Paul Seixas volta à estrada este sábado na Faun Ardèche Classic, em França, e na semana que se seguiu à Volta ao Algarve, em que conquistou um promissor 3º lugar da geral e venceu a sua primeira etapa como profissional, na Fóia, concedeu uma entrevista exclusiva ao Le Dauphiné Libéré.
O jovem prodígio francês da Decathlon CMA CGM, que continua a evoluir a um ritmo impressionante – aos 19 anos, conquistou uma medalha de bronze no último Campeonato da Europa de fundo, atrás de Tadej Pogacar e Remco Evenepoel – concentra atenções.
“Não diria que o meu estatuto está a mudar completamente, mas já não é uma surpresa que esteja aqui. Estou na frente, e é isso que se espera agora. A verdadeira mudança é que não vou necessariamente descobrir novas corridas, mas sim tentar obter resultados, consolidar a minha posição e continuar a progredir para me aproximar dos melhores”, disse Seixas, que tem ascendência portuguesa.
“O objetivo é levantar os braços em celebração o mais possível, mas para isso é preciso correr contra os melhores. Já defrontei um pelotão fortíssimo no Algarve, mas é contra estes ciclistas que têm o maior impacto numa prova que preciso de competir para ver o que me falta para chegar ao mais alto nível”, frisou.
E sobre a sua capacidade para, um dia, vencer Pogacar?… “Ótima pergunta! Por enquanto, ainda preciso de melhorar; eles ainda estão um pouco à frente [Pogacar e Evenepoel]. Mas agora, quero ver como evoluí em comparação com o ano passado, quando consegui competir de igual para igual”.
“Acho que se tiver medo, já perdeu. A palavra ‘medo’ é muito forte e não reflete com precisão o que se sente no início de uma corrida. Diria que é mais uma questão de respeito, muito respeito por estes rapazes. De qualquer forma, há uma vontade enorme de dar 100% contra os melhores”.
“Uma coisa é certa, o meu objetivo é vencer Pogacar e não andar na sua roda…”, concluiu
Crédito da imagem: Rodrigo Rodrigues / Igor Martins / João Calado (FPC) – https://x.com/VoltAlgarve/status/2024818290925678777/photo/3


