A Volta a Portugal do Futuro está de volta.
A 33.ª edição da principal prova nacional de ciclismo sub-23 começa na próxima 5ªfeira, 14 de maio, em Abrantes, e termina domingo em Espinho, depois de 577,3 km distribuídos por quatro etapas.
É a montra mais importante do ciclismo jovem português – e este ano chega reforçada!
A edição de 2026 marca um momento de viragem na história da prova.
A Volta a Portugal do Futuro integra pela primeira vez a Classe 2.2 da UCI, o que eleva o seu reconhecimento internacional e atrai equipas de maior nível competitivo.
A organização passou também a ser assumida diretamente pela Federação Portuguesa de Ciclismo – uma mudança estrutural que visa garantir maior consistência e projeção à prova.
Para o presidente da federação, Cândido Barbosa, a prova “é muito mais do que uma competição. É o ponto de partida para o futuro do ciclismo, onde os jovens talentos dão os primeiros passos rumo ao mais alto nível”.
16 equipas, cinco países, um pelotão a sério
O pelotão desta edição reúne 16 equipas, das quais cinco internacionais.
O nome que mais se destaca é o da UAE Team Emirates Gen Z, equipa de desenvolvimento de uma das maiores estruturas do ciclismo mundial – a mesma que alinha Tadej Pogacar e João Almeida no WorldTour.
Da Espanha chegam a Caja Rural-Alea, a Technosylva Rower Bembibre e os Supermercados Froiz. A França faz-se representar pelo Martigues SC.
Do lado nacional, alinham as principais equipas profissionais e de desenvolvimento, bem como a Seleção Nacional Sub-23.
Lista completa de equipas
- Caja Rural-Alea
- Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo
- Feira dos Sofás-Boavista
- Feirense-Beeceler
- GI Group Holding-Simoldes-UDO
- Inovocorte Cycling
- Martigues SC
- Óbidos Cycling Team
- Porminho Team Sub-23
- Santa Maria da Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc
- Seleção Nacional Sub-23
- Supermercados Froiz
- Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua
- Team Tavira/Crédito Agrícola
- Technosylva Rower Bembibre
- UAE Team Emirates Gen Z
O percurso etapa a etapa
1.ª Etapa – Abrantes › Oleiros | 145,3 km | 5ªfeira, 14 de maio
A abertura não engana ninguém. Depois de um início mais acessível, com uma meta volante ao quilómetro 33 e um prémio de montanha de 3.ª categoria em Vilelas, a corrida endurece na aproximação a Oleiros.
A subida ao Parque Eólico – 10,6 km a 5,8% de pendente média, prémio de 1.ª categoria – chega a dez quilómetros da meta e vai fazer a primeira seleção da prova. Chegada prevista para as 16h00.
2.ª Etapa – Figueiró dos Vinhos › Castanheira de Pera | 142,6 km | 6ªfeira, 15 de maio
A etapa mais dura da edição. Parte de Figueiró dos Vinhos com um traçado de sobe e desce constante, passando por Vila de Rei e Ferreira do Zêzere.
A decisão deverá acontecer na subida do Ameal – 6 km a 6,6% de média, prémio de 1.ª categoria – com o topo a 11 quilómetros da meta na Praia das Rocas. É aqui que a geral se vai definir. Chegada às 15h40.
3.ª Etapa – Penela › São Pedro do Sul | 156,0 km | Sábado, 16 de maio
A etapa mais longa da prova tem um perfil globalmente mais favorável, com apenas dois prémios de 3.ª categoria ao longo do percurso.
A ligeira subida nos quilómetros finais pode não ser suficiente para partir o pelotão – e São Pedro do Sul pode ver uma chegada em grupo. Metas volantes em Vila Nova de Poiares e Tondela. Chegada às 16h00.
4.ª Etapa – Castro Daire › Espinho | 133,4 km | Domingo, 17 de maio
A etapa final concentra as principais dificuldades logo no início: o Alto de Montemuro, prémio de 2.ª categoria aos 15,7 km, e nova subida de 2.ª categoria em Piares.
Depois da passagem pela Barragem do Carrapatelo e de mais um prémio de 3.ª categoria em Melres, a corrida encaminha-se para Espinho. A chegada junto à Câmara Municipal tem perfil rápido e favorece um sprint em pelotão compacto – um final digno de uma grande festa. Chegada às 15h45.



