássicas das Ardenas, antes de participar no Critério do Dauphiné (agora designado Tour Auvergne-Rhône-Alpes) e, posteriormente, no Tour de França.

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A transferência para a nova equipa trouxe um novo ímpeto ao atleta. “Mudar de treinador e de colegas de equipa traz, acima de tudo, uma motivação extra”, afirmou Evenepoel, destacando a importância da comunicação em inglês e o excelente ambiente que se vive na equipa. “Quero tornar-me na melhor versão de mim mesmo, aquela que ainda não foi vista. Na bicicleta e como pessoa. Ainda tenho muito a aprender”, acrescentou, convicto de que está no “ambiente certo” para evoluir.

O ciclista belga considera que a mudança de ares foi oportuna. “Estou a descobrir coisas novas sobre mim mesmo, foi realmente o momento certo para mudar. Cada corrida será uma oportunidade para ver como este processo se desenrola”, explicou.

Entre os objetivos a longo prazo está a tentativa de bater o recorde da hora, embora sem pressas. “Certamente não será este ano, nem mesmo em 2027. Além disso, nunca competi muito em pista. No que me diz respeito, se acontecer, não será antes de 2030”, projetou.

Evenepoel falou também sobre o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, e a forma como lida com a pressão. “Quando é necessário, sou 200% profissional. Mas também há momentos em que “desligo”, especialmente em casa com a minha mulher, Oumi”, confessou. “Quando chego do treino, ela pergunta-me como correu e pronto, não falamos mais de ciclismo. Quando se está demasiado focado no ciclismo, corre-se o risco de perder o controlo da vida pessoal. O ciclismo não é eterno.”

Esta filosofia, segundo o atleta, é partilhada pela sua equipa. “Somos muito sérios, mas quando o ‘trabalho’ termina, é preciso aproveitar os momentos da vida”, sublinhou.

Sobre as expectativas no seu país natal, garante estar mais tranquilo: “A pressão e as expectativas na Bélgica já não são um problema. É algo que aprendo dia após dia, mês após mês, ano após ano… e estou feliz com isso.”

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